12 de abril de 2009. N° 8404
DIÁRIO DA MARATONA RODRIGO FARACO
Entendendo a loucura
Estava chovendo, e os corredores, encharcados, iam chegando um a um. Já passavam de três horas e meia de prova, os vencedores já eram conhecidos, mas cada um dos que cruzavam a linha de chegada fazia a sua festa particular. Mais ou menos contido, pulando, gritando ou com um simples gesto, eles comemoravam, alegres. Simplesmente comemoravam, sozinhos ou com os familiares e amigos.
Eu observava tudo ali, parado, olhando tudo na linha de chegada. Era o final da Maratona de Santa Catarina, em abril do ano passado. Choveu o tempo inteiro, desde as primeiras horas da manhã. Eu havia feito a corrida rústica de nove quilômetros mais cedo e estava ali parado, tomando chuva, na Beira-Mar.
Precisava acompanhar a chegada dos meus amigos, meus grandes parceiros de corrida que estavam pelas ruas correndo ainda. Eles faziam a maratona pela primeira ou pela segunda vez. Eu fiquei ali solitário, na chegada, esperando, nem me importava com a chuva.
E eles foram chegando um a um. Primeiro veio meu amigão, o cara que me levou pras corridas. Marcos Alexandre fazia sua primeira maratona. Apareceu no funil, na reta de chegada, quase voando. Estava empolgado, inteiro, mas muito cansado. Completou a prova em menos de quatro horas. Era tudo o que ele queria. Na sequência vieram outros ainda – o Daniel e a Adri, amigos de corrida também.
Aquilo tudo me emocionou, porque vivi junto com eles o período de treinamentos, porque acompanhei a luta deles para que estivessem ali realizando o sonho da maratona. As cenas não saem da minha memória.
É emocionante! Ver cada um daqueles corredores, os meus amigos e os que eu não conhecia, chegando e cruzando a linha final. Ver e entender o que significava pra eles vencer o desafio.
Aquilo me fez ter mais vontade de fazer eu mesmo uma maratona. Às vezes pode parecer uma loucura correr tamanha distância. Mas tenho certeza que naquele dia eu entendi um pouco mais o porquê dessa loucura. Agora é contagem regressiva. Falta exatamente uma semana. No próximo domingo eu vou estar lá.
* Rodrigo Faraco é jornalista, vai participar da Maratona de SC, e, até o dia da prova, passará dicas e informações.
Abraços
Faraco
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Sexta-feira
10 de abril de 2009. N° 8402
DIÁRIO DA MARATONA - RODRIGO FARACO
Cuidado, atenção!
Um mês antes da minha primeira maratona, eu estava fazendo tudo errado. Estava me alimentando errado, estava dormindo pouco e descansando muito pouco também. Apesar de tudo isso eu estava levando os treinos.
Chega uma hora que você se acha imbatível. Você acha que pode tudo. A corrida faz isso. A auto-estima vai lá em cima. É o primeiro passo para um grande erro: a soberba.
Um mês antes da maratona de Curitiba, que foi em Novembro passado, estava prestes a realizar meu último treino importante, o último “longão”. Já tinha feito longos de 20 e 25 quilômetros e tinha feito muito bem. Meu técnico programou então um treino de 32 quilômetros.
Tranqüilo, vou fazer! – pensei. Foi um grande erro! Eu estava menosprezando o tamanho do treino. Achava que faria a hora que quisesse. Não é assim! É preciso respeitar qualquer distância e qualquer corrida. Ainda mais se tratando de 32 quilômetros.
Era cedo, por volta das sete da manhã. Saímos eu e Paulinho para os 32 quilômetros de treino. Aos poucos eu fui sentindo o peso dos erros cometidos nas semanas anteriores.
Naquele treino eu fiquei desidratado e pela primeira vez, senti o que era uma hipoglicemia, que é o baixo nível de açúcar no sangue. Eu estava sem energias. Comecei a sentir no oitavo quilômetro. No décimo quilômetro eu já me arrastava. Mas fui dando um jeitinho e segui.
Ainda fui até o quilômetro 17, no puro sacrifício. Estava no bagaço. Parei! Não dava mais! Meu corpo não tinha mais energias. A frustração foi grande e o sentimento de derrota também.
Depois tive que ouvir uma merecida bronca do meu treinador. Era o que precisava para voltar a regular meus treinos, minha alimentação e meus sonos. Deu tudo certo depois na maratona, mas foi uma grande lição.
Hoje estou aqui, focado, concentrado e quase recluso. Falta pouco mais de uma semana para a Maratona de SC e estou bem. Aprendi que não somos máquinas. Aprendi que o corpo tem exigências e limites e que é preciso respeitar. Acima de tudo respeitar.
Grande presença
Maria Zeferina Baldaia, campeã da São Silvestre 2001 e terceira colocada na última edição, já confirmou a participação na Maratona Internacional de Santa Catarina. Ela participa pela primeira vez . A mineira tem no currículo os títulos da Maratona Stramilano, na Itália 2008, além da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro, em 2002.
DIÁRIO DA MARATONA - RODRIGO FARACO
Cuidado, atenção!
Um mês antes da minha primeira maratona, eu estava fazendo tudo errado. Estava me alimentando errado, estava dormindo pouco e descansando muito pouco também. Apesar de tudo isso eu estava levando os treinos.
Chega uma hora que você se acha imbatível. Você acha que pode tudo. A corrida faz isso. A auto-estima vai lá em cima. É o primeiro passo para um grande erro: a soberba.
Um mês antes da maratona de Curitiba, que foi em Novembro passado, estava prestes a realizar meu último treino importante, o último “longão”. Já tinha feito longos de 20 e 25 quilômetros e tinha feito muito bem. Meu técnico programou então um treino de 32 quilômetros.
Tranqüilo, vou fazer! – pensei. Foi um grande erro! Eu estava menosprezando o tamanho do treino. Achava que faria a hora que quisesse. Não é assim! É preciso respeitar qualquer distância e qualquer corrida. Ainda mais se tratando de 32 quilômetros.
Era cedo, por volta das sete da manhã. Saímos eu e Paulinho para os 32 quilômetros de treino. Aos poucos eu fui sentindo o peso dos erros cometidos nas semanas anteriores.
Naquele treino eu fiquei desidratado e pela primeira vez, senti o que era uma hipoglicemia, que é o baixo nível de açúcar no sangue. Eu estava sem energias. Comecei a sentir no oitavo quilômetro. No décimo quilômetro eu já me arrastava. Mas fui dando um jeitinho e segui.
Ainda fui até o quilômetro 17, no puro sacrifício. Estava no bagaço. Parei! Não dava mais! Meu corpo não tinha mais energias. A frustração foi grande e o sentimento de derrota também.
Depois tive que ouvir uma merecida bronca do meu treinador. Era o que precisava para voltar a regular meus treinos, minha alimentação e meus sonos. Deu tudo certo depois na maratona, mas foi uma grande lição.
Hoje estou aqui, focado, concentrado e quase recluso. Falta pouco mais de uma semana para a Maratona de SC e estou bem. Aprendi que não somos máquinas. Aprendi que o corpo tem exigências e limites e que é preciso respeitar. Acima de tudo respeitar.
Grande presença
Maria Zeferina Baldaia, campeã da São Silvestre 2001 e terceira colocada na última edição, já confirmou a participação na Maratona Internacional de Santa Catarina. Ela participa pela primeira vez . A mineira tem no currículo os títulos da Maratona Stramilano, na Itália 2008, além da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro, em 2002.
Sábado, DC
11 de abril de 2009. N° 8403
DIÁRIO DA MARATONA RODRIGO FARACO
Ajuste fino
Mais uma semana de treinos se foi. Esta semana foi tranquila. Como já disse pra vocês, estou em fase de polimento para a corrida do dia 19. É algo que todo atleta profissional faz antes das competições. Sai a carga pesada de trabalho e entra o ajuste fino. Eu não sou atleta profissional, mas minha preparação também passa por esse estágio.
É muito bom porque com o trabalho que estou fazendo agora, consigo perceber os primeiros reflexos de todo o treinamento pesado que foi feito antes. Ou seja, o resultado dos treinos pesados e de toda a dedicação começa a aparecer.
Meu treinador, o triatleta Paulo Domingo Filho, disse que iria me preparar pra que eu fizesse a maratona como um reloginho. Pra que fizesse a prova com soltura, com força e com ritmo constante.
Isso já está acontecendo. O polimento começou há duas semanas e já me sinto mais solto. Estou resistente e forte também. Me sinto assim. E as corridas realizadas nos treinamentos das últimas semanas me dão a certeza que estou com um bom ritmo para a maratona da semana que vem. Aliás, estou correndo com passadas bem ritmadas.
No sábado passado eu fiz um treino de 10 quilômetros. Fiz leve. Em 52 minutos 32 segundos. Estava bem, mas senti que ainda não tão solto quanto ainda quero estar. Nesta semana, na quarta de manhã, o treino programado era exatamente o mesmo – 10 quilômetros.
O engraçado e curioso foi o tempo que terminei esse segundo treino. Foram 10 quilômetros exatamente iguais aos de sábado, com 52 minutos e, pasmem, 32 segundos. Quando olhei no relógio eu não acreditei. A mesma média de ritmo, o mesmo tempo. Só que dessa vez a sensação era melhor. Apesar de estar fazendo tudo igual ao treino passado, eu me sentia mais leve e mais solto pra correr.
Isso é o polimento! Com o passar dos dias, a corrida vai ficar mais fácil. O ato de correr vai ficar mais fácil. Ainda tenho mais uma semana antes da prova. Vai ser uma semana especial esta que está por vir. Vão ser treinos de ajuste fino. A alimentação também vai ter um tratamento especial.
A tendência é que eu fique ainda mais solto. E isso vai me fazer render mais também na prova. Durante a semana eu conto pra vocês. Haja ansiedade!
* Rodrigo Faraco é jornalista, vai participar da Maratona de SC, e, até o dia da prova, passará dicas e informações.
DIÁRIO DA MARATONA RODRIGO FARACO
Ajuste fino
Mais uma semana de treinos se foi. Esta semana foi tranquila. Como já disse pra vocês, estou em fase de polimento para a corrida do dia 19. É algo que todo atleta profissional faz antes das competições. Sai a carga pesada de trabalho e entra o ajuste fino. Eu não sou atleta profissional, mas minha preparação também passa por esse estágio.
É muito bom porque com o trabalho que estou fazendo agora, consigo perceber os primeiros reflexos de todo o treinamento pesado que foi feito antes. Ou seja, o resultado dos treinos pesados e de toda a dedicação começa a aparecer.
Meu treinador, o triatleta Paulo Domingo Filho, disse que iria me preparar pra que eu fizesse a maratona como um reloginho. Pra que fizesse a prova com soltura, com força e com ritmo constante.
Isso já está acontecendo. O polimento começou há duas semanas e já me sinto mais solto. Estou resistente e forte também. Me sinto assim. E as corridas realizadas nos treinamentos das últimas semanas me dão a certeza que estou com um bom ritmo para a maratona da semana que vem. Aliás, estou correndo com passadas bem ritmadas.
No sábado passado eu fiz um treino de 10 quilômetros. Fiz leve. Em 52 minutos 32 segundos. Estava bem, mas senti que ainda não tão solto quanto ainda quero estar. Nesta semana, na quarta de manhã, o treino programado era exatamente o mesmo – 10 quilômetros.
O engraçado e curioso foi o tempo que terminei esse segundo treino. Foram 10 quilômetros exatamente iguais aos de sábado, com 52 minutos e, pasmem, 32 segundos. Quando olhei no relógio eu não acreditei. A mesma média de ritmo, o mesmo tempo. Só que dessa vez a sensação era melhor. Apesar de estar fazendo tudo igual ao treino passado, eu me sentia mais leve e mais solto pra correr.
Isso é o polimento! Com o passar dos dias, a corrida vai ficar mais fácil. O ato de correr vai ficar mais fácil. Ainda tenho mais uma semana antes da prova. Vai ser uma semana especial esta que está por vir. Vão ser treinos de ajuste fino. A alimentação também vai ter um tratamento especial.
A tendência é que eu fique ainda mais solto. E isso vai me fazer render mais também na prova. Durante a semana eu conto pra vocês. Haja ansiedade!
* Rodrigo Faraco é jornalista, vai participar da Maratona de SC, e, até o dia da prova, passará dicas e informações.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
DC nesta quinta
9 de abril de 2009 N° 8401
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Corridas e corridas
Existem diferenças básicas entre correr distâncias curtas e longas. O desafio é diferente! O modo de correr é diferente. Ano passado eu fiz em Novembro a Maratona de Curitiba, que, óbvio, tem 42 quilômetros de distância de percurso, e fiz em Dezembro a São Silvestre, que tem 15 quilômetros.
Depois de fazer a maratona, muitas vezes as pessoas diziam assim pra mim “ah, então agora a São Silvestre vai ser um passeio”. É algo que seria lógico, não é? Quem corre 42, corre 15 quase três vezes. Então a corrida de 15 quilômetros seria mais fácil, bem mais fácil. Correto? Mas não é bem assim.
Na verdade são desafios específicos. Tudo vai depender da intensidade que você coloca para cada uma das corridas. Para correr 42 quilômetros preciso de muita resistência e coloco um ritmo mais leve, justamente para ter essa resistência. Para os 15, velocidade.
Na maratona, que era a minha primeira, o objetivo era completar a prova. Era chegar. É muita coisa correr 42 quilômetros. E como era a primeira vez que faria aquilo, terminar significava vencer.
Para a São Silvestre o objetivo era fazer o melhor tempo possível. O objetivo era correr rápido. Não completar seria uma grande derrota, porque 15 quilômetros é uma distância habitual pra mim, uma distância que está com freqüência nos meus treinamentos. Então eu tinha que completar e fazer meu melhor tempo para essa distância.
Fiz a São Silvestre com o meu melhor tempo - uma hora e 13 minutos. Completei a maratona em quatro horas e 16 minutos. Se eu tivesse feito a maratona no mesmo ritmo da São Silvestre completaria os 42 quilômetros em três horas e 25 minutos. Mas isso não seria possível. Não resistiria naquele ritmo, no ritmo da São Silvestre, por 42 quilômetros.
Existe entre os corredores um mito de que só é corredor de verdade quem corre pelo menos uma maratona. Imaginem, 10 quilômetros seria pouco então? Pra mim nada disso vale. Se você vai correr 3 , 5, 10, 15 ou 42 quilômetros, não interessa. O que interessa é que você tenha o hábito de correr. Se você corre com freqüência, então você pode sair por aí dizendo: eu sou um corredor!
Abraços
Faraco
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Corridas e corridas
Existem diferenças básicas entre correr distâncias curtas e longas. O desafio é diferente! O modo de correr é diferente. Ano passado eu fiz em Novembro a Maratona de Curitiba, que, óbvio, tem 42 quilômetros de distância de percurso, e fiz em Dezembro a São Silvestre, que tem 15 quilômetros.
Depois de fazer a maratona, muitas vezes as pessoas diziam assim pra mim “ah, então agora a São Silvestre vai ser um passeio”. É algo que seria lógico, não é? Quem corre 42, corre 15 quase três vezes. Então a corrida de 15 quilômetros seria mais fácil, bem mais fácil. Correto? Mas não é bem assim.
Na verdade são desafios específicos. Tudo vai depender da intensidade que você coloca para cada uma das corridas. Para correr 42 quilômetros preciso de muita resistência e coloco um ritmo mais leve, justamente para ter essa resistência. Para os 15, velocidade.
Na maratona, que era a minha primeira, o objetivo era completar a prova. Era chegar. É muita coisa correr 42 quilômetros. E como era a primeira vez que faria aquilo, terminar significava vencer.
Para a São Silvestre o objetivo era fazer o melhor tempo possível. O objetivo era correr rápido. Não completar seria uma grande derrota, porque 15 quilômetros é uma distância habitual pra mim, uma distância que está com freqüência nos meus treinamentos. Então eu tinha que completar e fazer meu melhor tempo para essa distância.
Fiz a São Silvestre com o meu melhor tempo - uma hora e 13 minutos. Completei a maratona em quatro horas e 16 minutos. Se eu tivesse feito a maratona no mesmo ritmo da São Silvestre completaria os 42 quilômetros em três horas e 25 minutos. Mas isso não seria possível. Não resistiria naquele ritmo, no ritmo da São Silvestre, por 42 quilômetros.
Existe entre os corredores um mito de que só é corredor de verdade quem corre pelo menos uma maratona. Imaginem, 10 quilômetros seria pouco então? Pra mim nada disso vale. Se você vai correr 3 , 5, 10, 15 ou 42 quilômetros, não interessa. O que interessa é que você tenha o hábito de correr. Se você corre com freqüência, então você pode sair por aí dizendo: eu sou um corredor!
Abraços
Faraco
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Quarta-feira no DC
8 de abril de 2009. N° 8400
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
O fazer bem-feito
O treino te faz ter certeza de que é possível realizar uma corrida, uma prova, um desafio. Meu amigo Luiz Carlos Prates costuma dizer no programa de todas as tardes na CBN Diário que “não existe almoço grátis”. Isso também vale no esporte.
Não há como fazer algo bem-feito sem treinamento. E o fazer bem-feito engloba diversos aspectos. O fazer bem-feito é fazer, é completar. O fazer bem-feito é completar a prova dentro de um tempo estabelecido. O fazer bem-feito é também o fazer com qualidade, sem prejuízos à saúde.
Quando corri a Maratona de Curitiba, no ano passado eu fiz bem-feito. Fiz bem-feito porque terminei a prova, o que era a primeira vitória. Fiz bem-feito porque fiz mais ou menos dentro daquilo que queria como tempo pra mim. E fiz bem-feito porque no outro dia estava inteiro e fui trabalhar sem problemas, ou seja, meu corpo não tinha sofrido os piores reflexos que uma maratona pode trazer.
Tudo porque estava bem treinado, estava bem preparado para aquela corrida e sabia disso. Quando eu cobria os treinos e as entrevistas coletivas da dupla Gustavo Kuerten e Larri Passos eu prestava muita atenção no que era jornalístico, mas estava sempre de ouvido atento ao que era ensinamento esportivo também.
Lembro que Larri explicava, daquele seu jeito fissurado e trabalhador, que treinava Guga até o limite porque ele, Guga, tinha que ter certeza que estava pronto pra realizar. Do outro lado da quadra, “o cara”, o adversário de Guga, iria ter que ter treinado mais se realmente quisesse bater Gustavo Kuerten. Mas Guga iria sempre ter certeza que poderia vencer, qualquer adversário, porque tinha se dedicado aos treinos sem preguiças ou desculpas.
Assim é o esporte! Na corrida também. Quando eu estiver lá correndo, no dia 19, os 42 quilômetros da maratona, antes de pensar em desistir por qualquer motivo, eu vou pensar nos dias de treinos. Vou lembrar, que mesmo sozinho na maioria deles, eu estava lá, com chuva, com sol, às 7h da manhã ou às 10h da noite. Vou saber que a minha dedicação foi entregue para que possa realizar mais este desafio.
Abraços
Faraco
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
O fazer bem-feito
O treino te faz ter certeza de que é possível realizar uma corrida, uma prova, um desafio. Meu amigo Luiz Carlos Prates costuma dizer no programa de todas as tardes na CBN Diário que “não existe almoço grátis”. Isso também vale no esporte.
Não há como fazer algo bem-feito sem treinamento. E o fazer bem-feito engloba diversos aspectos. O fazer bem-feito é fazer, é completar. O fazer bem-feito é completar a prova dentro de um tempo estabelecido. O fazer bem-feito é também o fazer com qualidade, sem prejuízos à saúde.
Quando corri a Maratona de Curitiba, no ano passado eu fiz bem-feito. Fiz bem-feito porque terminei a prova, o que era a primeira vitória. Fiz bem-feito porque fiz mais ou menos dentro daquilo que queria como tempo pra mim. E fiz bem-feito porque no outro dia estava inteiro e fui trabalhar sem problemas, ou seja, meu corpo não tinha sofrido os piores reflexos que uma maratona pode trazer.
Tudo porque estava bem treinado, estava bem preparado para aquela corrida e sabia disso. Quando eu cobria os treinos e as entrevistas coletivas da dupla Gustavo Kuerten e Larri Passos eu prestava muita atenção no que era jornalístico, mas estava sempre de ouvido atento ao que era ensinamento esportivo também.
Lembro que Larri explicava, daquele seu jeito fissurado e trabalhador, que treinava Guga até o limite porque ele, Guga, tinha que ter certeza que estava pronto pra realizar. Do outro lado da quadra, “o cara”, o adversário de Guga, iria ter que ter treinado mais se realmente quisesse bater Gustavo Kuerten. Mas Guga iria sempre ter certeza que poderia vencer, qualquer adversário, porque tinha se dedicado aos treinos sem preguiças ou desculpas.
Assim é o esporte! Na corrida também. Quando eu estiver lá correndo, no dia 19, os 42 quilômetros da maratona, antes de pensar em desistir por qualquer motivo, eu vou pensar nos dias de treinos. Vou lembrar, que mesmo sozinho na maioria deles, eu estava lá, com chuva, com sol, às 7h da manhã ou às 10h da noite. Vou saber que a minha dedicação foi entregue para que possa realizar mais este desafio.
Abraços
Faraco
terça-feira, 7 de abril de 2009
Terça-feira
7 de abril de 2009. N° 8399
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Tempo e distância
Quanto tempo você leva para percorrer a distância de um quilômetro? Seis, sete minutos? Se você está começando a dar as primeiras corridinhas, talvez seu tempo esteja em torno disso. Então vamos fazer uma conta rápida.
Usando como base um tempo de seis minutos e meio para fazer um quilômetro de corrida. Uma maratona tem 42 quilômetros 195 metros. Multiplique então o tempo estabelecido pela distância da maratona. Chegaríamos à conclusão que este corredor levaria pouco mais de 4 horas e meia para terminar a prova.
Por que estou fazendo toda essa conta e estou dando todas estas explicações? Pra que você entenda o que fazem os maratonistas profissionais. O recorde mundial atual da maratona é do etíope Haile Gebreselaisse. Na Maratona de Berlim do ano passado ele fez o tempo de 2h03:59 batendo a própria marca anterior, feita um ano antes também em Berlim.
Esse é um fenômeno! E esses atletas profissionais são mesmo grandes fenômenos. São atletas de condição física privilegiada. Vamos aos dados e você vai entender o que quero dizer. Para fazer este tempo na maratona ele percorreu cada quilômetro dos 42 com uma média perto de dois minutos e 56 segundos para cada quilômetro.
Dois minutos e 56 segundos! Isso é fantástico! O etíope correu durante mais de duas horas numa velocidade espantosa de pouco mais de 20 km/h. Talvez você não consiga fazer isso de bicicleta.
Aquele ser humano normal, ao qual eu me referia no início dessa conversa, aquele que corre com um tempo de seis minutos e meio cada quilômetro, chega no máximo perto de uma velocidade média de 10 km/h para completar uma maratona.
E tenha certeza - ele já pode se considerar um vitorioso por completar a prova, tanto quanto o fenômeno é vitorioso com a marca espetacular.
Os vencedores 2008 e seus tempos
Na Maratona de Santa Catarina do ano passado Adriano Bastos de São Paulo foi o vencedor entre os homens. Ele fez o tempo de duas horas 16 minutos 20 segundos. Entre as mulheres, a alagoana Marili dos Santos foi a campeã. Ele percorreu os 42 quilômetros 195 metros em duas horas 36 minutos 21 segundos.
Abraços
Faraco
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Tempo e distância
Quanto tempo você leva para percorrer a distância de um quilômetro? Seis, sete minutos? Se você está começando a dar as primeiras corridinhas, talvez seu tempo esteja em torno disso. Então vamos fazer uma conta rápida.
Usando como base um tempo de seis minutos e meio para fazer um quilômetro de corrida. Uma maratona tem 42 quilômetros 195 metros. Multiplique então o tempo estabelecido pela distância da maratona. Chegaríamos à conclusão que este corredor levaria pouco mais de 4 horas e meia para terminar a prova.
Por que estou fazendo toda essa conta e estou dando todas estas explicações? Pra que você entenda o que fazem os maratonistas profissionais. O recorde mundial atual da maratona é do etíope Haile Gebreselaisse. Na Maratona de Berlim do ano passado ele fez o tempo de 2h03:59 batendo a própria marca anterior, feita um ano antes também em Berlim.
Esse é um fenômeno! E esses atletas profissionais são mesmo grandes fenômenos. São atletas de condição física privilegiada. Vamos aos dados e você vai entender o que quero dizer. Para fazer este tempo na maratona ele percorreu cada quilômetro dos 42 com uma média perto de dois minutos e 56 segundos para cada quilômetro.
Dois minutos e 56 segundos! Isso é fantástico! O etíope correu durante mais de duas horas numa velocidade espantosa de pouco mais de 20 km/h. Talvez você não consiga fazer isso de bicicleta.
Aquele ser humano normal, ao qual eu me referia no início dessa conversa, aquele que corre com um tempo de seis minutos e meio cada quilômetro, chega no máximo perto de uma velocidade média de 10 km/h para completar uma maratona.
E tenha certeza - ele já pode se considerar um vitorioso por completar a prova, tanto quanto o fenômeno é vitorioso com a marca espetacular.
Os vencedores 2008 e seus tempos
Na Maratona de Santa Catarina do ano passado Adriano Bastos de São Paulo foi o vencedor entre os homens. Ele fez o tempo de duas horas 16 minutos 20 segundos. Entre as mulheres, a alagoana Marili dos Santos foi a campeã. Ele percorreu os 42 quilômetros 195 metros em duas horas 36 minutos 21 segundos.
Abraços
Faraco
segunda-feira, 6 de abril de 2009
DC - Segunda
6 de abril de 2009. N° 8398
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Socialização
Correr é um esporte solitário, mas ao mesmo tempo não é. Não é uma contradição. A explicação é bem simples. A corrida é solitária porque é um esporte individual. O esforço é seu, as dores são suas e do seu corpo, e as vitórias são somente suas.
Mas a corrida socializa de muitas formas. Numa Maratona você conhece os melhores amigos da sua vida por apenas cinco minutos. Aqueles que vão ser grandes companheiros por apenas um ou dois quilômetros e depois você nunca mais vai ver na vida, mas também não vai esquecer.
Na minha única maratona foi assim. Estava lá pelo quilômetro 20. Estava solto e correndo fácil. Cheguei perto de um senhor de uns 60 anos. Ele estava bem cansado. Com a intenção de motivá-lo, falei “uso a técnica do piloto automático”. Ele me perguntou: “piloto automático?”A minha explicação foi simples! Disse a ele: “agora é mais difícil parar do que continuar, porque o movimento já está automatizado”. Ele olhou pra mim e sorriu. Completou só com um “boa! boa tese!”. Seguimos conversando animados.
Foi então que descobri que o senhor estava fazendo sua vigésima maratona. Imaginem eu, um novato, dando conselhos e tentando motivar um senhor que já tinha ampla experiência.Nós dois fomos amigos durante no máximo cinco, dez minutos. Grandes amigos!
Depois segui em frente e o senhor ficou pra trás. Quando terminou a prova, ainda o procurei para cumprimentá-lo, mas não o encontrei. Nunca mais o vi e é bem provável que nunca mais o veja. Hoje nem me lembro mais de seu rosto, mas certamente nunca mais o esquecerei. Nunca mais esquecerei aquele momento.
* Rodrigo Faraco é jornalista, vai participar da maratona e, até o dia da prova, passará dicas e informações.
Abraços
Faraco
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Socialização
Correr é um esporte solitário, mas ao mesmo tempo não é. Não é uma contradição. A explicação é bem simples. A corrida é solitária porque é um esporte individual. O esforço é seu, as dores são suas e do seu corpo, e as vitórias são somente suas.
Mas a corrida socializa de muitas formas. Numa Maratona você conhece os melhores amigos da sua vida por apenas cinco minutos. Aqueles que vão ser grandes companheiros por apenas um ou dois quilômetros e depois você nunca mais vai ver na vida, mas também não vai esquecer.
Na minha única maratona foi assim. Estava lá pelo quilômetro 20. Estava solto e correndo fácil. Cheguei perto de um senhor de uns 60 anos. Ele estava bem cansado. Com a intenção de motivá-lo, falei “uso a técnica do piloto automático”. Ele me perguntou: “piloto automático?”A minha explicação foi simples! Disse a ele: “agora é mais difícil parar do que continuar, porque o movimento já está automatizado”. Ele olhou pra mim e sorriu. Completou só com um “boa! boa tese!”. Seguimos conversando animados.
Foi então que descobri que o senhor estava fazendo sua vigésima maratona. Imaginem eu, um novato, dando conselhos e tentando motivar um senhor que já tinha ampla experiência.Nós dois fomos amigos durante no máximo cinco, dez minutos. Grandes amigos!
Depois segui em frente e o senhor ficou pra trás. Quando terminou a prova, ainda o procurei para cumprimentá-lo, mas não o encontrei. Nunca mais o vi e é bem provável que nunca mais o veja. Hoje nem me lembro mais de seu rosto, mas certamente nunca mais o esquecerei. Nunca mais esquecerei aquele momento.
* Rodrigo Faraco é jornalista, vai participar da maratona e, até o dia da prova, passará dicas e informações.
Abraços
Faraco
domingo, 5 de abril de 2009
DC deste Domingo
5 de abril de 2009. N° 8397
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Uma relação de Confiança
É como uma relação de pai pra filho. Não fosse a palavra final do meu treinador e a confiança que tenho nele e no trabalho que ele desenvolve comigo, eu não estaria embarcando no desafio de fazer mais uma maratona. E assim que tem que ser! Se não houver confiança não pode haver parceria entre o atleta e o treinador.
Há dois anos e três meses sou treinado pelo triatleta Paulo Domingos Filho, o Paulinho. No começo houve uma fase de adaptação. Eu tentava entender os métodos de treinamento dele e ele tentava conhecer o novo “pupilo”.
È como no futebol. Os jogadores só vão entender e fazer com perfeição o que o técnico pede, depois que o próprio técnico passar confiança a eles. E o técnico só vai saber o que fazer com o time depois que conhecer as características dos jogadores que tem.
O período de adaptação levou alguns meses e muitas teimosias minhas. A maior de todas causou a minha pior lesão. Eu escondia “treinos extras” do meu treinador. As planilhas e o planejamento dele previam uma carga de treinos durante a semana. O problema é que em muitas semanas eu executei uma carga quatro, cinco vezes maior.
Eu aproveitava cada horinha de folga no final de semana pra fazer corridas que não estavam previstas no planejamento. E não contava nada pra ele, óbvio. Resultado: tive que parar de correr por três meses! Minhas pernas não agüentaram a carga extra.
Com o erro aprendi a lição. Ou eu respeitava o que ele me passava, ou não havia sentido ter um treinador. Eu precisava confiar nele. Precisava executar a risca os treinos que me passava. Ao mesmo tempo, Paulinho precisava ter a certeza de que era exatamente aquilo que eu estava executando.
De lá pra cá, ajustamos tudo. Já corri muitas provas e nunca mais tive lesões. Paulinho é um profissional que cobra disciplina, que mostra resultados, que comprova teorias com práticas e que, acima de tudo, me passa extrema confiança. Por isso que agora estou seguro e confiante para correr minha segunda maratona.
Percurso totalmente plano ajuda corredores
A Maratona Internacional de Santa Catarina é considerada uma das melhores do Brasil para se conseguir uma boa marca. Isto porque o percurso do prova é totalmente plano, passando pela Beira-mar e pela Via Expressa Sul. No ano passado, a atleta Marili dos Santos soube aproveitar bem essa característica. Venceu a prova e garantiu o índice para representar o Brasil nas Olimpíadas de Pequim.
Abraços
Faraco
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Uma relação de Confiança
É como uma relação de pai pra filho. Não fosse a palavra final do meu treinador e a confiança que tenho nele e no trabalho que ele desenvolve comigo, eu não estaria embarcando no desafio de fazer mais uma maratona. E assim que tem que ser! Se não houver confiança não pode haver parceria entre o atleta e o treinador.
Há dois anos e três meses sou treinado pelo triatleta Paulo Domingos Filho, o Paulinho. No começo houve uma fase de adaptação. Eu tentava entender os métodos de treinamento dele e ele tentava conhecer o novo “pupilo”.
È como no futebol. Os jogadores só vão entender e fazer com perfeição o que o técnico pede, depois que o próprio técnico passar confiança a eles. E o técnico só vai saber o que fazer com o time depois que conhecer as características dos jogadores que tem.
O período de adaptação levou alguns meses e muitas teimosias minhas. A maior de todas causou a minha pior lesão. Eu escondia “treinos extras” do meu treinador. As planilhas e o planejamento dele previam uma carga de treinos durante a semana. O problema é que em muitas semanas eu executei uma carga quatro, cinco vezes maior.
Eu aproveitava cada horinha de folga no final de semana pra fazer corridas que não estavam previstas no planejamento. E não contava nada pra ele, óbvio. Resultado: tive que parar de correr por três meses! Minhas pernas não agüentaram a carga extra.
Com o erro aprendi a lição. Ou eu respeitava o que ele me passava, ou não havia sentido ter um treinador. Eu precisava confiar nele. Precisava executar a risca os treinos que me passava. Ao mesmo tempo, Paulinho precisava ter a certeza de que era exatamente aquilo que eu estava executando.
De lá pra cá, ajustamos tudo. Já corri muitas provas e nunca mais tive lesões. Paulinho é um profissional que cobra disciplina, que mostra resultados, que comprova teorias com práticas e que, acima de tudo, me passa extrema confiança. Por isso que agora estou seguro e confiante para correr minha segunda maratona.
Percurso totalmente plano ajuda corredores
A Maratona Internacional de Santa Catarina é considerada uma das melhores do Brasil para se conseguir uma boa marca. Isto porque o percurso do prova é totalmente plano, passando pela Beira-mar e pela Via Expressa Sul. No ano passado, a atleta Marili dos Santos soube aproveitar bem essa característica. Venceu a prova e garantiu o índice para representar o Brasil nas Olimpíadas de Pequim.
Abraços
Faraco
sábado, 4 de abril de 2009
Dc deste Sábado
4 de abril de 2009. N° 8396
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Treino Específico
Esta semana comecei um trabalho especial nos treinos. É o que o meu treinador, o triatleta Paulo Domingos Filho, chama de polimento. É a reta final de preparação para correr bem e solto os 42 quilômetros da maratona.
O Polimento é um trabalho totalmente diferente do que foi feito até aqui. Como já contei pra vocês, de janeiro a março deste ano eu fiz o trabalho de base para a corrida. Foram três meses intensos de academia, com musculação quase todos os dias, e pista, com os treinos de corrida
A musculação é imprescindível pra quem quer correr. Não são somente seus ossos e suas articulações que têm dar sustentação para que você corra. Os músculos têm que absorver a maior parte do impacto e têm que estar prontos para esse trabalho.
Além da musculação fiz um trabalho de volume também. Sempre aos finais de semana treinava o que costumamos chamar de “longão”. O “longão”, como o próprio nome já diz, é aquele treino com percurso mais longo, demorado, e que dá o lastro necessário para as corridas de grande distância. Fiz treinos longos de 10, 12, 15, 20 e 27 quilômetros.
Não é preciso treinar uma maratona, ou seja, 42 quilômetros, para fazer a prova. O que tem que ser treinado é o acréscimo de volume na sua corrida. Isso é feito aos poucos. É bom lembrar que já tenho carga de corrida e meus treinos levaram também em consideração o meu próprio lastro adquirido nestes últimos dois anos e meio.
Para este período de polimento, a primeira medida do meu treinador foi retirar a musculação. Na pista, corri segunda-feira uma hora em grama, com variação de velocidade e intensidade. Na quarta, estavam planejadas três corridas de três quilômetros. Acabei não conseguindo executar por ainda estar com musculatura presa. Na quinta fiz um trabalho rápido de soltura.
Agora, enquanto você está lendo esta coluna, eu devo estar na minha pista predileta, a beira-mar, correndo. Vão ser 10 quilômetros com tempo pré-estabelecido.
De olho na Grana
A Maratona Internacional de Santa Catarina distribui prêmios em dinheiro. São mais de 80 mil reais. O prêmio é distribuído para os dez primeiros colocados na classificação geral no masculino e para as seis primeiras colocadas no feminino. Além disso, existe também uma premiação em dinheiro aos melhores das categorias por idade.
Abraços
Faraco
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Treino Específico
Esta semana comecei um trabalho especial nos treinos. É o que o meu treinador, o triatleta Paulo Domingos Filho, chama de polimento. É a reta final de preparação para correr bem e solto os 42 quilômetros da maratona.
O Polimento é um trabalho totalmente diferente do que foi feito até aqui. Como já contei pra vocês, de janeiro a março deste ano eu fiz o trabalho de base para a corrida. Foram três meses intensos de academia, com musculação quase todos os dias, e pista, com os treinos de corrida
A musculação é imprescindível pra quem quer correr. Não são somente seus ossos e suas articulações que têm dar sustentação para que você corra. Os músculos têm que absorver a maior parte do impacto e têm que estar prontos para esse trabalho.
Além da musculação fiz um trabalho de volume também. Sempre aos finais de semana treinava o que costumamos chamar de “longão”. O “longão”, como o próprio nome já diz, é aquele treino com percurso mais longo, demorado, e que dá o lastro necessário para as corridas de grande distância. Fiz treinos longos de 10, 12, 15, 20 e 27 quilômetros.
Não é preciso treinar uma maratona, ou seja, 42 quilômetros, para fazer a prova. O que tem que ser treinado é o acréscimo de volume na sua corrida. Isso é feito aos poucos. É bom lembrar que já tenho carga de corrida e meus treinos levaram também em consideração o meu próprio lastro adquirido nestes últimos dois anos e meio.
Para este período de polimento, a primeira medida do meu treinador foi retirar a musculação. Na pista, corri segunda-feira uma hora em grama, com variação de velocidade e intensidade. Na quarta, estavam planejadas três corridas de três quilômetros. Acabei não conseguindo executar por ainda estar com musculatura presa. Na quinta fiz um trabalho rápido de soltura.
Agora, enquanto você está lendo esta coluna, eu devo estar na minha pista predileta, a beira-mar, correndo. Vão ser 10 quilômetros com tempo pré-estabelecido.
De olho na Grana
A Maratona Internacional de Santa Catarina distribui prêmios em dinheiro. São mais de 80 mil reais. O prêmio é distribuído para os dez primeiros colocados na classificação geral no masculino e para as seis primeiras colocadas no feminino. Além disso, existe também uma premiação em dinheiro aos melhores das categorias por idade.
Abraços
Faraco
sexta-feira, 3 de abril de 2009
DC desta sexta
3 de abril de 2009. N° 8395Alerta
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Kit básico
O que é preciso ter para correr? Qual é o kit básico? Bom, não é preciso muita coisa, principalmente para quem está começando. Primeiro você tem que ter disposição, vontade de sair de casa e ir para a rua. Às vezes dá uma preguiça... Mesmo em quem já está acostumado. Quando isso acontece, a primeira coisa que faço é colocar o calção, a camiseta, o relógio e o tênis. Pronto, agora que já estou fantasiado de corredor, tenho que ir para a rua! Fácil assim!
Mas agora que já falei, você já conhece parte do kit. A corrida não é um esporte caro, mas tem lá os seus investimentos. O primeiro vai direto para os seus pés, mas ajuda seu joelho, sua canela, sua coluna, seu corpo como um todo. A escolha do tênis é fundamental. Não saia por aí correndo sem um calçado adequado. Com o passar do tempo você vai entender a importância dele e agradecer esse conselho. Um dos piores inimigos dos corredores é o impacto. Na corrida, cada passo sofre a reação do solo de 2,5 a três vezes o peso do seu corpo. Esse impacto pode ser amenizado com o tênis certo.
Outro amigo do corredor é um relógio com monitor cardíaco. Com ele você pode ficar atento à frequência dos batimentos do seu coração. Muitos treinos são feitos com base nestes batimentos. Existem diferentes faixas de batimento para cada tipo de treino. Mas o melhor de tudo é que com o hábito de correr com o relógio monitor, você vai se conhecer cada vez mais e vai conhecer, também, as respostas do seu corpo.
Para fechar, a roupa. Procure utilizar roupas leves. Nada de usar aqueles jaquetões fechados, achando que vai perder mais peso se ficar pelas ruas dentro de um forninho móvel, improvisado com roupas pesadas. Calção e camiseta são suficientes.
Só tome cuidado com gozações. Quando comecei, usava calções de surfista, que não foram perdoados pelos colegas corredores. Agora já estou bem mais “profissional”. Até já tenho uniforme especial para correr a maratona. Ah, um boné e protetor solar são bem-vindos também.
Não perca a hora
A maratona terá largadas em três horários. Às 7h35min, a prova feminina; às 7h45min, para os cadeirantes; e 8h a prova masculina. Logo depois largam os atletas da outra corrida, a rústica, de 10 km.No sábado, dia 18 de abril, um dia antes da prova, a partir das 10h, vão ser entregues os kits de prova aos competidores. Os kits contêm os chips de prova e a numeração de cada atleta.
Abraços
Faraco
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Kit básico
O que é preciso ter para correr? Qual é o kit básico? Bom, não é preciso muita coisa, principalmente para quem está começando. Primeiro você tem que ter disposição, vontade de sair de casa e ir para a rua. Às vezes dá uma preguiça... Mesmo em quem já está acostumado. Quando isso acontece, a primeira coisa que faço é colocar o calção, a camiseta, o relógio e o tênis. Pronto, agora que já estou fantasiado de corredor, tenho que ir para a rua! Fácil assim!
Mas agora que já falei, você já conhece parte do kit. A corrida não é um esporte caro, mas tem lá os seus investimentos. O primeiro vai direto para os seus pés, mas ajuda seu joelho, sua canela, sua coluna, seu corpo como um todo. A escolha do tênis é fundamental. Não saia por aí correndo sem um calçado adequado. Com o passar do tempo você vai entender a importância dele e agradecer esse conselho. Um dos piores inimigos dos corredores é o impacto. Na corrida, cada passo sofre a reação do solo de 2,5 a três vezes o peso do seu corpo. Esse impacto pode ser amenizado com o tênis certo.
Outro amigo do corredor é um relógio com monitor cardíaco. Com ele você pode ficar atento à frequência dos batimentos do seu coração. Muitos treinos são feitos com base nestes batimentos. Existem diferentes faixas de batimento para cada tipo de treino. Mas o melhor de tudo é que com o hábito de correr com o relógio monitor, você vai se conhecer cada vez mais e vai conhecer, também, as respostas do seu corpo.
Para fechar, a roupa. Procure utilizar roupas leves. Nada de usar aqueles jaquetões fechados, achando que vai perder mais peso se ficar pelas ruas dentro de um forninho móvel, improvisado com roupas pesadas. Calção e camiseta são suficientes.
Só tome cuidado com gozações. Quando comecei, usava calções de surfista, que não foram perdoados pelos colegas corredores. Agora já estou bem mais “profissional”. Até já tenho uniforme especial para correr a maratona. Ah, um boné e protetor solar são bem-vindos também.
Não perca a hora
A maratona terá largadas em três horários. Às 7h35min, a prova feminina; às 7h45min, para os cadeirantes; e 8h a prova masculina. Logo depois largam os atletas da outra corrida, a rústica, de 10 km.No sábado, dia 18 de abril, um dia antes da prova, a partir das 10h, vão ser entregues os kits de prova aos competidores. Os kits contêm os chips de prova e a numeração de cada atleta.
Abraços
Faraco
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Coluna de hoje - DC
2 de abril de 2009. N° 8394
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Tem que gostar
A primeira coisa para começar a correr é gostar de correr. Como na escolha de uma profissão ou carreira, é preciso ter gosto pra coisa, senão você não vai evoluir. Os obstáculos criados pelos compromissos diários sempre vão ser maiores do que a própria vontade de praticar a corrida.
Correr não é uma atividade esporádica. As corridas não têm que ser algo a mais na sua vida. Correr é uma atividade que tem que ser parte da sua vida. Correr é um hábito, um estilo de vida, e disciplina é uma palavra-chave. Ou você corre ou você não corre. Ou você é um corredor ou não é. Simples assim!
Mas se você gosta, já é um primeiro passo. Ninguém começa a correr correndo maratonas. Uma maratona exige paciência, planejamento, treino, treino e treino – muito treino! Para um dia começar a pensar em correr uma maratona, você precisa ter passado pelas etapas anteriores, uma a uma.
Comece correndo! A distância que for, a distância que puder! O seu máximo é 400 metros? Então corra 400. Tente um pouco mais amanhã.Mas há algo de muito importante nessa história: procure o auxílio de um profissional. A orientação profissional é fundamental. As pessoas que correm sem orientação geralmente fazem coisas erradas, e com isso certamente vão sentir os reflexos dos erros mais tarde, com lesões, principalmente.
Para correr a primeira maratona demorei quase dois anos realizando treinos semanais orientados por um treinador e passando por provas com distâncias mais curtas de 5, 10, 15 e até 21 quilômetros. O corpo vai aos poucos se adaptando ao esforço.
Hoje estou preparado para a segunda maratona. Os treinos de base e específicos para ela já foram feitos. De janeiro a março foram incansáveis os dias de treinos na academia, com a musculação, que é fundamental para a sustentação da corrida, e na Beira-mar, minha “pista de corridas”.
Anote aí – As inscrições para nona edição da Maratona de Santa Catarina e para a Corrida Rústica vão até o dia 9. A maratona está marcada para domingo, dia 19. O percurso oficial de uma maratona é de 42 km 195 m. A rústica deste ano vai ter 10 km. As inscrições custam R$ 30 para a maratona e 15 para a rústica e são feitas no site http://www.ativo.com/.
* O jornalista Rodrigo Faraco vai participar da Maratona de Santa Catarina e até o dia da prova passará dicas e informações aos participantes.-->
Tem que gostar
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Tem que gostar
A primeira coisa para começar a correr é gostar de correr. Como na escolha de uma profissão ou carreira, é preciso ter gosto pra coisa, senão você não vai evoluir. Os obstáculos criados pelos compromissos diários sempre vão ser maiores do que a própria vontade de praticar a corrida.
Correr não é uma atividade esporádica. As corridas não têm que ser algo a mais na sua vida. Correr é uma atividade que tem que ser parte da sua vida. Correr é um hábito, um estilo de vida, e disciplina é uma palavra-chave. Ou você corre ou você não corre. Ou você é um corredor ou não é. Simples assim!
Mas se você gosta, já é um primeiro passo. Ninguém começa a correr correndo maratonas. Uma maratona exige paciência, planejamento, treino, treino e treino – muito treino! Para um dia começar a pensar em correr uma maratona, você precisa ter passado pelas etapas anteriores, uma a uma.
Comece correndo! A distância que for, a distância que puder! O seu máximo é 400 metros? Então corra 400. Tente um pouco mais amanhã.Mas há algo de muito importante nessa história: procure o auxílio de um profissional. A orientação profissional é fundamental. As pessoas que correm sem orientação geralmente fazem coisas erradas, e com isso certamente vão sentir os reflexos dos erros mais tarde, com lesões, principalmente.
Para correr a primeira maratona demorei quase dois anos realizando treinos semanais orientados por um treinador e passando por provas com distâncias mais curtas de 5, 10, 15 e até 21 quilômetros. O corpo vai aos poucos se adaptando ao esforço.
Hoje estou preparado para a segunda maratona. Os treinos de base e específicos para ela já foram feitos. De janeiro a março foram incansáveis os dias de treinos na academia, com a musculação, que é fundamental para a sustentação da corrida, e na Beira-mar, minha “pista de corridas”.
Anote aí – As inscrições para nona edição da Maratona de Santa Catarina e para a Corrida Rústica vão até o dia 9. A maratona está marcada para domingo, dia 19. O percurso oficial de uma maratona é de 42 km 195 m. A rústica deste ano vai ter 10 km. As inscrições custam R$ 30 para a maratona e 15 para a rústica e são feitas no site http://www.ativo.com/.
* O jornalista Rodrigo Faraco vai participar da Maratona de Santa Catarina e até o dia da prova passará dicas e informações aos participantes.-->
Tem que gostar
quarta-feira, 1 de abril de 2009
primeira Coluna no DC
1 de abril de 2009. N° 8393
"DIÁRIO DA MARATONA" - Pura Ansiedade
Lembro muito bem ainda da primeira Maratona que corri. Foi em Curitiba, novembro do ano passado. Apesar de todos os treinos, apesar de toda a dedicação, apesar de saber que você está pronto para correr os tais 42 quilômetros, você nunca sabe realmente o que vai ser percorrer e vencer o mito – a famosa maratona. É quase um salto no escuro.
Lembro que, antes da prova, um amigo meu, Rafael Maioral, que já tinha feito duas maratonas, me disse: “Faraco, corre no teu ritmo. Não tenta te poupar no começo achando que você vai estar inteiro no final, que isso não vai acontecer. No quilômetro 30 você vai estar muito quebrado!”. Era pura verdade!
No quilômetro 30 eu estava muito cansado, mesmo tendo me poupado no começo da prova. E ainda tinha mais 12 quilômetros pra correr. Olhei no relógio, que marcava três horas de corrida, e pensei comigo mesmo: “Ainda tenho no mínimo mais uma hora”. Ao mesmo tempo comecei a me questionar sobre o tamanho do desafio, e sobre os porquês de se fazer aquilo tudo. Não achei resposta e segui correndo.
Foram quatro horas e 16 minutos de corrida para completar os 42km195m de uma maratona. Tinha acabado a primeira maratona da minha vida! Era pra ser a última também, segundo minha própria análise durante a prova. Que nada! Quando acaba, vem uma sensação de dever cumprido, uma sensação de poder, um gosto de vitória, que no dia seguinte você pensa: “Vou fazer de novo e vou fazer melhor!”
Por isso estou aqui. Esse é meu desafio: fazer de novo e fazer melhor! Durante os próximos dias vou dividir com vocês a ansiedade, os cansaços, as dúvidas, as angústias, os treinos, tudo que antecede a realização da minha segunda maratona. É preciso muito treino, muita dedicação, disciplina e boa orientação profissional para fazer uma prova como essa. E é isso que quero contar diariamente pra vocês.
* O jornalista Rodrigo Faraco vai participar da Maratona de Santa Catarina, e, até o dia da prova, passará dicas e informações aos participantes.
Abraços
Faraco
"DIÁRIO DA MARATONA" - Pura Ansiedade
Lembro muito bem ainda da primeira Maratona que corri. Foi em Curitiba, novembro do ano passado. Apesar de todos os treinos, apesar de toda a dedicação, apesar de saber que você está pronto para correr os tais 42 quilômetros, você nunca sabe realmente o que vai ser percorrer e vencer o mito – a famosa maratona. É quase um salto no escuro.
Lembro que, antes da prova, um amigo meu, Rafael Maioral, que já tinha feito duas maratonas, me disse: “Faraco, corre no teu ritmo. Não tenta te poupar no começo achando que você vai estar inteiro no final, que isso não vai acontecer. No quilômetro 30 você vai estar muito quebrado!”. Era pura verdade!
No quilômetro 30 eu estava muito cansado, mesmo tendo me poupado no começo da prova. E ainda tinha mais 12 quilômetros pra correr. Olhei no relógio, que marcava três horas de corrida, e pensei comigo mesmo: “Ainda tenho no mínimo mais uma hora”. Ao mesmo tempo comecei a me questionar sobre o tamanho do desafio, e sobre os porquês de se fazer aquilo tudo. Não achei resposta e segui correndo.
Foram quatro horas e 16 minutos de corrida para completar os 42km195m de uma maratona. Tinha acabado a primeira maratona da minha vida! Era pra ser a última também, segundo minha própria análise durante a prova. Que nada! Quando acaba, vem uma sensação de dever cumprido, uma sensação de poder, um gosto de vitória, que no dia seguinte você pensa: “Vou fazer de novo e vou fazer melhor!”
Por isso estou aqui. Esse é meu desafio: fazer de novo e fazer melhor! Durante os próximos dias vou dividir com vocês a ansiedade, os cansaços, as dúvidas, as angústias, os treinos, tudo que antecede a realização da minha segunda maratona. É preciso muito treino, muita dedicação, disciplina e boa orientação profissional para fazer uma prova como essa. E é isso que quero contar diariamente pra vocês.
* O jornalista Rodrigo Faraco vai participar da Maratona de Santa Catarina, e, até o dia da prova, passará dicas e informações aos participantes.
Abraços
Faraco
quarta-feira, 25 de março de 2009
A volta e agora com nova parceria
Após longa espera e animado pelos posts do maratonista Faraco estou voltando ao blog!
Meu sumiço agora se deve a carga intensa de treinos a que me submete nosso Mestre (triturados de corpos) Paulo, não está sendo fácil treinar DUAS, TRÊS , QUATRO HORAS ou mais por dia e ainda ter forças pra encarar um escritório atolado de serviço, atuar no papel de Pai de Filhote de Cachorro, Marido e Filho de um Pai com problemas de saúde!
Mas isso é assunto para vários posts aqui....
O que me traz aqui hoje é o fato de que ao iniciar os treinos de BIKE visando o IROMAN DE 2010 ganhei um parceiro novo de treinos, ele já era como um quase irmão meu, mas andava meio afastado da pratica esportiva, meu amigo-irmao-futuro vizinho AMILCAR!
O cara tava paradão, mas talvez motivado pela minha loucura em treinar pra IRONMAN se inspirou e resgatou aquele jovem que treinava Pólo Aquático, moutainbike, futebol e etc...
Prova de seu “lastro” foi o fato de que já nas primeiras pedaladas juntos ele me deixou a comer poeira...
Mas o que importa agora é que o esporte realmente une pessoas e faz muito bem a saúde, que o diga o meu novo parceiro que já eliminou 12 kg!!!
Começamos com treinos de 30 km, semana seguinte já eram 40 km, depois 50 e agora estamos encarando 80 km.
Muitos pneus furado, alguns tombos e muito suor depois podemos ter uma certeza, essa PARCERIA está apenas começando e muito em breve o AMILCAR vai estar estreando nas provas de triatlon espalhadas pelo BRASIL!!!
BEM VINDO A TRIBO AMIGO!
ABRAÇOS
MARCOS ALEXANDRE
Meu sumiço agora se deve a carga intensa de treinos a que me submete nosso Mestre (triturados de corpos) Paulo, não está sendo fácil treinar DUAS, TRÊS , QUATRO HORAS ou mais por dia e ainda ter forças pra encarar um escritório atolado de serviço, atuar no papel de Pai de Filhote de Cachorro, Marido e Filho de um Pai com problemas de saúde!
Mas isso é assunto para vários posts aqui....
O que me traz aqui hoje é o fato de que ao iniciar os treinos de BIKE visando o IROMAN DE 2010 ganhei um parceiro novo de treinos, ele já era como um quase irmão meu, mas andava meio afastado da pratica esportiva, meu amigo-irmao-futuro vizinho AMILCAR!
O cara tava paradão, mas talvez motivado pela minha loucura em treinar pra IRONMAN se inspirou e resgatou aquele jovem que treinava Pólo Aquático, moutainbike, futebol e etc...
Prova de seu “lastro” foi o fato de que já nas primeiras pedaladas juntos ele me deixou a comer poeira...
Mas o que importa agora é que o esporte realmente une pessoas e faz muito bem a saúde, que o diga o meu novo parceiro que já eliminou 12 kg!!!
Começamos com treinos de 30 km, semana seguinte já eram 40 km, depois 50 e agora estamos encarando 80 km.
Muitos pneus furado, alguns tombos e muito suor depois podemos ter uma certeza, essa PARCERIA está apenas começando e muito em breve o AMILCAR vai estar estreando nas provas de triatlon espalhadas pelo BRASIL!!!
BEM VINDO A TRIBO AMIGO!
ABRAÇOS
MARCOS ALEXANDRE
domingo, 22 de março de 2009
"A" Semana - uma super semana!!!
Foi uma semana pra acabar com qualquer um.
Os treinos dessa semana foram covardia, mas eu os cumpri. Fiz tudo que estava determinado pelo meu treinador, Paulinho.
Vamos aos números e detalhes:
Segunda-feira 16/03/2009 – Abrindo a semana eu tinha musculação e um treino em grama.
A musculação normal e sem problemas. Parte superior bem executada – fiz no início da tarde.
A corrida fiz a noite no canteiro central da beira-mar .
Eram 50 minutos em grama com marcação de quilometragem. O detalhe era que a cada 1KM completado eu tinha que fazer alternância de velocidade. Então a cada KM eu disparava e reduzia, disparava e reduzia. Isso por 2 minutos. Depois voltava a velocidade normal até que completasse novamente 1 KM de corrida.
Números desse treino:
Foram 8km449metros percorridos em grama pesada por 50 minutos.
1KM – tempo total 6min02segundos. Batimento médio 136. Melhor pace 5min22seg
2KM – tempo total 5min38seg. Batimento médio 151. Melhor pace 4min21seg
3KM – tempo total 6min07seg Batimento médio 152 Melhor pace 4min15seg
4KM – tempo total 6min16seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min29seg
5KM – tempo total 6min26seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min40seg
6KM – tempo total 6min19seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min37seg
7KM – tempo total 6min16seg Batimento médio 151 Melhor pace 4min20seg
8KM – tempo total 5min50seg Batimento médio 154 Melhor pace 4min19seg
449metros – tempo 2min06seg – Pace 4min42seg – Batimento 161 Melhor Pace 4min11seg
Este treino é bem cansativo. A retomada depois dos DOIS minutos de disparar e reduzir é bem lenta e gradualmente eu ia retomando o ritmo, mas quando isso acontecia já estava na hora de disparar e reduzir de novo. Bem cansativo, mas feito de forma tranqüila e controlada, como mostram os números.
Terça-feira 17/03/2009 – Começa a pancadaria de verdade.
Normal musculação pernas. Executada de manhã e sem problemas.
A corrida incluía educativos – três tipos – e 12 tiros de 400 metros a serem executados depois dos educativos.
Fiz os 12 tiros. Eles estavam separados em blocos de 4, dependendo do educativo. Para cada educativo uma seqüência de 4 tiros, totalizando os 12.
Confira os números:
Tiro - Tempo do tiro – distância percorrida – pace do tiro – Melhor pace – Batimento
01 - 1min 42seg - 407 metros - 4min11seg - 3min57seg - 153
02 - 1min 39seg - 403 metros - 4min07seg - 3min35seg - 153
03- 1min 39seg - 408metros - 4min03seg - 3min46seg - 152
04- 1min 38seg - 404metros - 4min01seg - 3min41seg - 155
05- 1min 39seg - 402metros - 4min06seg - 3min48seg - 156
06- 1min 36seg - 403metros - 4min00seg - 3min22seg - 157
07- 1min 34seg - 400metros - 3min55seg - 3min40seg - 157
08- 1min 37seg - 403metros - 4min02seg - 3min33seg - 158
09- 1min35seg - 401metros - 3min56seg - 3min43seg - 161
10- 1min36seg - 404metros - 3min57seg - 3min32seg - 161
11- 1min32seg - 399metros - 3min50seg - 3min26seg - 162
12- 1min33seg - 397metros - 3min55seg - 3min45seg - 165
E este foi o treininho manso de terça. Manso mesmo, porque a seqüência da semana ainda teria outras surpresas piores preparadas pelo triturador de mentes e corpos Paulo Domingos Filho.
Quarta-feira 18/03/2009 – Este dia foi moleza. Musculação superior e 20 minutinhos girando em bike de academia. Tranqüilo. Treino executado de manhã.
Quinta-feira 19/03/2009 – Chegou o dia de me ferrar de verdade. Eu tinha musculação de pernas e pra acabar com tudo tinha nada mais nada menos que 11 tiros de 1 km pra tempo entre 4:30 e 4:50.
Fiz a musculação de manhã e os tiros à tarde.
Vamos aos tiros, que foram pra matar:
Tiro - Tempo do tiro – Melhor Pace – batimento médio – pico de BPM
01 - 4min46 - 3min55 - 150 - 159
02 - 4min35 - 4min01 - 157 - 164
03 - 4min32 - 3min41 - 157 - 164
04 - 4min33 - 4min05 - 161 - 167
05 - 4min32 - 3min55 - 159 - 167
06 - 4min32 - 4min05 - 162 - 168
07 - 4min29 - 3min56 - 162 - 168
08 - 4min30 - 3min54 - 165 - 171
09 - 4min29 - 4min03 - 165 - 171
10 - 4min33 - 3min51 - 166 - 172
11 - 4min23 - 3min47 - 168 - 176
Neste dia eu saí mortinho mortinho. Ás 9 da noite eu fui dormir. Tava acabado. É um treino que não acaba nunca. Impressionante. No Sétimo eu tava acabado já. Fiz na garra.
Sexta-feira 20/03/2009 – só musculação superior. Feito ok de manhã. Molezinha.
Sábado 21/03/2009 – Era chegado o grande dia. Treino longão. 27 quilômetros!!! Isso mesmo, VINTE E SETE km!!! Sem perdão.
Eu fiz. Sem mais nem menos. Eu fiz! Tempo total de 2horas 34minutos 59segundos. Pace médio 5minutos 44 segundos por quilômetro. Batimento médio 151. Melhor pace 4minutos 19 segundos. Pico de batimento 168. Este foram os números.
Usei 4 garrafinhas com Gatorade. Hidratação depois do 3º km e depois disso a cada 2 km. Carboidratos antes um sache. No 10º km outro sache e no 23º km outro sache.
Vamos lá com números e paces km a km:
5:46, 5:40, 5:51, 5:46, 5:54, 5:59, 5:57, 5:54, 5:52, 5:54
5:48, 5:45, 5:46, 5:46, 5:38, 5:44, 5:38, 5:39, 5:35, 5:35
5:51, 5:40, 5:49, 5:45, 5:39, 5:48, 4:57.
Foram meus pace, km a km. Sofri bastante. A partir do 20º, 21º tava bem complicado e durão, mas segui a diante mantendo ritmo. No fim soltei tudo no último km mudando modo de corrida – braços e pernas. Tava com pressa de terminar. É sempre assim. Foi bem difícil este treino. Mas a satisfação de completar é muito. Ainda mais ali sozinho, eu e a beira-mar. Foi tudo de bom. Hoje toh com jorlhos um pouco doloridos, só isso.
Abraços – obrigado mestre
Faraco
Os treinos dessa semana foram covardia, mas eu os cumpri. Fiz tudo que estava determinado pelo meu treinador, Paulinho.
Vamos aos números e detalhes:
Segunda-feira 16/03/2009 – Abrindo a semana eu tinha musculação e um treino em grama.
A musculação normal e sem problemas. Parte superior bem executada – fiz no início da tarde.
A corrida fiz a noite no canteiro central da beira-mar .
Eram 50 minutos em grama com marcação de quilometragem. O detalhe era que a cada 1KM completado eu tinha que fazer alternância de velocidade. Então a cada KM eu disparava e reduzia, disparava e reduzia. Isso por 2 minutos. Depois voltava a velocidade normal até que completasse novamente 1 KM de corrida.
Números desse treino:
Foram 8km449metros percorridos em grama pesada por 50 minutos.
1KM – tempo total 6min02segundos. Batimento médio 136. Melhor pace 5min22seg
2KM – tempo total 5min38seg. Batimento médio 151. Melhor pace 4min21seg
3KM – tempo total 6min07seg Batimento médio 152 Melhor pace 4min15seg
4KM – tempo total 6min16seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min29seg
5KM – tempo total 6min26seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min40seg
6KM – tempo total 6min19seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min37seg
7KM – tempo total 6min16seg Batimento médio 151 Melhor pace 4min20seg
8KM – tempo total 5min50seg Batimento médio 154 Melhor pace 4min19seg
449metros – tempo 2min06seg – Pace 4min42seg – Batimento 161 Melhor Pace 4min11seg
Este treino é bem cansativo. A retomada depois dos DOIS minutos de disparar e reduzir é bem lenta e gradualmente eu ia retomando o ritmo, mas quando isso acontecia já estava na hora de disparar e reduzir de novo. Bem cansativo, mas feito de forma tranqüila e controlada, como mostram os números.
Terça-feira 17/03/2009 – Começa a pancadaria de verdade.
Normal musculação pernas. Executada de manhã e sem problemas.
A corrida incluía educativos – três tipos – e 12 tiros de 400 metros a serem executados depois dos educativos.
Fiz os 12 tiros. Eles estavam separados em blocos de 4, dependendo do educativo. Para cada educativo uma seqüência de 4 tiros, totalizando os 12.
Confira os números:
Tiro - Tempo do tiro – distância percorrida – pace do tiro – Melhor pace – Batimento
01 - 1min 42seg - 407 metros - 4min11seg - 3min57seg - 153
02 - 1min 39seg - 403 metros - 4min07seg - 3min35seg - 153
03- 1min 39seg - 408metros - 4min03seg - 3min46seg - 152
04- 1min 38seg - 404metros - 4min01seg - 3min41seg - 155
05- 1min 39seg - 402metros - 4min06seg - 3min48seg - 156
06- 1min 36seg - 403metros - 4min00seg - 3min22seg - 157
07- 1min 34seg - 400metros - 3min55seg - 3min40seg - 157
08- 1min 37seg - 403metros - 4min02seg - 3min33seg - 158
09- 1min35seg - 401metros - 3min56seg - 3min43seg - 161
10- 1min36seg - 404metros - 3min57seg - 3min32seg - 161
11- 1min32seg - 399metros - 3min50seg - 3min26seg - 162
12- 1min33seg - 397metros - 3min55seg - 3min45seg - 165
E este foi o treininho manso de terça. Manso mesmo, porque a seqüência da semana ainda teria outras surpresas piores preparadas pelo triturador de mentes e corpos Paulo Domingos Filho.
Quarta-feira 18/03/2009 – Este dia foi moleza. Musculação superior e 20 minutinhos girando em bike de academia. Tranqüilo. Treino executado de manhã.
Quinta-feira 19/03/2009 – Chegou o dia de me ferrar de verdade. Eu tinha musculação de pernas e pra acabar com tudo tinha nada mais nada menos que 11 tiros de 1 km pra tempo entre 4:30 e 4:50.
Fiz a musculação de manhã e os tiros à tarde.
Vamos aos tiros, que foram pra matar:
Tiro - Tempo do tiro – Melhor Pace – batimento médio – pico de BPM
01 - 4min46 - 3min55 - 150 - 159
02 - 4min35 - 4min01 - 157 - 164
03 - 4min32 - 3min41 - 157 - 164
04 - 4min33 - 4min05 - 161 - 167
05 - 4min32 - 3min55 - 159 - 167
06 - 4min32 - 4min05 - 162 - 168
07 - 4min29 - 3min56 - 162 - 168
08 - 4min30 - 3min54 - 165 - 171
09 - 4min29 - 4min03 - 165 - 171
10 - 4min33 - 3min51 - 166 - 172
11 - 4min23 - 3min47 - 168 - 176
Neste dia eu saí mortinho mortinho. Ás 9 da noite eu fui dormir. Tava acabado. É um treino que não acaba nunca. Impressionante. No Sétimo eu tava acabado já. Fiz na garra.
Sexta-feira 20/03/2009 – só musculação superior. Feito ok de manhã. Molezinha.
Sábado 21/03/2009 – Era chegado o grande dia. Treino longão. 27 quilômetros!!! Isso mesmo, VINTE E SETE km!!! Sem perdão.
Eu fiz. Sem mais nem menos. Eu fiz! Tempo total de 2horas 34minutos 59segundos. Pace médio 5minutos 44 segundos por quilômetro. Batimento médio 151. Melhor pace 4minutos 19 segundos. Pico de batimento 168. Este foram os números.
Usei 4 garrafinhas com Gatorade. Hidratação depois do 3º km e depois disso a cada 2 km. Carboidratos antes um sache. No 10º km outro sache e no 23º km outro sache.
Vamos lá com números e paces km a km:
5:46, 5:40, 5:51, 5:46, 5:54, 5:59, 5:57, 5:54, 5:52, 5:54
5:48, 5:45, 5:46, 5:46, 5:38, 5:44, 5:38, 5:39, 5:35, 5:35
5:51, 5:40, 5:49, 5:45, 5:39, 5:48, 4:57.
Foram meus pace, km a km. Sofri bastante. A partir do 20º, 21º tava bem complicado e durão, mas segui a diante mantendo ritmo. No fim soltei tudo no último km mudando modo de corrida – braços e pernas. Tava com pressa de terminar. É sempre assim. Foi bem difícil este treino. Mas a satisfação de completar é muito. Ainda mais ali sozinho, eu e a beira-mar. Foi tudo de bom. Hoje toh com jorlhos um pouco doloridos, só isso.
Abraços – obrigado mestre
Faraco
sexta-feira, 13 de março de 2009
A tal da mecânica do movimento...
Olá caros amigos atletas e pseudo-atletas(como eu)!!!
Tenho um relato pra fazer a vocês. Gosto de falar de sensações dos treinos e corridas e sempre que experimento algo diferente fico agoniado para escrever.
Pois bem, estava eu ontem à noite, por volta das 22h na beira-mar fazendo meu treino de quinta. Eram OITO tiros de UM quilômetro cada. O tempo pré-estabelecido pelo meu treinador, Paulo Domingos Filho, para esse treino era o de 4:30-4:50 cada tiro.
Estava chovendo e eu estava receoso em relação a poder fazer o treino. Não pela chuva, óbvio. A chuva me ajuda, podem ter certeza. Estava receoso porque a carga de treinos está intensa, a musculação também e a perna tinha ficado muito presa na semana passada.
Mas no início da semana já havia experimentado boas sensações em outros treinos. De soltura mesmo. Paulinho havia me avisado também que esta semana eu estaria mais solto.
Mas vou parar de enrolar e vou direto a questão que me traz aqui pra escrever.
Fiz todos os OITO tiros. O mais especial de todos foi o último deles. A cada tiro eu estava mais encaixado, mais solto e mais rápido. No último eu cravei um tempo de 4min15segundos - portanto já abaixo e fora do pré-estabelecido. Mas o mais importante não foi o tempo, foi a expressão que utilizei ali antes: "encaixado".
O que quis dizer com isso? Quis falar de postura. Quando a postura está certa, está correta, a corrida sai mais fácil. Foi o que aconteceu na largada do tiro. senti isso de imediato. Larguei e pensei: Opa! O que está acontecendo aqui? Vou tentar explicar pra vocês!
Desde o ano passado Paulinho vem trabalhando a minha correção de postura na corrida. Eu corro sentado. É como se acomodasse o corpo em cima das pernas enquanto elas correm e, assim, eu não consigo utilizar toda a mecânica do movimento. Isso, é lógico, me prejudica. Correr é pernas, é abdômen, é braços - tudo isso coordenado.
Foi o que senti ao largar. Minha passada estava diferente. Uma passada impulsionava e puxava a outra. Como se estivesse puxando e combinando, num movimento ritmado e acelerado. Senti como se minhas pernas e minha passada fossem e estivessem numa mecânica parecida com a mecânica do giro de um pneu de bicicleta. O tronco levemente projetado pra frente. Os braços soltos, mas firmes na cadência do movimento. Isso facilitou muito o tiro.
Esse tiro e esse momento foi o auge do treino. A cada tiro esse encaixe foi se firmando e a cada tiro fui melhorando. Até chegar nessa sensação de perfeição no último tiro. Eu disse sensação de perfeição. Ainda preciso que Paulinho avalie isso, pra saber se é isso mesmo.
O que sei é que foi um tiro muito fácil. Foi um tiro tranquilo apesar de ser o último e refletir também todo o cansaço do treino. A mecânica correta facilita as coisas. Nem olhei no relógio durante aquele "UM quilômetro". Só no final quando cravei a distância. Mas já sabia que estava fazendo o melhor de todos os tiros daquele treino. E foi assim numa sequencia que teve tempos de 4:48, 4:44, 4:40, 4:39, 4:38, 4:29, 4:25 e este de 4:15.
Mas ainda tem mais uma coisa pra acabar este relato. Depois dos treinos de tiros, sempre damos um trotinho pra desintoxicar os músculos. Geralmente são 10 minutos e o começo é bem lento, de travado que ficamos. Pois eu estava cansado mesmo, mas quando comecei o trote bem lento - essa era minha intenção - as minhas pernas pediram mais. É estranho dizer isso, mas juro que é verdade. As minhas pernas não queriam correr devagar. Tive que acelerar e foi o que fiz. O trote ficou mais rápido e solto também. Ah, essa mecânica!
Bom, era isso! Amanhã tenho 20km pra treinar. Um longão. Parte da minha preparação para a Maratona de Santa Catarina, que está marcada para o dia 19 de Abril.
Abraços
Faraco
Tenho um relato pra fazer a vocês. Gosto de falar de sensações dos treinos e corridas e sempre que experimento algo diferente fico agoniado para escrever.
Pois bem, estava eu ontem à noite, por volta das 22h na beira-mar fazendo meu treino de quinta. Eram OITO tiros de UM quilômetro cada. O tempo pré-estabelecido pelo meu treinador, Paulo Domingos Filho, para esse treino era o de 4:30-4:50 cada tiro.
Estava chovendo e eu estava receoso em relação a poder fazer o treino. Não pela chuva, óbvio. A chuva me ajuda, podem ter certeza. Estava receoso porque a carga de treinos está intensa, a musculação também e a perna tinha ficado muito presa na semana passada.
Mas no início da semana já havia experimentado boas sensações em outros treinos. De soltura mesmo. Paulinho havia me avisado também que esta semana eu estaria mais solto.
Mas vou parar de enrolar e vou direto a questão que me traz aqui pra escrever.
Fiz todos os OITO tiros. O mais especial de todos foi o último deles. A cada tiro eu estava mais encaixado, mais solto e mais rápido. No último eu cravei um tempo de 4min15segundos - portanto já abaixo e fora do pré-estabelecido. Mas o mais importante não foi o tempo, foi a expressão que utilizei ali antes: "encaixado".
O que quis dizer com isso? Quis falar de postura. Quando a postura está certa, está correta, a corrida sai mais fácil. Foi o que aconteceu na largada do tiro. senti isso de imediato. Larguei e pensei: Opa! O que está acontecendo aqui? Vou tentar explicar pra vocês!
Desde o ano passado Paulinho vem trabalhando a minha correção de postura na corrida. Eu corro sentado. É como se acomodasse o corpo em cima das pernas enquanto elas correm e, assim, eu não consigo utilizar toda a mecânica do movimento. Isso, é lógico, me prejudica. Correr é pernas, é abdômen, é braços - tudo isso coordenado.
Foi o que senti ao largar. Minha passada estava diferente. Uma passada impulsionava e puxava a outra. Como se estivesse puxando e combinando, num movimento ritmado e acelerado. Senti como se minhas pernas e minha passada fossem e estivessem numa mecânica parecida com a mecânica do giro de um pneu de bicicleta. O tronco levemente projetado pra frente. Os braços soltos, mas firmes na cadência do movimento. Isso facilitou muito o tiro.
Esse tiro e esse momento foi o auge do treino. A cada tiro esse encaixe foi se firmando e a cada tiro fui melhorando. Até chegar nessa sensação de perfeição no último tiro. Eu disse sensação de perfeição. Ainda preciso que Paulinho avalie isso, pra saber se é isso mesmo.
O que sei é que foi um tiro muito fácil. Foi um tiro tranquilo apesar de ser o último e refletir também todo o cansaço do treino. A mecânica correta facilita as coisas. Nem olhei no relógio durante aquele "UM quilômetro". Só no final quando cravei a distância. Mas já sabia que estava fazendo o melhor de todos os tiros daquele treino. E foi assim numa sequencia que teve tempos de 4:48, 4:44, 4:40, 4:39, 4:38, 4:29, 4:25 e este de 4:15.
Mas ainda tem mais uma coisa pra acabar este relato. Depois dos treinos de tiros, sempre damos um trotinho pra desintoxicar os músculos. Geralmente são 10 minutos e o começo é bem lento, de travado que ficamos. Pois eu estava cansado mesmo, mas quando comecei o trote bem lento - essa era minha intenção - as minhas pernas pediram mais. É estranho dizer isso, mas juro que é verdade. As minhas pernas não queriam correr devagar. Tive que acelerar e foi o que fiz. O trote ficou mais rápido e solto também. Ah, essa mecânica!
Bom, era isso! Amanhã tenho 20km pra treinar. Um longão. Parte da minha preparação para a Maratona de Santa Catarina, que está marcada para o dia 19 de Abril.
Abraços
Faraco
sábado, 7 de março de 2009
2009, o ano do impossível!
Meus caros amigos corredores, bikers e nadadores, finalmente estamos de volta!
Não aos treinos, estes estão a pleno vapor desde a segunda semana do ano. Estamos de volta ao blog. Eu escrevendo e o Marcos me cobrando escrever aqui. Ele me pediu hoje que eu viesse aqui escrever um pouco e atualizar esse blog, que tá tão paradinho - coitado! É imperdoável mesmo essa ausência...
Pensei no que dizer e não havia como fugir de um rápido relato sobre o que estamos fazendo. Sobre como estão nossos treinos.
Estamos fazendo o que nosso treinador, Paulinho Domingos, chama de base. Mas, sinceramente, acredito que ele esteja nos tornando indestrutíveis. É um exagero? Sim, pode ser! Mas só quem acompanha isso que estamos fazendo quase que diariamente sabe o significado disso e porque usei essa palavra.
Só pra se ter um idéia, nas últimas semanas fiz treinos chamados "longos" em sequência - sempre ao finais de semana. Foram 10, 7, 12, 15, 18 e 15km a cada final de semana um destes. No meio da semana muita musculação. Todos os dias estamos na academia. Segundas, quartas e sextas fazendo membros superiores - terças e quintas fazendo pernas. Ainda durante a semana, outros treinos longos e também treinos de tiros.
Essa semana que passou quase morri fazendo abaixo de um sol de quase 40 graus fazendo tiros de 1km.
Marcos pode falar por ele, mas eu posso adiantar que o cara está um monstro. Ele está se preparando para o Ironman e tem iniciado os treinos quase de madrugada. E tem feito tudo de forma completa com corridas e bike. Marcos é meu exemplo sempre positivo. Exemplo de obstinação e dedicação. No dia do Iron eu vou estar lá pra bater palmas e sorrir com esse grande atleta e parceiro.
Tudo isso nos torna a cada dia mais forte. A sensação a cada treino finalizado é exatamente a que falei antes. Tudo posso! Sou indestrutível! Claro que sei que tenho meu limite e Marcos também sabe que tem o dele, mas a cada treino vamos testando esse limite e sabendo que ainda não o alcançamos. E mais: a cada treino aumentamos a margem desse limite.
Vamos em frente, porque este é o ano do impossível, com Maratonas, com Volta à Ilha, com Mountain Do, com Ironman, e com o que mais for possível e também impossível.
Salve 2009!
Não aos treinos, estes estão a pleno vapor desde a segunda semana do ano. Estamos de volta ao blog. Eu escrevendo e o Marcos me cobrando escrever aqui. Ele me pediu hoje que eu viesse aqui escrever um pouco e atualizar esse blog, que tá tão paradinho - coitado! É imperdoável mesmo essa ausência...
Pensei no que dizer e não havia como fugir de um rápido relato sobre o que estamos fazendo. Sobre como estão nossos treinos.
Estamos fazendo o que nosso treinador, Paulinho Domingos, chama de base. Mas, sinceramente, acredito que ele esteja nos tornando indestrutíveis. É um exagero? Sim, pode ser! Mas só quem acompanha isso que estamos fazendo quase que diariamente sabe o significado disso e porque usei essa palavra.
Só pra se ter um idéia, nas últimas semanas fiz treinos chamados "longos" em sequência - sempre ao finais de semana. Foram 10, 7, 12, 15, 18 e 15km a cada final de semana um destes. No meio da semana muita musculação. Todos os dias estamos na academia. Segundas, quartas e sextas fazendo membros superiores - terças e quintas fazendo pernas. Ainda durante a semana, outros treinos longos e também treinos de tiros.
Essa semana que passou quase morri fazendo abaixo de um sol de quase 40 graus fazendo tiros de 1km.
Marcos pode falar por ele, mas eu posso adiantar que o cara está um monstro. Ele está se preparando para o Ironman e tem iniciado os treinos quase de madrugada. E tem feito tudo de forma completa com corridas e bike. Marcos é meu exemplo sempre positivo. Exemplo de obstinação e dedicação. No dia do Iron eu vou estar lá pra bater palmas e sorrir com esse grande atleta e parceiro.
Tudo isso nos torna a cada dia mais forte. A sensação a cada treino finalizado é exatamente a que falei antes. Tudo posso! Sou indestrutível! Claro que sei que tenho meu limite e Marcos também sabe que tem o dele, mas a cada treino vamos testando esse limite e sabendo que ainda não o alcançamos. E mais: a cada treino aumentamos a margem desse limite.
Vamos em frente, porque este é o ano do impossível, com Maratonas, com Volta à Ilha, com Mountain Do, com Ironman, e com o que mais for possível e também impossível.
Salve 2009!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A SÃO SILVESTRE 2008!
SAO SILVESTRE:
Conforme prometido, vou contar um pouquinho do que foi a minha SEGUNDA São Silvestre.
Já na véspera de prova comecei a sentir o clima da prova, as 9:00 da manhã já estávamos (eu e o OSNI) com o KIT da prova na mão (que por sinal estava muito melhor do que o de 2006!!!), com bastante tempo livre fomos caminhar na Av. Paulista e dar uma espiada na Pirambeira da Rua “Brigadeiro”, no caminho passamos pelo ponto de largada e fomos avistando dezenas de corredores que estavam “trotando” no asfalto das outrora movimentadas avenidas da Capital Paulista, ao ver aqueles competidores nas ruas já comecei a entrar no clima da Prova.
Aos poucos os demais colegas foram chegando a SAMPA, seu Hélio, Faraco e por último o Xande!
E na fila do check-in do Hotel agregamos mais um ao nosso grupo de ansiosos corredores, o SAMIR XAVIER, um Natalense arretado que corre uma são Silvestre em 55 minutos e que nos acompanhou nas horas que antecederam a corrida.
Almoçamos no “Sujinho” e passamos na 25 de março antes do jantar e depois só descanso, se é que se consegue relaxar antes do grande dia!
Finalmente o Dia chegou e à medida que as horas se passavam mais os BPM’s iam subindo, até que o “seu” Hélio já impaciente gritou: “Vamos já são 15:15!!!” (ele já tava pronto desde as 13 hs...hahaha).
Antes de irmos , uma pose para a Foto (acima, da esquerda p/ direita “seo” Hélio, Faraco, Eu, Osni e Xande) e partimos para a linha de largada.
Faltavam ainda 1 hora e meia e já derretíamos sob o sol escaldante da Paulista, e a cada minuto mais eu tinha a sensação de estar numa lata de sardinhas.
E deram a LARGADA e foi SENSACIONAL, dessa vez com o Osni de “batedor” fomos atrás dos "buracos" que ele abria na imensa massa de aloprados.
Fomos ultrapassando o Homem Melancia, Ronaldinho Gorducho, Pastel de Bertioga, Batman, Papai Noel, Caravana de Cerquilho.....
Confesso que fiquei um pouco preocupado com o ritmo que imprimimos nos 4 primeiros km’s , mas tinha muita descida e era quase impossível não “socar a bota” (4;43; 4:23; 4:14; 4:31) , depois consegui manter os próximos 5 km’s abaixo de 5 minutos por KM, mas no KM 10 senti!
Se a prova tivesse 10 km teria sido um temporal!
Mas no 10º km tinha umas subidas que me quebraram e meu ritmo passou de 5 min/km até a chegada da famigerada Av. Brigadeiro, 2 km’s de subida , AH!....meus caros Blognautas....senão fosse o Faraco me incentivando eu certamente teria caminhado mas resisti, e no final corri pra alcançar e terminar a prova ao lado do Faraco!
Foram 1 Hora, 13 minutos e 48 segundos!!!
Tempo que me deu a 2662º colocação no Geral e a 468º na minha categoria, aumentei em 55 segundos a minha marca anterior mas ainda assim melhorei em 200 posições meu resultado anterior (O calor tava castigante)
Fechei o Ano com chave de ouro!
Abraços
Marcos Alexandre
Conforme prometido, vou contar um pouquinho do que foi a minha SEGUNDA São Silvestre.
Já na véspera de prova comecei a sentir o clima da prova, as 9:00 da manhã já estávamos (eu e o OSNI) com o KIT da prova na mão (que por sinal estava muito melhor do que o de 2006!!!), com bastante tempo livre fomos caminhar na Av. Paulista e dar uma espiada na Pirambeira da Rua “Brigadeiro”, no caminho passamos pelo ponto de largada e fomos avistando dezenas de corredores que estavam “trotando” no asfalto das outrora movimentadas avenidas da Capital Paulista, ao ver aqueles competidores nas ruas já comecei a entrar no clima da Prova.
Aos poucos os demais colegas foram chegando a SAMPA, seu Hélio, Faraco e por último o Xande!
E na fila do check-in do Hotel agregamos mais um ao nosso grupo de ansiosos corredores, o SAMIR XAVIER, um Natalense arretado que corre uma são Silvestre em 55 minutos e que nos acompanhou nas horas que antecederam a corrida.
Almoçamos no “Sujinho” e passamos na 25 de março antes do jantar e depois só descanso, se é que se consegue relaxar antes do grande dia!
Finalmente o Dia chegou e à medida que as horas se passavam mais os BPM’s iam subindo, até que o “seu” Hélio já impaciente gritou: “Vamos já são 15:15!!!” (ele já tava pronto desde as 13 hs...hahaha).
Antes de irmos , uma pose para a Foto (acima, da esquerda p/ direita “seo” Hélio, Faraco, Eu, Osni e Xande) e partimos para a linha de largada.
Faltavam ainda 1 hora e meia e já derretíamos sob o sol escaldante da Paulista, e a cada minuto mais eu tinha a sensação de estar numa lata de sardinhas.
E deram a LARGADA e foi SENSACIONAL, dessa vez com o Osni de “batedor” fomos atrás dos "buracos" que ele abria na imensa massa de aloprados.
Fomos ultrapassando o Homem Melancia, Ronaldinho Gorducho, Pastel de Bertioga, Batman, Papai Noel, Caravana de Cerquilho.....
Confesso que fiquei um pouco preocupado com o ritmo que imprimimos nos 4 primeiros km’s , mas tinha muita descida e era quase impossível não “socar a bota” (4;43; 4:23; 4:14; 4:31) , depois consegui manter os próximos 5 km’s abaixo de 5 minutos por KM, mas no KM 10 senti!
Se a prova tivesse 10 km teria sido um temporal!
Mas no 10º km tinha umas subidas que me quebraram e meu ritmo passou de 5 min/km até a chegada da famigerada Av. Brigadeiro, 2 km’s de subida , AH!....meus caros Blognautas....senão fosse o Faraco me incentivando eu certamente teria caminhado mas resisti, e no final corri pra alcançar e terminar a prova ao lado do Faraco!
Foram 1 Hora, 13 minutos e 48 segundos!!!
Tempo que me deu a 2662º colocação no Geral e a 468º na minha categoria, aumentei em 55 segundos a minha marca anterior mas ainda assim melhorei em 200 posições meu resultado anterior (O calor tava castigante)
Fechei o Ano com chave de ouro!
Abraços
Marcos Alexandre
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
SÃO SILVESTRE ME AGUARDE.....
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
MARATONA
MARCOS E FARACO EM SEU PRIMEIRO ENCONTRO LADO A LADO EM PROVA , QUEM GANHOU ???São momentos como estes que fazem minutos, horas, dias, semanas, meses e anos DE TREINO se tornarem uma mescla de alegria, raiva, dor, força, garra, medo e lembranças que se transformam no resumo de uma lágrima(CONQUISTA) .
Sentir a conquista de uma maratona, de um Everest, de um IronMan, tendo um dia tido a simples dificuldade de executar um tiro de 1 km no início dos treinos, mostra que somos máquinas perfeitas. Chegamos onde queremos! Basta querer!!! O único combustível que torna isto possível é a cabeça.
Um passo atrás do outro durante 42 km. Será que alguém sabe o que é isto? Mais de 43.000 passos devem ser lembrados como? Mais de 50.000 mil respirações... Devem ter quantos cheiros? E no final quando perdemos alguns mls de lágrimas... Elas devem ter que sentimento?
Só vivendo, sentindo e cheirando para saber (fica aqui meu convite: seja curioso! Corra!).
Como qualificar estas pessoas que fazem alguma coisa considerada por muitos uma loucura? Eu diria: São loucos - rsrsrs.!!!! Pois até mesmo Albert Einstein já foi chamado de louco. Então também quero ser um!!!!!!
Olha só os caras exercitando sua loucura...
TREINO DUNAS JOAQUINA, BASE 2008 - CUMPRIR UMA MARATONA NÃO É FÁCILEstou escrevendo para estes loucos, malucos e insanos que lêem o blog, vivem as corridas e gostam deste mundo.
E estes alunos que aqui encontraram uma forma de popularizar suas vivências e extravasar o que sentem , o que vivem... Estes amigos e alunos que me dão tantas alegrias .
No inicio do ano, Faraco me olhou e falou que queria fazer sua primeira maratona em 2008, mas atravessávamos um momento de lesão e mantínhamos seu condicionamento. Isso tudo sem corrida, sem correr! Então era loucura falar de maratona sem poder correr, né? Rsrsrsrsrs (eram dois loucos, no seu primeiro momento).
Bem, os meses foram passando e os treinos foram acontecendo. A corrida foi inserida e estávamos treinando. Dias depois o Alexandre confirmou que também faria - contaminação, isto pega!!!! rsrs
Hoje após duas semanas da maratona do Faraco e Alexandre, em Curitiba, e alguns meses da primeira maratona do Marcos, em Abril –Fpolis 2008, e Daniel, no ano passado, venho homenagear estes malucos de carteirinha, estes insanos que no meio de uma vida corrida, frenética, encontraram tempo para alimentar seu estilo de vida. Quem são eles?
Marcos um excepcional advogado, que chega as 7:30 no trabalho corre ao meio dia e no final do dia vai para sua aula de musculação.
Faraco, grande jornalista, comentarista esportivo que dá aula na faculdade e em meio a tudo isto cumpre os treinos e ainda arruma um tempinho para fazer seu gelo terapêutico.
Alexandre, médico conceituado que vive trabalho, come trabalho... Eu ainda acho que seus treinos são feitos nos corredores da clínica e os intervalados são entre um paciente e outro – loucura!!!
Daniel, que deve ser homenageado pois tem uma profissão de salvar vidas, pertence ao corpo de bombeiros, e treina para cada vez mais ter saúde e ficar bem.
Victor, grande advogado pensador, respeitado em seu meio, que está cheio de trabalho, mas quer sempre ajudar. O cara, com sangue nos olhos, sempre fala: me dá maxxxxxx!
Renato Semensati, companheiro do Faraco na TVCOM, jornalista, que neste ultimo final de semana subiu o Morro da Lagoa correndo como seu primeiro desafio pessoal. Quem conhece, sabe o que isto significa para ele.
Estes são os alunos do mesmo meio de treinos, então que os outros não fiquem chateados rsrsrs.
Bem, quero homenagear falando para vocês que a grande conquista só acontece por terem tido vontade e perseverança.
Parabéns pelas conquistas de 2008! Pelas vitórias, pelos treinos cumpridos, pelas dunas subidas, pelo asfalto gasto, dores sentidas, treinos quebrados, tempos batidos e morros escalados.
Sou hoje um treinador realizado. Realizado porque sei que estas pessoas que estão aí se superando são fruto de sua determinação, vontade, pessoas fortes, humildes (pois nem sempre se ganha), líderes e hoje vivem melhor.
Obrigado por permitir que eu faça parte deste momento .
Lembrem sempre de uma coisa em suas vidas: nunca é dado um peso maior do que se pode carregar. Só se tem que acreditar que o seu está leve demais.
Você decide o quanto quer fazer força para carregar o seu. Sua mente decide, seu corpo obedece.
OBRIGADO E PARABENS A TODOS PELAS CONQUISTAS

Treinador
Paulo Domingos (Paulinho)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Curitiba, jamais te esquecerei...
Eram mais ou menos 12h08min deste último Domingo, dia 23 Novembro. Virei a curva saindo da rua Presidente Carlos Cavalcanti e entrei na Avenida Cândido de Abreu. A minha frente e abaixo estava uma placa que marcava 41 KM. Coloquei as mãos na cabeça e comecei a chorar. Olhei para o horizonte e avistei a linha de chegada. Eu estava exatos 1 km 195 metros distante de finalizar minha primeira Maratona. Pensei “Não acredito! Eu consegui! Vou terminar essa loucura!!!”
Meus passos, que já não estavam mais tão firmes, se tornaram ansiosos e mais rápidos. Com todo o cuidado que podia ter, eu segui naquele último trecho. O último quilômetro. Tantas coisas passam pela cabeça durante a Maratona inteira, mas naquele quilômetro final as coisas se confundem. É um misto de ansiedade, de dor, de emoção, de lembranças, de realização...
Pensei em muitas coisas. E chorava. Primeiro, de forma contida. Depois eu desabei mesmo. Pensei na minha lesão que me acompanhava e era meu grande medo nessa primeira Maratona ( tive uma fratura por estresse na canela esquerda em Novembro do ano passado. Algo que voltou a me incomodar na preparação para a Maratona). Pensava no último grande treino que eu não fiz, porque falhei em Salvador, na Bahia. Era um treino de 32 kms em que eu quebrei e abandonei no 17º km. Isso foi no final de Outubro. Pensava nas minhas pessoas queridas da vida. Meus irmãos, minha mãe, meu pai, minha família. Pensava nos amigos especiais que foram suporte pra tudo isso. Pensava em meu treinador, que me fez chegar até ali.
Aquele último quilômetro é algo indescritível. O povo de Curitiba fazia um corredor humano de calor. Palavras de incentivo, que foram a tônica durante toda a prova, se multiplicaram ali, naquele corredor. Ia chegando, passo a passo. Cruzei a marca de 42 kms, já entre as arquibancadas construídas ali no funil de chegada. Faltavam 195 metros. Ouvi uma voz distante – “Faraaacooo!!! Era meu parceirão de corridas, daqui do blog, o Marcos Alexandre, com a máquina na mão pra registrar o momento e vibrar comigo.
Lembro de ter acelerado um pouco mais e ter sentido um espasmo, um princípio de câimbra na panturrilha direita. Segurei, porque era tudo que eu não precisava naquela hora. Cruzei a linha de chegada chorando e vibrando, como se estivesse comemorando um gol. Estava sentada a minha frente outra colega, a Adri que disse – “Faraco, tu é o meu herói”. As palavras ficam marcadas. O momento fica marcado. Cada instante fica forte na memória. Caí no choro de verdade e abracei a Adri. Depois veio o Marcos pra me cumprimentar também. Foi sensacional.
A Maratona começou às 8 da manhã. A largada reservava ainda muitos momentos escondidos pelos distantes próximos 42 quilômetros, das próximas 4 horas. Saímos juntos, eu e meu colega de treinos e Maratona, Alexandre. Juntou-se a nós um colega de Florianópolis que eu não sei o nome, mas que foi um parceirão também. Os primeiros quilômetros foram na prevenção. Eu e o Xande éramos maratonistas de primeira viagem, então estávamos nos poupando e com medo de não conseguir finalizar a prova. Corremos pra 6 minutos o quilômetro em média.
Eu tinha uma preocupação especial. Minha canela! Estava com um tênis bem em dia, que era novo, mas que não era apropriado para longas distâncias. Então o início seria fundamental pra sentir como estava a canela e ter confiança. Eu senti me incomodar um pouco, mas já sabia como era administrável a sensação. Não era dor. Era apenas a minha lesão antiga dizendo – PRESENTE! – como se respondesse a uma chamada de colégio. Ela tinha que estar lá mesmo. Mas fui em frente e aos pouco aquilo, o desconforto, foi desaparecendo.
Até o 21º quilômetro segui com o Xande e com o parceiro conhecido/desconhecido de Floripa. Ele era muito engraçado. Xingava cada um dos motoristas que ousava buzinar pra reclamar do trânsito parado na cidade. E discutia e tudo. Só não parava de correr. O Xande parecia minha consciência me dizendo pra ter calma. “Calma Faraco, ainda não é hora de arriscar”. Ele não dizia, mas cada vez que olhava o Xande ali ao lado eu lembrava disso e pensava na frase comigo mesmo. Foi muito importante pra me dar segurança.
Quando passamos na marca do 17º quilômetro eu pensei: “foi pro espaço aquele maldito treino de Salvador!!!”. Pronto! Um dos traumas estava superado. Mas então, quilômetro 21. Neste ponto veio a confiança. Eu estava inteiraço e correndo bem. Tive a certeza de que terminaria a prova. Não sei o porquê, mas foi o ponto da confiança. Então eu desgarrei. Desgarrei do Xande e do parceiro de Floripa. Abri na frente puxando um ritmo mais forte. Estava pra 5 – 5:15 cada quilômetro. Quanta confiança! Era eu comigo mesmo e rumo ao final. Restam só 21, só 20, só 19... Pensava assim!
Mas isso durou até o quilômetro 29. Foi quando quebrei de verdade. Travei geral. Sabe quando se fica travado de musculatura? Mas não era só musculatura não! Eram as articulações também. Agora eu sentia doer cada parte do meu corpo da cintura pra baixo. Principalmente os Joelhos batidos e batidos por 29 quilômetros. Foi difícil, porque sabia que ia acontecer a quebra, mas esperava que não acontecesse. Pelo menos assim, faltando ainda 13 kms.
A partir daí o que conta é o mental. Me recusei a uma coisa – era regra – não podia andar! Tinha que fazer correndo a Maratona inteira! E assim eu fiz. Nem pensei em andar. Minha cabeça dizia: “Eu quero! Eu posso! Eu vou!”. Isso era sempre. A cada instante uma vitória nova. O sol era forte nesse momento. Já era quase 11 horas da manhã e os quilômetros finais reservavam muitas subidas.
Neste ponto da Maratona cada placa de KM novo é esperada com muito mais intensidade. Cada placa de novo KM é uma vitória. Passei a placa 30, vou atrás da 31. Passei a 31, vou atrás da 32. Passei a 32, vou atrás da 33... E assim vai passando. Lembro que na placa 34 tinha uma senhora bem feliz e ela gritava “Vamô gente, vocês são heróis! Parabéns, parabéns! Falta pouco!”. Cada grito desse de incentivo dava uma força enorme.
A prova foi passando e cheguei ao km 38. Não acreditava no que via pela frente. Era a pior subida da Maratona inteira. Estava dividida em DUAS partes no Viaduto do Capanema. Passei por um senhor e comentei – “que covardia que eles reservaram pra gente nesse ponto da corrida, hein!”. Ele respondeu: “Agora é na moral!”. E fomos. Subindo e seguindo um ao outro.

Cheguei ao alto e ouvi uma voz conhecida. Era o Marcos me esperando pra registrar essa foto que vocês podem ver aqui. Lembro que ele me disse: “Vamô cara! Faltam só 3kms e meio para realizar o sonho”. Eu retruquei: “estou morto!”. Mas era passo a passo. Sem parar e sem sequer pensar em parar até o fim - que vocês já conhecem.
Realizar a minha primeira Maratona foi algo extraordinário. Fiz a prova em 4horas 16 minutos e 06 segundos. Ficou um pouco acima do que eu havia estabelecido pra mim, mas a vitória foi terminar. Terminar uma prova como essa é algo que te dá muita força pra vida. Uma satisfação enorme. Uma sensação de conquista e de poder. A superação é tamanha – você esteve sempre acima dos limites do seu corpo. Lembro de ter pensado no tamanho da estupidez daquele desafio lá pelo quilômetro 33. Mas são pensamentos ruins e bons, que vem e vão a todo o momento durante as horas de corrida.
Eu tenho muito a agradecer. Agradeço especialmente aos parceiros Marcos e Alexandre, que foram irmãos de verdade na conquista. PARABÉNS XANDE!!! Obrigado MARCOS!!! Tenho saudações especiais também para o super Paulinho, meu treinador, que faz coisas inacreditáveis se tornarem acreditáveis. PAULO, tu é o cara! Mas a conquista é dedicada a minha família, mãe, irmãos e pai ( todos me ligaram – são uns amores). Ainda há espaço pra palavras de carinho pra grandes pessoas, como o Osni, o Daniel, a Aline, o Victor, a Adri... Todos parceiros corredores, que estiveram comigo nos momentos de treinamentos e com os quais dividi angústias, duvidas e certezas. UM BEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS.
Podem ter certeza. Hoje sou um homem mais feliz e mais realizado – completei minha primeira Maratona. O curioso dessa história: na minha cidade natal, minha (?) Curitiba, que nunca vivi, mas que jamais esqueci, que jamais esquecerei.
Abraços
Faraco
Meus passos, que já não estavam mais tão firmes, se tornaram ansiosos e mais rápidos. Com todo o cuidado que podia ter, eu segui naquele último trecho. O último quilômetro. Tantas coisas passam pela cabeça durante a Maratona inteira, mas naquele quilômetro final as coisas se confundem. É um misto de ansiedade, de dor, de emoção, de lembranças, de realização...
Pensei em muitas coisas. E chorava. Primeiro, de forma contida. Depois eu desabei mesmo. Pensei na minha lesão que me acompanhava e era meu grande medo nessa primeira Maratona ( tive uma fratura por estresse na canela esquerda em Novembro do ano passado. Algo que voltou a me incomodar na preparação para a Maratona). Pensava no último grande treino que eu não fiz, porque falhei em Salvador, na Bahia. Era um treino de 32 kms em que eu quebrei e abandonei no 17º km. Isso foi no final de Outubro. Pensava nas minhas pessoas queridas da vida. Meus irmãos, minha mãe, meu pai, minha família. Pensava nos amigos especiais que foram suporte pra tudo isso. Pensava em meu treinador, que me fez chegar até ali.
Aquele último quilômetro é algo indescritível. O povo de Curitiba fazia um corredor humano de calor. Palavras de incentivo, que foram a tônica durante toda a prova, se multiplicaram ali, naquele corredor. Ia chegando, passo a passo. Cruzei a marca de 42 kms, já entre as arquibancadas construídas ali no funil de chegada. Faltavam 195 metros. Ouvi uma voz distante – “Faraaacooo!!! Era meu parceirão de corridas, daqui do blog, o Marcos Alexandre, com a máquina na mão pra registrar o momento e vibrar comigo.
Lembro de ter acelerado um pouco mais e ter sentido um espasmo, um princípio de câimbra na panturrilha direita. Segurei, porque era tudo que eu não precisava naquela hora. Cruzei a linha de chegada chorando e vibrando, como se estivesse comemorando um gol. Estava sentada a minha frente outra colega, a Adri que disse – “Faraco, tu é o meu herói”. As palavras ficam marcadas. O momento fica marcado. Cada instante fica forte na memória. Caí no choro de verdade e abracei a Adri. Depois veio o Marcos pra me cumprimentar também. Foi sensacional.
A Maratona começou às 8 da manhã. A largada reservava ainda muitos momentos escondidos pelos distantes próximos 42 quilômetros, das próximas 4 horas. Saímos juntos, eu e meu colega de treinos e Maratona, Alexandre. Juntou-se a nós um colega de Florianópolis que eu não sei o nome, mas que foi um parceirão também. Os primeiros quilômetros foram na prevenção. Eu e o Xande éramos maratonistas de primeira viagem, então estávamos nos poupando e com medo de não conseguir finalizar a prova. Corremos pra 6 minutos o quilômetro em média.
Eu tinha uma preocupação especial. Minha canela! Estava com um tênis bem em dia, que era novo, mas que não era apropriado para longas distâncias. Então o início seria fundamental pra sentir como estava a canela e ter confiança. Eu senti me incomodar um pouco, mas já sabia como era administrável a sensação. Não era dor. Era apenas a minha lesão antiga dizendo – PRESENTE! – como se respondesse a uma chamada de colégio. Ela tinha que estar lá mesmo. Mas fui em frente e aos pouco aquilo, o desconforto, foi desaparecendo.
Até o 21º quilômetro segui com o Xande e com o parceiro conhecido/desconhecido de Floripa. Ele era muito engraçado. Xingava cada um dos motoristas que ousava buzinar pra reclamar do trânsito parado na cidade. E discutia e tudo. Só não parava de correr. O Xande parecia minha consciência me dizendo pra ter calma. “Calma Faraco, ainda não é hora de arriscar”. Ele não dizia, mas cada vez que olhava o Xande ali ao lado eu lembrava disso e pensava na frase comigo mesmo. Foi muito importante pra me dar segurança.
Quando passamos na marca do 17º quilômetro eu pensei: “foi pro espaço aquele maldito treino de Salvador!!!”. Pronto! Um dos traumas estava superado. Mas então, quilômetro 21. Neste ponto veio a confiança. Eu estava inteiraço e correndo bem. Tive a certeza de que terminaria a prova. Não sei o porquê, mas foi o ponto da confiança. Então eu desgarrei. Desgarrei do Xande e do parceiro de Floripa. Abri na frente puxando um ritmo mais forte. Estava pra 5 – 5:15 cada quilômetro. Quanta confiança! Era eu comigo mesmo e rumo ao final. Restam só 21, só 20, só 19... Pensava assim!
Mas isso durou até o quilômetro 29. Foi quando quebrei de verdade. Travei geral. Sabe quando se fica travado de musculatura? Mas não era só musculatura não! Eram as articulações também. Agora eu sentia doer cada parte do meu corpo da cintura pra baixo. Principalmente os Joelhos batidos e batidos por 29 quilômetros. Foi difícil, porque sabia que ia acontecer a quebra, mas esperava que não acontecesse. Pelo menos assim, faltando ainda 13 kms.
A partir daí o que conta é o mental. Me recusei a uma coisa – era regra – não podia andar! Tinha que fazer correndo a Maratona inteira! E assim eu fiz. Nem pensei em andar. Minha cabeça dizia: “Eu quero! Eu posso! Eu vou!”. Isso era sempre. A cada instante uma vitória nova. O sol era forte nesse momento. Já era quase 11 horas da manhã e os quilômetros finais reservavam muitas subidas.
Neste ponto da Maratona cada placa de KM novo é esperada com muito mais intensidade. Cada placa de novo KM é uma vitória. Passei a placa 30, vou atrás da 31. Passei a 31, vou atrás da 32. Passei a 32, vou atrás da 33... E assim vai passando. Lembro que na placa 34 tinha uma senhora bem feliz e ela gritava “Vamô gente, vocês são heróis! Parabéns, parabéns! Falta pouco!”. Cada grito desse de incentivo dava uma força enorme.
A prova foi passando e cheguei ao km 38. Não acreditava no que via pela frente. Era a pior subida da Maratona inteira. Estava dividida em DUAS partes no Viaduto do Capanema. Passei por um senhor e comentei – “que covardia que eles reservaram pra gente nesse ponto da corrida, hein!”. Ele respondeu: “Agora é na moral!”. E fomos. Subindo e seguindo um ao outro.
Cheguei ao alto e ouvi uma voz conhecida. Era o Marcos me esperando pra registrar essa foto que vocês podem ver aqui. Lembro que ele me disse: “Vamô cara! Faltam só 3kms e meio para realizar o sonho”. Eu retruquei: “estou morto!”. Mas era passo a passo. Sem parar e sem sequer pensar em parar até o fim - que vocês já conhecem.
Realizar a minha primeira Maratona foi algo extraordinário. Fiz a prova em 4horas 16 minutos e 06 segundos. Ficou um pouco acima do que eu havia estabelecido pra mim, mas a vitória foi terminar. Terminar uma prova como essa é algo que te dá muita força pra vida. Uma satisfação enorme. Uma sensação de conquista e de poder. A superação é tamanha – você esteve sempre acima dos limites do seu corpo. Lembro de ter pensado no tamanho da estupidez daquele desafio lá pelo quilômetro 33. Mas são pensamentos ruins e bons, que vem e vão a todo o momento durante as horas de corrida.
Eu tenho muito a agradecer. Agradeço especialmente aos parceiros Marcos e Alexandre, que foram irmãos de verdade na conquista. PARABÉNS XANDE!!! Obrigado MARCOS!!! Tenho saudações especiais também para o super Paulinho, meu treinador, que faz coisas inacreditáveis se tornarem acreditáveis. PAULO, tu é o cara! Mas a conquista é dedicada a minha família, mãe, irmãos e pai ( todos me ligaram – são uns amores). Ainda há espaço pra palavras de carinho pra grandes pessoas, como o Osni, o Daniel, a Aline, o Victor, a Adri... Todos parceiros corredores, que estiveram comigo nos momentos de treinamentos e com os quais dividi angústias, duvidas e certezas. UM BEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS.
Podem ter certeza. Hoje sou um homem mais feliz e mais realizado – completei minha primeira Maratona. O curioso dessa história: na minha cidade natal, minha (?) Curitiba, que nunca vivi, mas que jamais esqueci, que jamais esquecerei.
Abraços
Faraco
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