segunda-feira, 11 de abril de 2011

LONG DISTANCE CAIOBÁ 2011 – 2, 84 e 21!


Após praticamente UM ano sem participar de nenhuma prova de triatlon devo confessar que estava um pouco ansioso para competir nessa Prova.

Mas diferentemente do ano passado não tinha mais aquele nervosismo da primeira vez, os macetes já estavam decorados e as possibilidades de erros minimizadas, sem contar que nesse ano eu estava me sentindo mais forte e muito mais consciente das minhas condições.

Ou últimos treinos fortes em Floripa não deixavam dúvidas de que eu faria uma boa prova.

Mas isso é apenas uma parte da equação, a outra parte depende das intempéries do clima e de como a gente acorda no dia da prova.

Quanto ao cenário metereológico, à véspera do evento não era nada animador, a noite foi de muito vento, frio e chuva, a “Praia Mansa” não estava pra peixe!

Eu, Kadinho, Puma e Amílcar ficamos no mesmo Hotel e trocávamos impressões e as últimas dicas, os novatos Amílcar e Kadinho mostravam um pouco de apreensão pela estréia no mundo dos Triatlons e Puma estava mais quieto e focado, parecia que estava guardando algo pro dia seguinte.

O dia amanheceu e a chuva tinha dado uma trégua, mas o tempo permanecia nublado e o vento já soprava moderado a forte, por causa do vento o mar estava meio “picado”, mas não tinha grandes ondulações.

Um pouco antes das 8 h da manhã foi dada a largada e diferentemente do ano passado fui para água e não fiquei pra trás do “grande bolo” e por isso mesmo tomei uma cotovelada no nariz, um soco que arrancou meus óculos de natação e alguns socos das costas e braços (faz parte), mas me senti bem na água e nadei num ritmo de moderado a forte. Ainda não tenho os tempos oficiais, mas, segundo relatou Paulinho eu sai da água com aproximados 33 min, nada mal pra 2000 metros!

Fui pra transição e memorizei minha “baia” só que esqueci que memorizei ao contrário e junto com a tontura que a gente fica ao sair da água veio um sentimento de total perda do senso geográfico, depois de zanzar feito uma “barata tonta” escutei os berros de minha esposa Priscila que dizia: “É aqui Neni, é aqui!”.

Enfim achei a “magrela” e ainda um pouco chateado pelo tempo perdido coloquei minha roupa de ciclismo e parti.

Logo nas primeiras pedaladas senti que não estava no melhor dia pra pedaladas, as pernas estavam pesadas demais e fui sendo ultrapassado facilmente por muita gente, procurei girar mais e fazer um ritmo mais leve pra poder recuperar, mas outro fator que pesou contra foi o vento que já se fazia forte e presente e que parecia soprar contra tanto na ida quanto na volta, aos poucos achei um ritmo e procurei me alimentar, hidratar e chegar “inteiro” pra corrida, nessa hora o Kadinho já tava uns 10 minutos na minha frente e o PUMA tava voando forte lá na frente.

Por volta do km 56 visualizei no sentido contrário e no acostamento meu parceirão de treinos kadinho com um pneu furado, fiz a volta e confesso que minha vontade era parar minha prova pra ajudá-lo, mas acho que isso nem era permitido e com uma dor no coração passei por ele e segui em frente. Fechei a parte de ciclismo com uma média de 32 km/h (mas foi sofrido).

A transição para corrida foi tranqüila e sem sustos, sai ainda sentindo o peso das pernas, mas mesmo assim consegui imprimir o ritmo planejado de 5:10’’ por km na primeira “perna” de 7 km, depois comecei a tentar “cair” para 4:55 a 5’’, consegui fazer isso até o km 13 onde senti um cansaço inexplicável e tive que respeitar e readequar minhas metas, acabei correndo vários Kms pra 5:20 a 5:30’’, quando iniciei a ultima volta de 7 kms apertei um pouco e voltei ao pace de 5:00 a 5:10’’ e coma ajuda do Paulinho e seus BCAA’s , água, COCA? e muito incentivo consegui ir aumentando o ritmo e no final por causa de um “etíope” que me passou e o Paulinho encasquetou com ele tive que buscar energia lá no fundo pra passar aquele maluco, e o pace foi caindo até fechar o último Km pra 4:24’’ e enfim cheguei e nessa hora fiz aquele gesto que se imortalizou com o Bebeto na Copa do Mundo de 1994, embalei a “MANOELITA” nos meus braços e cruzei a linha de chegada e abracei e beijei minha companheirona e minha Paixão Priscila, as lágrimas quase vieram, mas segurei (não sei por quê...) e olhei pro meu cronômetro fechei com 4:55 hs e baixei em 14 minutos o tempo do ano anterior!

Obrigado, em primeiro lugar a minha esposa PRISCILA pela paciência e tolerância durante os longos períodos de Treino e pela incrível força que me deu durante todo o dia de ontem, era nos olhos dela que eu buscava minha inspiração e minha força pra continuar!

Obrigado aos amigos e companheiros de treinos de triatlon: DANIEL, ZACK, KADINHO, PUMA, AMILCAR, DÉCIO, RODOLFO.

Obrigado ao meu sócio e irmão VICTOR HUGO por agüentar minhas chegadas um pouco mais tardias ao escritório devido aos treinos madrugadores dos dias de semana.

Obrigado ao meu Treinador PAULINHO por saber como ninguém como conduzir os treinos de uma forma única e que me faz melhorar ainda mais apesar dos avanços e sinais da idade que teimam em avançar.

Obrigado SABINE por conseguir bater fotos fantásticas e ainda correr e gritar pelo meu nome toda hora.

Obrigado torcida TUCA, DANI, MONICA e LU era tanto berro quando eu passava que eu me sentia “O CARA” a cada volta!

OBRIGADO a toda família SPRINT que também me ajudaram a fazer dos treinos um momento de alegria, descontração e de valiosas dicas para melhorar cada vez mais meus passos no mundo da corrida.

VALEU MOÇADA!!!!!!!!

Abraços

Marcos Alexandre

domingo, 3 de abril de 2011

"EDU DALLAS"


Depois de tecer muitas críticas à organização da Meia de Floripa, aproveito para trazer aqui o depoimento de um grande amigo sobre sua primeira Meia Maratona e que demonstra a distância "abismal" nos separa da qualidade e carinho com que são tratados os corredores nos EUA! Além de fazer uma espécie de Homenagem ao cara que me "colocou de volta" no IRON do ano passado e que é um exemplo pra todos nós!

Por Eduardo Gomes:

"olá! Devo confessar que estava sem tempo e também com preguiça de escrever este depoimento, até por que eu iria escrevê-lo sozinho e não teria outros para ler, como sempre, a respeito da mesma prova. O que me mobilizou a finalmente começar este texto foi ler o blog do Marcos Alexandre sobre a Meia de Florianópolis, na qual eu fiz 10km. Quer dizer, fui prá fazer 10km e fiz mais 400m de pura incompetência de quem organiza essa prova. Pro meu nível de corrdor, isso não significa absolutamente nada mas errar na marcação das distância numa prova dita internacional é o fim. Colocar 2 pessoas para distribuir gatorade e ainda por cima no km 2, sem comentários. São sérios concorrentes de quem organizou a Jurerê Night Run final do ano passado... Até agora não me conformo com o pódio que construiram para a premiação. um absurdo de vagabundo, material de quinta categoria, nas provas de rua lá em Olho D´água dos Borges, no sertão do Caicó, lá no Rio Grande do Norte é mais bonito e bem feito. Os banheiros (hã? o que?) o que falar? Uma pocilga fedorenta. Bom, começando a falar lá da Meia de Dallas, os banheiros: não havia divisão nem de homem, nem de mulher, nem de criança... Quando eu fui usar, já na dispersão da chegada, pensei: agora dancei... Entrei na pequena fila em frente às mais ou menos 20 casinhas de necessidade, esperei minha vez, entrei e me assustei: vários rolos de papel disponíveis, não havia odor de NADA no ambiente e NENHUMA gota de nada na tampa, no chão, em lugar algum, nenhum papel no chão... Era um banheiro químico semelhante aos que a gente vê nas nossas provas. Acho que mais limpo que o da minha casa... Aí não é apenas um problema da organização que seleciona uma empresa que usa material e produtos de péssima qualidade na higiene dessas casinhas, mas também da educação do povo que as usa. Ou seja, nós mesmos. A largada da prova as 8h (exatamente) foi por ondas. Vários currais que delimitavam grupos de corredores por tempo de prova que cada um definia na hora inscrição. Currais de 1h10', 1h20', 1h30' e assim por diante. Eu me coloquei no de 1h50´, já que pretendia fazer a prova abaixo de 2h e acima dos 1h50'. (Foi uma pretensão planejada por dias e dias, com base nos tempos das últimas provs que participei). Cada curral era liberado após 30 segundos do anterior largar. Nessa forma de largada, não há aquele atropelo geral, gente que corre mais querendo ultrapassar os da frente, gente que corre menos empatando quem vem atrás, coisas que a gente tá acostumado por aqui. A temperatura foi a coisa mais doida que já vi: no sábado estava 28 graus, clima seco, umidade 20%. No domingo amanheceu a 4 graus, umidade de 89%, vento cortante... Por sorte eu havia levado meu equipamento para correr no frio... Mas foi, em alguns momentos insuficiente,estava frio demais... Como eu nunca havia participado de uma prova dessa distância, e a minha prova mais longa até hoje foi a São Silvestre (15km), fui mais detalhista e sistemático do que nunca, prá ter certeza que eu chegaria, chegaria inteiro e ficaria inteiro depois da chegada... Estudei a altimetria e o percurso a fundo. Como eu trabalho nessa cidade há mais de 12 anos e a prova passaria por onde trabalho e por muitos lugares que eu conheço bem, fui montando meu planejamento quilometro a quilometro: pontos de hidratação, de gel, as subidas, as descidas e fui estabelecendo metas: até o km 3, iria fazer a 6:00'/km, até o km 11 a 5:45", até o km 15 a 5:30" e daí até o final a 5:15", prá dar um tempo final de 1h57'45", com pace de 5:36". Parece coisa de maluco, mas este foi meu tempo final: 1h58'04", pace 5:37"... Errei por 19 segundos, preciso melhorar :))) Consegui uma média bem constante: no km 5 estava a 5:36" no tempo de 27', no km 10 a 5:36" com tempo 55', no km 15 a 5:24" com tempo 1:23' ( na São Silvestre fiz essa distância a 1h35', baixei 12min!) No km 20 olhei no garmin, estava em 1h50', pace 5:30" !! Vi que tinha sobra prá dar a socada final e chegar entre 1h54:30 e 1h55'. Maravilha!! Aí começam a cair os disjuntores, a luz vrmelha acende: ameaça de cãimbra nas duas panturrilhas !!! Não acredito!!! No km 20!!! Tive que parar prá me alongar senão a cãimbra pegava de vez... alonguei, alonguei, saí andando com as pernas duras e segui do jeito que deu. Mais um pouco, outra quase travada de novo... parei outra vez, vou lá na borda da calçada e me alongo o mais que consigo... Enquanto isso, aquela multidão vai passando por mim... que desespero!!! Um monte de gente que havia passado principalmente na primeira metade da prova que era só de subida (aqui a gente entende a diferença de quem treina nos morros em Florianópolis e quem só treina no plano, fiz a parte das subidas tranquilamente...) ia me ultrapassando... Comecei a apavorar... sai andando de novo que nem pato, não podia mexer os tornozelos senão travava... Eu não iria parar de jeito nenhum, nem que chegasse de quatro ou arrastando a bunda no chão eu iria chegar, mas eu queria fazer em menos de 2hs... Me lembrei que tinha crédito de tempo suficiente até prá ir andando rápido, relaxei mais, alonguei de novo e fui em frente... Veio a quase travada final, pela terceira vez! Desta vez a cãimbfra ameaça dté a parte posterior das coxas... Paro e me alongo de novo, mais e mais e continuo a correr do jeito que dava, parecia o Charles Chaplin, só faltava a bengala :))) fui que fui e cheguei ! Quando cruzei a chegada e vi o garmin a 1:58':04, não acreditei! Consegui chegar e fechar dentro do tempo que eu havia programado! Aqui entra a parte triste da história: não havia ninguém prá comemorar, abraçar, chorar, gritar, pular :( Não tinha a Sabne prá flagar a gente nesses instantes... Eu havia feito uma coisa até um mês antes impensável e não tinha com quem compartilhar lá na hora... O legal foi que os tapetes de chip colocados ao longo da prova, nos km 5, 10, 15 e nas 10 milhas foram enviando os tempos pro celular da Vanesa e ela foi repassando aos amigos que estavam de longe torcendo. Os celulares da região estavam quase incomunicáveis, a rede estava totalmente congestionada, imagine mais de 11.000 pessoas querendo falar ao mesmo tempo... foi quando recebi uma ligação do André, marido da nossa ogramiga Lú e que conseguiu furar o "bloqueio".. que alegria ouvir uma voz amiga nessa hora! Aí o frio (de 4 graus) começou a bater feio, comecei a tremer, ficar gelado, estava molhado de suor que começava a me congelar... as pernas quase não se moviam, travadas, fui me arrrastando até os ônibus aonde a mochila estava guardada, com as roupas secas e quentes, pehuei ainda mais uma fila de alguns minutos e me vesti.. que alívio!!! Fiquei ainda mais de uma hora tremendo de frio, esperando meu amigo que foi me buscar e nos desencontramos... A única coisa que nessa hora eu queria era tomar um café fervendo, ir prá casa e me enfiar embaixo de uma ducha bem quente prá me aquecer... Foi uma experiência incrível, pena não ter a equipe correndo junto, faz uma diferença que não tem nem como explicar, mas encontrar depois o povo no facebook, ver a quantidade de mensagens e papear foi muito, muito legal !!! Agradeço de coração aos amigos que gastaram sua energia para à distância me empurrarem ladeiras acima, me segurarem nas descidas e me puxarem nas retas, foi muita força que recebi para conseguir fazer tudo isso. Foi a torcida de vocês o grande responsável por eu ter conseguido cumprir minha tão paranoicamente calculada meta :))) Ao meu querido treinador, que quase infartou quando soube que eu iria participar dessa prova, minhas desculpas pelo susto e meu muito obrigado pelas suas cobranças, comentários e elogios. Elogios, a gente logo esquece, as cobranças... Meu agradecimento especial prá minha amada ogra Vanesa, que me "segurou" a prova toda e montou essa rede de apoio à distância. Sem você, meu amor, ia ser muito mais difícil alcançar esse sonho! Abraços a todos e até as próximas provas, desta vez com todos juntos, ainda que seja dentro de uma van com "aquele" cheiro de suor, comendo sanduíche de queijo e peito de perú, coca-cola, accelerade cor de diabo verde e banana, horas e horas a fio..."
Edú

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mais da Meia....


No último post relatei a visão romântica da Prova "organizada" em Florianópolis no último dia 20/03/2011.

Mas, agora vou fazer uma analise realista e fria do Evento.

O Nome da Prova era "Meia Maratona Internacional de Florianópolis", ora uma prova que se intitula "internacional" teria que no mínimo respeitar a distância Oficial para uma Meia Maratona que é de 21,097 metros! Mas não foi o que aconteceu, vários foram os relatos ao final dando conta que os relógios com GPS marcavam aproximados 21,310 metros! Talvez para aqueles que não estão habituados a competir em corridas esses míseros 200 metros não signifiquem nada, mas para quem treina duro de sol a sol e se prepara para uma Meia isso faz SIM uma enorme diferença, significa no mínimo 1 minuto a mais de corrida.

Bem, partindo do pressuposto que não participamos de uma Meia , vamos analisar outros pontos.

Esse ano tínhamos CHIP durante o percurso, mas porque entregar o CHIP somente no dia da Prova? Pra que complicar e fazer com que todos tivessem que chegar mais cedo para buscar o equipamento em meio a filas? O resultado foram filas e atraso no inicio da Prova.

O horário de largada (7:30) era o ponto positivo, eu digo era porque não largamos as 7:30.

Voltando ao chip, pra que chip? Se o tempo líquido foi igual ao tempo bruto? No meu caso diferença de mais de 30 segundos!

O kit , apesar do alto preço da inscrição não refletiu a expectativa e trouxe uma camiseta de baixa qualidade e que não servirá pra uso em corridas, quiçá como um pijama.

A hidratação dava mostras de ter melhorado, mas mais uma vez a medida que os corredores mais lentos chegavam os comentários negativos foram se multiplicando, além de não ter quantidade suficiente de pessoas entregando a água, ainda quando era possível "agarrar" um copinho , este estava quente!

Não sei porque, mas um posto de GATORADE foi colocado logo no KM 2, momento totalmente inoportuno para a reposição eletrolítica! E quando precisávamos , tínhamos 02 voluntários , eu disse DOIS!!! entregando os copinhos de gatorade a quem conseguisse pegar.

No funil de chegada presenciei uma cena lamentável, eu estava chegando e vi um colega corredor tentando desesperadamente obter uma garrafinha de Gatorade, mas o segurança se negava a dar, vendo que o atleta estava realmente precisando, peguei uma vasilhame e entreguei a ele, depois voltei para pegar um para mim, e escutei o mesmo segurança gritando: - VOCE NÃO PODE MAIS PEGAR!!!, isso mesmo, ele me disse que era apenas uma garrafinha para cada atleta!!?? e mais, cabeça quente e revoltado eu disse a ele : - Por isso é que no ano que vem não estarei mais aqui nessa prova!, e em resposta obtive: - ÓTIMO, O PROBLEMA É TODO SEU!!!!

O problema é todo meu sim, meu e de todos que buscam o mínimo de organização e respeito para com o consumidor e atleta, simplesmente esse BRUTAMONTES selou com chave de M....a sequência de más impressões que mais uma vez a turma da "desorganização" deixou para mim.

É uma pena, por ser "manezinho" de Floripa, torço, e torço muito para que essa e outras Provas sejam um sucesso de público e midia e que se tornem datas fixas no calendário esportivo da cidade, mas desse jeito fica difícil "defender" a prova e/ou convencer aos amigos de fora a vir para floripa correr.

Espero que a outra Meia Maratona organizada pela O2 e ASICS (junho/2011) apague esta péssima imagem e se torne a "verdadeira" Meia Maratona Internacional de Florianópolis"

Se você tem também alguma sugestão ou crítica a prova , escreva na sessão "comentários" deste blog.

ABRAÇOS

MARCOS ALEXANDRE

terça-feira, 22 de março de 2011

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO




O domingo amanheceu com a SUPER LUA teimando em fazer companhia ao Astro Rei Sol, o céu estava límpido e a temperatura amena, fazendo a maioria de nós ter de usar um casaco ou roupa mais quente para se proteger do friozinho.
Ao contrário no ano anterior o clima e o horário (mais cedo) para a largada ajudaram e muito aos competidores a baixarem seus tempos em relação ao ano anterior.
Ao chegar na "tenda SPRINT" já se percebia no ar que essa prova teria um "clima" diferente, mais leve, mais divertido, mais solto...
Minhas costas ainda doíam (leve contratura lombar) e estava com uma sede anormal (foi meu aniversário na véspera...hehehe!), e devido a não estar me sentindo nas melhores condições fui para a corrida descompromissado, fui pra curtir.
A princípio pensei em me juntar ao bloquinho verde (Victor, Nilson e Xande), mas me sentia tão bem que deixei minhas pernas me levarem...
E elas me levaram, o primeiro Km serviu pra aquecer e fazer a dor lombar ir desaparecendo e fiz um "pace" leve de 5:16 min/km, mas logo depois o ritmo aumentou sem que eu mesmo percebesse isso, e já Km 5 encontrei o DÉCIO (companheiro de SPRINT) correndo num ritmo bom e junto com ele segui até o km 8 numa média de 4:36 min/km.
Mas eu tava leve, com disposição até para posar pra fotos e tal.
Depois que o Décio disparou e fechou os 10 km a que tinha se proposto, não tive mais a companhia de ninguém da Equipe e passei a escolher "alvos" e ia a caça de cada um deles , mas é claro sem arriscar muito a ponto de quebrar lá na frente, eu tava me sentindo tão bem que alguns kms rodei pra 4:20 min/km, mas logo em seguida segurava a onda.
Os kms foram passando e eu continuava a me sentir tranquilo e forte, então quando cheguei no km 18 passei a socar bota e fiz o km 21 pra 4:05 min/km e finalizei os 300 metros finais voando pra 3:30 min/km!!!

Corri forte pois vi que o cronometro oficial marcava pouco mais de 1 h e 37 min e o Marcos Fiorentini (outro SPRINTUDO) havia me dito que ano passado meu tempo a ser batido era de 1 h e 38 min, e então fechei a prova com o GARMIN (GPS) apontando 21,310 kms em 1 Hora 37 min e 14 segundos!

Eu havia conseguido!!! Baixei meu tempo...mas depois em casa revendo meus históricos descobri que meu melhor tempo em Meia Maratona havia sido 1 h e 39 m e 51 s, ou seja eu tinha baixado de 02 minutos!!

Mas o mais importante foi a forma como terminei desta vez, nada de quase vomitar (homenagem ao faraco), nada de se jogar no chão pra recobrar o folêgo, nada de mal poder andar...eu tava INTEIRO, tava bem e disposto!

Essa foi prova foi meu PRESENTE DE ANIVERSÁRIO, foi a afirmação de que estou no caminho certo e que o trabalho vem sendo bem conduzido!!!

Minha felicidade se completou ao ver "SEO" Nilson chegando inteiro também, e depois meu grande amigo VICTOR conseguindo fazer a Meia em menos de 2 horas e por fim o XANDE chegando emocionado atrás de uma Máscara do OGRO Shrek!

E alguns minutinhos depois meu vizinho e amigão Amilcar também cruzou a linha de chegada e confirmou que está quase pronto para o MEIO-IRON de Caiobá!

Voltando para a nossa Tenda escutei as histórias de como cada um de nossa intrépida equipe tinha realizado sua façanha , dos trófeus, das metas atingidas e das alegrias e sensações de completude que se concretizara em cada um de nós.

Enfim foi um dia especial e para ficar guardado em nossas Lembranças!

Foi um PRESENTE DE ANIVERSÁRIO!!

Obrigado

Marcos Alexandre

segunda-feira, 14 de março de 2011

A PRIMEIRA PROVA DO ANO


No último Domingo (13/03) o dia amanheceu igual ao dias anteriores, ou seja, com muita chuva!!!!

Tudo levava a crer que a Prova "Corrida da Pedra Branca" estaria seriamente comprometida, em cada um de nós residia um certa dúvida se realmente o local reuniria condições mínimas para a prática do esporte ou se ao menos conseguiriamos chegar ao ponto de largada, devido aos inúmeros alagamentos que já assolavam a nossa Ilha.

Mas, Ogro que é Ogro não desiste nunca e contra todas as evidências aposta suas fichas na mais ínfima possibilidade de poder fazer o que mais gosta: CORRER!!!

Aos poucos os "verdinhos" foram chegando e em alguns minutos um verdadeiro mar verde tomou conta do local de partida causando verdadeiro assombro nos demais competidores e nos organizadores da prova.

A chuva caía insistentemente, mas menos insistente do que a nossa vontade em correr aquela prova e aos poucos o céu foi clareando e a nossa força mental venceu a interpérie do tempo e a largada já foi com poucos e isolados pingos de água.

Enfim partimos e na verdade o clima se mostrou muito propício para imprimir um bom ritmo e só esbarrou no grau de dificuldade da prova que devido as várias elevações deixou o nível de dificuldade alto, e um bom teste para quem vai fazer a famosa corrida "Volta a Ilha" no final de Abril.

O percurso misturou asfalto com rua de chão batido e muitas curvas, mas a organização da prova foi excelente e não deixou faltar nada aos competidores que pelo simples fato de terem acreditado e comparecido mereciam cada um um troféu reluzente para expor na sua sala de estar.

Eu estabeleci uma meta realista e esperava completar a prova com um pace médio de 4:30 min/km, mas no decorrer da prova e das subidas fui achando que esta meta não seria alcançada, então "desencanei" e fiz aquilo que pude.

No final fechei os 9,150 Km em 41:06 min com um pace médio de 4:29 min/km.

Gostei da prova, gostei do meu ritmo e acima de tudo gostei do espírito de garra e superação de todos que lá estiveram e em especial do pessoal da SPRINT que além de se superar abocanharam quase todos os troféus das categorias de 10 e 5 km!!!

Valeu muito pela experiência e foi uma grande estréia no ano de 2011!

Que venha a Meia Maratona de Florianópolis no dia 20/03!

Depois conto como foi...

abraços

Marcos Alexandre

domingo, 6 de março de 2011

O RETORNO

Após quase um ano sem postar nada neste espaço , resolvi enquanto aguardava um vôo para o Rio de janeiro, escrever um pouquinho sobre a rotina pós IRON.

Os dias que se seguiram ao IROMAN 2010 foram muito especiais, era um bocado de emails, torpedos, telefonemas , twitters, scraps....todo mundo me parabenizando pela façanha de ter completado meu Ironman.

Não tinha a menor noção de quanta gente tava me acompanhando neste desafio a que me propus, e agradeço infinitamente pela energia que cada um emanou e me fez realizar este sonho.

Mas, nem tudo são flores...o pós Iron trouxe alguns incômodos , dores surgiram, pequenas lesões e uma ressaca de treinos também, nos meses seguintes tudo o que eu queria era DORMIR!!!!

Dormir sem ter hora para acordar, poder dormir mais de 6 hs ....Ahh....quanto tempo não fazia isso!

Porem, esta fase também passou e já no mês de junho voltei ao treininhos, mas sem nenhum objetivo traçado , apenas manter meu estilo de vida de triatlon.

Só que este recomeço foi diferente, diferente porque dessa vez eu tinha Cia, e em especial a Cia de um cara muito parceirao, Ricardo Feistauer é um pequeno Ogro de quase 2 metros de altura , magro e definido, um egresso do handebol e que trouxe das quadras a garra e o companheirismo do esporte coletivo.

Juntos já realizamos diversas façanhas e agora estou podendo transmitir um pouco da minha experiência de IRON pra ele, afinal esse ano (2011) é o ano dele, a sua estréia!

Queria ter conhecido esse cara antes, mas parece que já nos conhecemos de longa data e vos confesso que quem me inspirou a voltar a escrever pro blog foi ele, ele me fez voltar a querer mais, querer novos desafios e por isso aqui estou e já treinando para Caiobá 2011.

Aos poucos volto aqui pra contar um pouco mais do que fizemos e que faremos ainda.

Como diz o Grande Fabiano Marques,

ABRAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSS

MARCOS ALEXANDRE

domingo, 20 de junho de 2010

Porque eu não fui ser jogador de futebol !!??

O texto abaixo foi retirado do blog (MAURO CAVANHA) que eu sigo e adorei o texto e as comparações , por isso repasso a voces!


É... como 99% dos brasileiros eu também já quis ser jogador de futebol!! Ainda lembro quando estava nas primeiras séries do Ensino Fundamental, e fui com meu pai fazer a inscrição na escolinha de futebol do colégio. Por sorte ou não, já estava lotada!
Minhas outras opções eram Judô ou Natação.
Optei pelo Judô, sempre fui fominha nos treinos, queria logo trocar de faixa!
Lutei por 3 anos, quando fui convidado treinar na equipe mais forte, que treinava anoite, meu pai achou muito tarde e não deixou, desisti porque não queria treinar na equipe mais fraca. Já tinha pretenção de ser profissional em um esporte.Foi então que a Fernanda Keller fez sucesso e pela televisão conheci o IronMan!!
Pronto, tava lascado!! A partir desse dia eu queria ser um Homem de Ferro!!!
Ahh se eu soubesse o trabalho que da ser um triatleta!! E olha que ainda nem competi um IronMan, prova que dura mais de 8 horas!!
Durante os treinos ou mesmo competindo, quantas vezes já me perguntei o porque escolhi um esporte tão exigente, que precisa de tanto empenho e dedicação!!
Triatleta passa um terço do dia treinando!!
Jogador de Futebol nem precisa treinar todo dia...
O trabalho é árduo e o reconhecimento parece tão distante...
Jogador de Futebol ganha a segundona do Estadual e fica milionário...Triatleta, pra ser milionário, tem que ganhar o Mundial e mais a Mega-Sena!!
Em época de Copa do Mundo me faz pensar ainda mais, lá estão os heróis da pátria, e o Brasil inteiro segue seus passos, desde a formação do elenco até a saída triunfal quando deixam sua nação...
Jogador de Futebol quando viaja nem precisa fazer check-in, passa no tapete vermelho, são assediados pelo público e aterrizam na janelinha do piloto...
Triatleta tem que fazer check-in, depois ir na lojinha pagar a taxa da bicicleta, e sem ser notado vaí até o fundão do avião!!
Tem dias que os treinos não rendem, e tem dias que não rendemos nas competições...
Jogador de Futebol quando tá cansado, senta no banco dos reservas...Triatleta cansado... já era!!
Levando todo dia o corpo perto do limite, as vezes ultrapassamos e surgem lesões...
Jogador de Futebol se machuca e continua recebendo salário por meses...
Triatleta se machuca e tem que correr atrás de dinheiro pra fisioterapia!!
As refeições são controladas...
Jogador de Futebol se hidrata com cerveja e é guerreiro...Triatleta bebe água e no máximo é o motorista da rodada!!
Tanta dedicação as vezes precisa de uma folga...
Jogador de Futebol depois do treino vai pro pagode...Triatleta depois do treino fica imprestável...
Mas o descanço não pode ser longo, seus adversários estão treinando...
Jogador de Futebol são 11 contra 11...
Triatleta é 1 contra 100!!
Quanto maior o desafio, maior é a vitória!! O triathlon é um esporte que o faz crescer como pessoa, conhecer seu próprio corpo e controlar sua mente. Foco, disciplina, determinação e superação viram hábitos...
Em alguns esportes você precisa ter uma bola...
No Triathlon é preciso ter duas!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O DIA!!!


Complicado escrever em poucas linhas o que aconteceu numa batalha de mais de 12 h!

É preciso voltar no tempo e perceber que esse sonho começou há DEZENOVE ANOS atrás, sim isso mesmo!

Foi em 1991, Eu então naquela época um estudante universitário com 19 anos resolvi participar de um tal de "short-triatlon" organizado pela perseverante "NAIDA", da FETRISC, e foi ali no cantinho da LAGOA que tudo começou, eu mal sabia nadar, pedalei com uma "bike" de R$ 50,00 e corri atabalhoadamente pra completar os 5 kms que restavam pra fechar a prova. Pobre Marcos! Mal sabia ele que o futuro lhe reservara um DESAFIO bem maior e exatamente com o dobro da idade que contava à época.

Então muita água rolou desde lá, desde o dia em que ao ver um amigo completando um IRON tive a infeliz idéia de perguntar para o Paulinho se eu tinha condições de fazer o mesmo, e ele respondeu com segurança: SIM VOCE PODE! PRECISA APENAS DE 2 ANOS!

E assim foi que comecei a epopéia que culminou nesse dia de 30 de maio de 2010.

No inicio nem Bicicleta tinha e não nadava há 19 anos, mas achava que sabia correr...

Foram inúmeras noites dormindo pouco, manhãs de pedal na chuva, horas e horas de muito suor na solidão, dúvidas, certezas, angústias, fé e um sonho, sonho de ser um IRON!!!

Pois bem! O Dia chegou!! E lá estava todos aqueles que de uma forma ou de outra fizeram parte desta longa viagem.

Já na escuridão da madruga estávamos reunidos na sala da nossa casa de Praia Eu, minha "IRONWIFE" Priscila, meu Pai (também um vencedor), minha Mãe (sempre zelosa e preocupada) e minha Irmã (guerreira como Eu) Fabi. Últimas palavras de carinho e de apoio, recomendações, conselhos, enfim...

Passavam alguns minutos das 5 horas da madruga e já encontrei meu amigão OSNI, ele também se preparando para realizar esse sonho maluco, trocamos algumas impressões do que sentíamos a poucas horas da largada, e partimos para a "pintura" dos números nas pernas e braços, devidamente "tatuados" fomos para a beira da praia onde no caminho encontramos o Treinador Paulinho que ali mesmo já me ajudou a colocar a roupa de borracha (e que ginástica...rs) , pronto, no caminho ainda encontrei com o companheiro de equipe , PUMA e sua fiel escudeira TUCA, eles também ansiosos pra realizar o sonho de mais esse abnegado triatleta.

Com eles também estavam SABINE (fotografa, jornalista, corredora, team-leader...) esposa do nosso Treinador e minha irmã FABIANA que naquele instante estava agoniada para "sacar" uma foto comigo.

Seguimos então Eu e Puma para linha de largada da natação, empurra daqui, aperta dali e enfim achamos nosso lugarzinho e paramos para ouvir o Hino Nacional, pausa para um sentimento de patriotismo misturado com nervosismo e já ali escorreram as primeiras lágrimas de minha face, impossível conter a emoção, impossível não lembrar do caminho percorrido até ali.....

De repente veio o som da buzina e lá fui Eu correndo em direção a água na Cia. de mais 1649 atletas, nadei tranqüilo escolhi um caminho diferente que me ajudou a não sofrer os esbarrões normais da primeira bóia e segui num ritmo confortável até o primeiro funil onde passei trotando pela praia e onde vi meus familiares e amigos me dando aquela força e ainda consegui escutar a Pri e a FABI berrando: "cuidado com o buraco", elas se referiam aos buracos formados pela força da maré na beira do mar, segui o conselho e nada sofri ao entrar na água.

A última "perna" da natação fiz num ritmo mais forte e quando já visualizava o Balão da chegada comecei a mentalizar minha transição para a bike.

Sai da água com 1 hora e 10 min! Muito bom mesmo! Trotei tranquilamente recebi mais apoio da família e amigos e fui para a transição.

Seo Edison (sogrão) tava lá e me deu aquela força (é impressão minha ou já tava chorando?...hehehe).

6 minutos depois já estava saindo e pegando a Bike, onde mais uma vez encontrei meu amigo OSNI, me atrapalhei um pouco pra subir na bike e acenar para a Fabi e demais e acabei derrubando a garrafinha de água no chão, mas pronto.... Parti!

O inicio da Bike foi muito legal, passar no meio daquela multidão de gente e ir visualizando aos poucos toda aquela torcida linda que ali estava pra me ver e me ajudar, é de arrepiar, estavam todos lá, tanta gente que eu tenho até medo de esquecer alguém...

Todos com as camisas verdes feitas especialmente para o grande dia ou com as camisas verdes da equipe SPRINT, GENTE VOCES SÃO DEMAIS!!!! (to emocionado aqui escrevendo isso!)..... pausa...pra enxugar as lágrimas....

Amigos que por muitas vezes tiveram que escutar um NÂO á convites para encontros sociais e comemorações, família que teve que meio a contragosto ficar um pouco mais distante de mim no dia a dia e finais de semana, pessoas que meio sem entender tiveram que conviver com um MARCOS diferente, mas que tenho certeza HOJE passaram a compreender o valor que isso tinha em minha VIDA!

Com essa energia eu pedalei como nunca os primeiros 90 kms e no caminho fui encontrando outros amigos, na Beira mar lá estava a Tamara (que quase não me viu) e o QUICK com sua câmera espetacular, encontrei também com a Tia MARISE que parecia se multiplicar estando em todos os lugares durante o trajeto também tirando belas fotos e me dando força.

Ah, também encontrei o XANDE (stud) na Beira mar, companheirão de treinos e que no ano que vem terá meu apoio no seu IRONMAN!

Voltando pela SC 401 na primeira volta tive também a Cia. motorizada do Mestre PAULINHO e Alexandre que de cima da moto me passaram novas instruções e me davam forças paras as subidas mais íngremes!

Quando me aproximava dos 90 km já comecei a pensar que ia rever os "meus" e assim foi já perto da Av. Búzios lá estavam os "verdinhos”, lá estavam Sabine, Dani, Kadinho, Vanessa, Edu, Marta, Marcos Fiorentini, Jô, Jade, Atílio, andréa, Mauro, cláudio....ufa!

Na Curva da volta no caminho do "special needs" (que virou "fashion needs"...????) estavam lá GABI, CAMILA, AMILCAR, CAIO, GABRIEL, MONICA, JUNINHO, TATI (e LUCAS chutando muito!!!), MARCELO, TINA, MARCELA e minha Sogrona Pé quente Dona ELZA!.

Peguei o special needs com a Fabi, deu um oi para minha amada esposa e meus queridos e guerreiros Pais e parti pra segunda volta.

Eu já tava me sentindo meio "estranho”, me sentia meio enjoado e "empanzinado" e olhei para minha barriga e eu tava começando a inchar, fui tirando tudo da sacola e colocando nos bolsos, mas estava em dúvida se conseguiria comer mais alguma coisa.

Na ida pro Centro fui "escoltado" pelo Kadinho e Xande, e na volta também, mais uma vez vi mais alguns amigos, nesta altura o vento já tava mais forte, nos últimos 20 km a chuva começou a apertar e 03 Carbo-gel depois minha Barriga já tava de 4 meses e meio!

Km 175 e eu já sabia que estava próximo de rever VOCES, isso me fazia voar e aumentar o ritmo das pedaladas, dessa vez recebi apoio também dos familiares do PUMA e da Ana Karina, do Pezão, do Fabiano....

Ah, não posso esquecer também dos anônimos, muitos mesmo me aplaudiam e berravam meu nome, como que reconhecendo a vital importância desta energia para um IRONMAN.

Finalizando o Ciclismo mais uma vez encontrei aquela turma, agora encorpada com a presença da minha Tia Graça, meu Tio Max (foi ele que me inspirou a começa correr muitos anos atrás....), agora eu sabia que tinha ultrapassado mais da metade da prova e apesar de sentir muita dor no abdômen e incomodo pelo inchaço sabia que a corrida era a minha "praia"!

Eu tava feliz, não senti dores "fortes" na lombar, minhas pernas ainda me respondiam e agora eu não dependia de nenhum equipamento (bike), só de mim!

A corrida começou a já na primeira passagem pela torcida, vi que mais uma vez novos amigos se juntaram e pude ver meu "pequeno" Dindo Adalberto e sua esposa Roberta, Sandrinho, Fabíola e o seu Nilson e esposa.
De repente escutei : "Vai Neni!..." mas a voz não era da Pri , era a ELIETE, valeu sua FIGURA!!!

Na primeira curva em frente ao "Il Campanario" tive ao meu lado correndo (lembrando os treinos longos) meu sócio e irmão VICTOR HUGO, ele corria ao meu lado e dizia "vamos, vamos, tu tá demais! " e eu via nos olhos dele lágrimas de alegria!

Na reta passando pelo Posto ESSO estava a família do Puma, mais gritos mais energia!

Na curva da SC 402 ganhei a parceria de uma Xará (Marcos) que veio lá de Alagoas com mais 5 amigos pra fazer o Iron, era até engraçado, eu com calor e ele com Casaco "corta-vento" e sentindo muito frio, chegamos junto na base do morro de Cana-jurê e então ali encontramos a Tia Marise que tirou várias fotos e nos deu mais um empurrãozinho morro acima.

Subimos o primeiro morro (menor) correndo, mas no morro conhecido como “A BESTA" não conseguíamos impor um ritmo e percebemos que caminhar com passinhos curtos e rápidos era mais eficiente e assim fizemos e vencemos aqueles morros todos.

No final da Madre Vilac em Canasvieiras encontrei com o Seu Nelson e o Fernando que vibraram muito ao me reconhecer, enquanto o Alagoano exclamava: - Ó Xente! Sua Família é grande mermo!!!

Voltamos encaramos "A BESTA" e mais uma vez MARISE tava lá, firme e forte, e no caminho já pude visualizar a minha frente o DANIEL CARVALHO, amigo, médico, atleta e confidente de treinos, que lutava pra completar também essa primeira perna de 21 kms.

Avenida dos Búzios mais uma vez, mais uma vez iria ver meus torcedores, a essa altura já tinha dito pro Marcos do Nordeste se "mandar" porque tava num ritmo melhor do que o meu, mas quando me aproximava do Jurere Open Shopping já recebi o apoio do Seu Nilson que só dizia: "Marcos, marcos...esse Marcos...!!!"

E lá estavam ELES de novo, todo mundo berrando , me ajudando, dizendo Vai, vai....eu eu Fui ...
Olhei para a esquerda e no meio da multidão pude ver meu amigão FARACO e a ALINE, que num simples olhar me disse tudo...ele foi um dos primeiros a compartilhar esse sonho comigo! VALEUUUSSS!!! PARCEIRO!

Sem perceber passei o Alagoano de novo e o deixei pra trás, e me mandei!

Com "gestação" de 5 meses eu peguei a dica do Paulinho e comecei a tomar PEPSI nos postos de hidratação e esse foi meu "suplemento" dali em diante, me dava uma energia instantânea e auxiliava a esvaziar aquela Pança...o que liberava um pouco mais de espaço para meus pulmões me ajudarem a terminar a prova.

Veio de novo a curva do Il campanario e mais uma vez ele estava lá, Victor, mais uma vez correndo ao meu lado e agora com os olhos ainda mais vermelhos...

Fiz a volta curta de 10,5 km com a Companhia do Paulinho e do Kadinho (de bike) até o ponto em que o Paulinho disse vou lá levar o Puma "para casa”, era isso, naquele instante eu sabia que meu Parceiro de equipe estava terminando e se tornando um IRON!!!

Novamente Av. Búzios, passei meu amigo DANIEL, cruzei com o OSNI no sentindo contrário, me sentia mais tranqüilo, Eles também estavam bem.

De repente surge correndo no Canteiro Central de Jurere, o corredor voador Cassiano, que sorria e como que quase pulando, parecia me admirar e dizia: "marcos...como vc tá bem! Vc tá ótimo!...vamos...! Vindo de um atleta de alto nível como ele (vencedor de do desafio PRAIAS E TRILHAS e outras) isso era mais do que um elogio era uma força propulsora!

Já era noite e ficava mais difícil de ver as "caras" na torcida, passei a escutar apenas e reconhecer aquelas vozes familiares me enchendo de energia e finalizei a volta, faltavam pouco mais de 10 km!

Curvinha do Il Campanario...e quem estava lá ???? Victor Hugo ...rs

- Faltam 8k apenas, vamos, você já venceu! (dizia ele)

Nessa hora eu começava a ter a certeza que eu conseguiria, ao mesmo tempo, parecia que cada Km estava se alongandoooooo mais e mais...

Paulinho e Kadinho de bike ia do outro lado do asfalto me dizendo palavras de apoio e motivação, eu ia passando outros corredores, que a essa altura caminhavam, paravam, quebravam... eu seguia devagar mas constante, lembro-me de um senhor que eu ultrapassei e que a cada passada que dava urrava de dores e isso me afetou por uns instantes, mas logo voltei ao foco e pensei apenas na minha prova e nada mais.

Reta da Av. Búzios!!! Km 38! Faltavam apenas 4 kms...só 4!

De repente faltava 3, vi seu Nilson de novo, e mais a frente Kadinho berrou - Faltam DOIS NEGÃO!! ESTICA E DÁ-LHE!!!

Nessa hora juntaram-se a mim, correndo ao meu lado Victor e Marcos Fiorentini, comecei a avistar o portal de chegada, parece que tudo desapareceu a minha volta, as dores sumiram, enchi os pulmões de ar e parti como louco pra chegada, nessa hora dizem meus companheiros, eu já corria abaixo de 5 min por KM!

MEUS DEUS! TO CHEGANDO! Pensava Eu, vi todo mundo, vi tb minha prima Gabi, vi todos, a torcida Berrava MARQUINHO, MARQUINHO!....TIMBA, TIMBA!!!,...me arrepiei todo , senti um orgulho enorme de ter VOCES ali...eu parecia ser O CARA...todo mundo me olhava e o coro da multidão aumentava, eu já não escutava mais minha respiração, só sentiu meu CORAÇÃO batendo forte!

Já me seguiam ao lado, Marta, Marcos, Edu, Vanessa, Victor.....

Peguei na mão da minha maior torcedora, minha companheira, minha super parceira, a mulher que eu AMO e que queria que cruzasse aquela linha do meu lado...e assim foi feito !

EU CONSEGUI !!!! EU SOU UM IRONMAN!!! INEXPLICÁVEL!

Meu sonho se realizou, 19 anos depois, 02 anos de treinos, 20 mil km de pedaladas, outros milhares de corrida, muitas piscinas de nado...muitos chopps a menos, muitos vinhos a menos, muitos shows perdidos, festas interrompidas, almoços em família adiados, Casamentos que não pude prestigiar..enfim....muito foi feito para se construir esse IRONMAN!

E ele não é só meu é de VOCES!

A meus Pais que lá estavam o dia todo sob chuva ou sol e que nessa reta final agarram o meus sonho com fervor, MUITO OBRIGADO!

Ao casal Jr e Tati que cederam sua residência para que todos pudessem ter um QG para dar o apoio que foi tão fundamental! OBRIGADO!

Ao Mestre, com Carinho, MUITO OBRIGADO! VOCE TB É UM IRON!

À minha mana FABI que começa também a da suas corridinhas e que também se mostrou uma guerreira nesse dia, OBRIGADO!

A ELA minha querida NENI, PEQUENA, minha PRI, só posso te dizer simplesmente: TE AMOOOOOOOOOO!

E a todos que estavam lá e que nominei no decorrer deste longo texto, queria poder agradacer a todos um a um pessoalmente, queria abraçá-los de novo, quero poder um dia de alguma forma retribuir ...sei lá..MUITÍSSIMO OBRIGADOOOOOOOOO!



Marcos Alexandre

domingo, 17 de janeiro de 2010

CONFISSÕES DE UM IRONMAN...

Hoje depois de mais uma semana de treinos que finalizaram com um “Pedal” de 90 kms resolvi compartilhar com vocês como tem sido a minha vida de um aspirante a IRONMAN...

Quando decidi que iria treinar para realizar essa proeza de nadar 3800 m, pedalar 180 kms e correr 42 Kms não tinha a menor noção das mudanças que essa decisão teriam na minha vida.

E ainda não sei bem que transformações já sofri e ainda estou por sofrer, mas durante minhas longas horas em cima de um Bicicleta tenho muito, mas muito tempo para refletir sobre...

A primeira delas é que quando passei a treinar para o IRON assumi um grande compromisso perante meus amigos e familiares e acima de tudo um grande compromisso comigo mesmo!

Outra coisa que tem me chamado a atenção é que por ser um esporte para poucos, poucas são as vezes em que corro, nado ou pedalo acompanhado, tenho passado bastante tempo isolado em meu mundo de treinos e com isso velhos e bons parceiros se afastaram de mim e SINTO FALTA deles!

Já não posso mais compartilhar resultados, sentimentos, realizações e sensações, parece que estou indo num caminho diametralmente oposto ao deles!

É paradoxal isso! Pois exatamente no momento em que mais precisamos expor nossas impressões sobre a evolução dos treinos menos encontramos ouvidos dispostos a nos escutar, não sei se talvez quem treina para o IRON (pela primeira vez) tende a superestimar suas agruras e isso nos distancia das pessoas, ou talvez, somente quem já fez ou está por fazer um IRON é que pode sentir e compreender melhor nossos sentimentos.

Irônico isso!

Outra transformação que é nítida é que depois que entramos nessa “loucura” de treinos uma coisa se torna normal para nós, NADA NOS ASSUSTA MAIS, é isso mesmo!

Aquela barreiras antes intransponíveis agora são apenas questão de tempo para serem derrubadas e cada passada, braçada ou pedalada me sinto mais forte, como se fosse uma rocha em processo de formação.

Creio que isso não se restringirá as barreiras do esporte e suspeito que na Vida também estou ficando mais forte.

Bem...sigo firme e forte em meu propósito, sigo refletindo, sigo sofrendo, sigo sorrindo, sigo realizando, sigo na fé de quem crê na vida, crê em si e em Deus!

Faltam pouco mais de 4 meses e a cada dia o foco será maior, obrigado por me escutarem!

AH...feliz 2010 a todos!!!

MARCOS ALEXANDRE

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A PRIMEIRA ALEGRIA!!!

Parece obra do acaso, isto se voce acredita no acaso....

Mas logo após meu co-blogueiro Faraco ter publicado o texto sobre o “choro do Mário” e sua primeira corrida, me aconteceu algo inesperado e gratificante e que tem tudo haver com o post anterior.

Para entender um pouquinho mais deste fato é preciso voltar algumas décadas na minha vida.

Era inicio dos Anos 90, minha vida universitária começava e com ela novas amizades surgiram e uma delas em especial foi muito importante para mim, começamos a farrear juntos quando viajamos para um congresso de administração em Goiânia, lá criamos o “Melancésio”, conhecemos o “Serra Dourada”, a Balada de Goiânia entre outras coisas.

Desde então nossa parceria cresceu e fomos para outros Congressos em Recife e Maceió, e mesmo após a formatura a vida nos colocou de novo no mesmo caminho, trabalhamos juntos na Montagem da Pizza Hut em SC, nos esbarramos na “Califa” e enfim nos tornamos grande amigos.

Mas até então éramos amigos de Bar, festas, viagens, porém em uma coisa não nos parecíamos, eu tinha uma estranha mania que ele não compreendia na época, enquanto ele ia pro Mercado Público aos sábados de manhã beber uns Chopps com a turma eu preferia correr a esmo pelas ruas e praias de Floripa.

Depois ele foi pra Sampa conquistar o mundo e nos encontramos algumas vezes ao ano e ele sempre me perguntando se continuava correndo, e eu respondia – Cada vez mais!!! E contava um pouco das últimas corridas e aventuras.

Já fazia muitos meses que não conversávamos quando um dia ele me chama no MSN e diz

– Marquinho, to seguindo teus passos!!!....

Num primeiro instante eu não entendi nada, mas depois ele me explicou que estava treinando com uma “personal” de corridas em SP e que já havia eliminado 12 kgs em 06 meses e que se preparava para a sua primeira prova:

http://o2porminuto.uol.com.br/nightrun/sp/index_sp.html

Não pude esconder minha alegria e orgulho em saber que de alguma forma a minha “estranha mania” estava inspirando outras pessoas e mais importante que isso resgatando antigas e grandes amizades!

Ora pois, já estava me preparando para dormir após um longo sábado de treinos quando toca meu telefone e meio sonolento atendo a ligação, era ELE, LAURO ANDRADE FILHO, me relatando que ele tinha completado a Prova, os primeiros 5 kms valendo! Estava saltitante e entusiasmado, disse que foi muito bom, que o evento tinha bandas de rock e tal...mas que acima de tudo ele estava realizado e nas palavras tava “encarnado” nesse Vício de Correr!!

Eu fiquei quase sem palavras, quando ele disse que ao terminar a prova ele precisava ligar para mim e comemorar juntos essa grande vitória!

É muito gratificante saber que mesmo a distancia podemos influenciar positivamente nossos conhecidos, amigos e até desconhecidos.

É inspirador poder fazer parte e compartilhar da “Primeira Alegria” do mais novo Corredor!

Foram 5 kms em 29:54 min, mas que com certeza ficarão para sempre na memória do meu amigo Lauro.

PARABÉNS MEU AMIGO LAURO!!!!

Voce resgatou mais do que nossa amizade, resgatou mais ainda minha vontade de seguir em Frente e correr em busca de novos horizontes desafiadores.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Choro do Mário

Gostaria de ter a mesma inspiração que tenho pra correr na hora de escrever. Não é que eu corra melhor que escreva, nem que escreva melhor do que corra. É simples explicar! É que ultimamente tenho mais vontade de correr do que escrever aqui. Mas hoje um amigo corredor me trouxe uma inspiração...

Estava vendo o "Bom Dia Brasil", da rede Globo e entrou no ar a Coluna "Correndo Atrás", com o nosso querido Mário, que está vencendo novos desafios na vida, utilizando a corrida como aliada. Mas a cena que me inspirou foi o choro do Mário ao final da corrida de 7,3 Km no entorno da lagoa, no Rio de Janeiro. Aquele choro é bem significativo.

Lembro quando completei meus primeiros 3 km, antes mesmo de treinar com o mestre Paulinho. Eu vibrava como se fosse um gol, em plena beira-mar. Ninguém entendia nada. Na corrida é assim... Cada pequena etapa vencida, é uma grande vitória.

Daí que olhei pra trás e pra frente e vi bastante coisa nessa história. O Mário do "Correndo Atrás" me fez lembrar que desde aqueles meus primeiros 3 km já fiz muita coisa. Primeiro passo foi ter a orientação segura do Paulinho. Eu morria de medo de enfartar na beira-mar, aos 30 e poucos anos. Com Paulinho aprendi a correr bem e seguro, com saúde. Segundo passo foi encarar as corridas de revezamento, como a Volta à Ilha e o Moutain Do, minhas preferidas.

Depois disso vieram a Maratona de Curitiba 2008, a São Silvestre também no ano passado e a Maratona de Florianópolis deste ano. Desafios individuais e vencidos quilômetro a quilômetro.

Mas vou dizer pra vocês, o mais legal de tudo é aquela sensação que o Mário teve. Eu lembro de ter tido a mesma sensação em algumas das provas mais significativas. Como a Maratona de Curitiba, que me fez chorar como criança na linha de chegada. É uma sensação inexplicável e que não tem preço que pague.

Agora estou aqui, louco pra correr de novo uma prova como estas todas. Já estou inscrito para a São Silvestre e na ansiedade de chegar logo, mas antes ainda há muito treino pra treinar e quem sabe algumas linhas pra escrever - é isso mesmo, acho que vou voltar a escrever aqui mais periodicamente. Não é uma promessa, é uma intenção.

Parabéns Mário - fiquei feliz por você!

Quem não viu a matéria do Mário cedinho no "Bom Dia Brasil", pode acessar este link - http://colunas.globoesporte.com/correndoatras/2009/11/03/a-materia-do-bom-dia-brasil-de-hoje/#comments

Abraços,
Faraco

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A GALERA!!!!

Hoje é sexta-feira!!!

Para muitos seria motivo de alegria pelo fato de estar acabando a semana, mas para mim o motivo de alegria é outro, é que amanhã tem treino Coletivo!!!

Sim, amanhã sábado temos aquilo que já está se tornando tradição àqueles que estão treinando sob a “batuta” do mestre Paulinho.

No início não parecia que essa idéia de Treinos Coletivos aos sábados ia “pegar” e me lembro minha sensação de desânimo naquele primeiro treino coletivo no Horto Florestal do Córrego Grande.





Eram apenas Eu, a Sabine (esposa do Mestre), a Jô e o mestre Paulinho.

Era dia 02 de maio deste ano e só 02 alunos apareceram.

Ah...preciso ser justo! O Faraco também apareceu, mas já eram 11 horas da manhã e ele chegou de calça jeans só para nos dar um “oi” .

Depois desse dia passaram-se mais alguns finais de semana até Mestre Paulinho voltou a carga e reiniciou os treinos coletivos.

No dia 16 de maio já vieram mais “pupilos” e a idéia começou a prosperar.



Na Foto acima a presença dos “Xandes”.

E assim fomos seguindo a cada final de semana mais e mais carinhas novas fora se agregando ao grupo e entendendo a importância desde momento, oportunidade de trocar dicas, sentimentos, angústias e de se remotivar para mais uma semana.



E então aí nessa foto acima, vemos que a persistência do Paulinho valeu a pena e no dia 07 de junho era essa a “ A GALERA” que compareceu pra treinar!!!!

No último sábado, dia 14 tivemos a presença de um convidado MUITO ESPECIAL, que veio prestigiar nosso encontro semanal, mas sobre ele vou deixar meu co-blogueiro falar....


Abraços

Marcos Alexandre




sexta-feira, 5 de junho de 2009

O OUTRO IROMAN.....


Há tempos venho ensaiando para escrever sobre este assunto, talvez a princípio possa parecer que o relato de hoje nada tenha haver com este blog, mas no decorrer dos fatos veremos mais similitudes do que poderíamos imaginar.

Tudo começou em setembro de 2006, era um tempo em que minha vida estava correndo as mil e uma maravilhas, eu estava muito feliz e me preparava para me casar com a pessoa mais especial deste mundo, minha esposa Priscila.

Foi quando, lembro-me como se fosse hoje, o telefone da academia tocou e era para mim!

Como diabos tinham me achado ali? Era a minha noiva (na época) me dizendo para ligar para minha mãe com urgência, sem piscar liguei para ela, e recebi a notícia mais triste em minha vida, meu Pai estava com câncer!!!

Naquele instante um turbilhão de sentimentos e pensamentos passaram pela minha cabeça, parecia que uma BOMBA tinha estourado na minha vida!

A vida é assim! E é por ela que lutamos!

Naquele dia se iniciava uma Maratona com todas as nuances e dificuldades que uma prova como esta exige.

Em outubro de 2006 meu Pai passou por uma grande cirurgia para retirada do Tumor e parte do intestino, e em seguida fez tratamento com quimioterapia por 06 (SEIS) MESES, tendo inclusive ido ao meu Casamento com muito sacrifício.

Após este tratamento passaram-se mais de 02 anos e quando tudo parecia ter se resolvido, um exame de rotina detectou uma anomalia, e então mais uma vez a doença mostrava seus “dentes”, ela estava de volta, e mais uma batalha se inciava.

Foram 02 (DUAS) cirurgias em menos de 21 dias, um RIM a menos e quando já estava recuperado mais uma vez a notícia veio como um duro GOLPE para ele e para todos nós, a doença persistia e agora nem mesmo os médicos tinham um consenso entre eles.

Mais uma vez a persistência e a tenacidade deste “Homem de Ferro” o fizeram percorrer inúmeros consultórios, realizar uma batelada de exames e decidir com o apoio de sua família, que apesar das inúmeras dificuldades, valia a pena sim lutar!

Lutar por um sonho que por muitos não é valorizado, lutar pelo simples ato de Viver!

Desta vez o campo de batalha foi São Paulo, e lá se foi meu Herói, contando agora com todo o apoio de especialistas da área nutricional, psicológica e fisioterápica.

Desta vez houve uma preparação específica, havia um objetivo e havia nele características dignas de um IRONMAN, obstinação, persistência, foco, disciplina, fé e resistência e muita resistência!

E assim como numa prova de IRONMAN foram 11 (0NZE) horas de cirurgia, uma quimioterapia intra-peritonial (realizada diretamente dentro do abdômen) e mais uma vez meu Pai resistiu, mas uma vez a força dele nessa batalha foi preponderante.

E hoje, 13 dias depois ele já está livre dos tubos, drenos, sondas e dos pontos e com um prognóstico otimista de que valeu a pena Lutar!

A guerra foi longa, mas cada batalha foi vencida, assim como cada etapa de um IRONMAN é conquistada, assim como numa prova há momentos de incerteza, há momentos de exitação, de dor e de angústia, mas o espírito guerreiro destes Homens os fazem especiais e cada um em seu universo é um exemplo para todos nós.

Lembro-me que dias antes da cirurgia disse ao meu Pai:

- Pai, eu quero te ver lá...quero te ver na chegada do IRONMAN ano que vem, é por você que eu vou completar essa prova!!!

Naquele dia éramos só incerteza, hoje há uma certeza : VAMOS ESTAR LÁ!

DIA 30 DE MAIO DE 2010 QUERO TE DAR UM ABRAÇO , UM ABRAÇO DE UM IRONMAN PARA OUTRO IROMAN!!

TE AMO PAI!

Marcos Alexandre

sábado, 30 de maio de 2009

Homenagem aos Irons!


Hoje venho aqui não pra contar uma história minha. Estou aqui pra repassar a todos vocês leitores deste blog um relato especial.


Esta semana que passou, me dediquei a escrever uma nova coluna no DC, Diário Catarinense. Desta vez o assunto foi o Ironman, que vai ser realizado neste domingo, dia 31. Como resultado das colunas recebi de um leitor, um e-mail especial, com um relato também especial.


O leitor Wanderley Horn Hulse, atleta também, que já completou TRÊS vezes o Ironman, me presenteou com este texto emocionante que tenho enorme satisfação de colocar aqui.


É uma homenagem a todos os Irons, que vão fazer a prova neste domingo. Ao meu co-blogueiro, amigo-irmão Marcos também. Acompanhem:



Eu acreditei, eu voltei, enfim, eu consegui.Bem, todos os amigos e familiares sabiam da imensa necessidade pessoal que eu tinha em terminar a prova do último dia 25 de maio (Ironman 2008), de preferência de bem com a cabeça e a saúde. Depois dos dois primeiros Irons (2004 para 12 horas e 44 minutos e 2005 para 12 horas e 30 minutos), da interrupção nos treinos devido a trombose nas minhas pernas (final de 2005), do difícil retorno, enfim chegou o grande dia.

A natação foi muito boa, saímos, eu o Tiago juntos e assim fomos até por volta de uns 500 m. Foi então que eu levei uma leve porrada que deixou o meu óculos no meio da testa. E agora, se parar para arrumar, alguém me atropela. Nadei mais um pouco até conseguir um espaço para, bem rápido, arrumá-los e poder seguir em frente. Quando cheguei na praia, olhei no relógio (1 hora e 20 minutos) e já saí xingando: "que merda, treino pra caramba, nado e não consigo melhorar o meu tempo".


Ao chegar na tenda de troca vi o Diego, logo após o Tiago, comecei a ver que já não tinha nadado tão mal assim. Depois, conversando com a galera, cheguei a conclusão que a minha natação foi muito boa. Fiquei bem contente, afinal a corrente estava bem forte e o tempo de todos foi bem alto, parecia ter uns 4.000 m.

Logo no começo do pedal o Tiago já saiu que nem doido e foi-se embora. Parecia um coiote ligeiro, eu diria um Papaléguas. Logo no início, no valão, caiu minha sacola com as comidas, tive que parar e sair catando no meio da rua. Tudo tranquilo. Foi então que encontrei o Dieguito e fomos revezando e pedalando praticamente juntos até por volta do Km 45. Lá perto do Floripa, passou a Vanuza, minha primeira treinadora de Triathlon.


Fiquei mais contente ainda com a minha natação, afinal sempre nadei pior do que ela. Aos poucos acabei ficando para trás. Estava preocupado em me poupar para a corrida. Afinal não havia treinado tanto assim os longos e o final da maratona poderia ser muito difícil. O calor começava a apertar. A cada retorno olhava e observava o nosso nobre Éder, parecia um cachorro louco, pedalando pra caramba. encontrei o Mano com a bike quebrada lá perto do morro do Jardim da Paz, coitado, deu pena, não tinha como ajudá-lo.

Nos 90 Km, parei, saí da bike, fiz um breve lanche, conversei rapidamente com a família e amigos, recebi uns empurrões e saí em disparada para completar os outros 90 Km. Esses sim, foram bem sofridos. Cruzei com o Daniel Tatoo, parado, perto do Armazém Vieira, esperando chegar uma ajuda, já que a sua bike estava com o pneu furado. Enfim, parecia que não acabava nunca, não achava uma posição legal no clip que me deixasse mais a vontade. Fiz essa última parte praticamente sentado, sem o apoio do clip. Tudo bem, estava bem tranquilo, como escrevi no começo, queria mesmo era terminar. Passei por alguns atletas e fui passado por muitos, enfim, faz parte.

Quando comecei a corrida, olhei no relógio e era exatamente 2 horas e 45 minutos da tarde. Lá estavam novamente meus amigos e minha família para me empurrar. Comecei, bem devagar, 6 min/Km de média para ver se minhas pernas iam se acostumando aos poucos. A companhia da minha filha Renatta, que, de bicicleta ia conversando comigo e passando alguns suplementos de comida e bebida, me ajudou muito.


O coração começava a bater mais forte. Saindo de Jurerê, após levar algumas ameaças dos fiscais, ela foi embora para o pórtico e me deixou seguir sozinho para o fim do mundo, ou melhor, rumo aos morros de Canajurê. E lá se foi a média para uns 7 min/Km. Até chegar em Canasvieiras, por volta do Km 15, estava tudo bem demais. A média bem baixa, cerca de 6 min/Km, para conseguir chegar inteiro ao pórtico. Já na volta, lá perto dos morros, começaram a doer minhas panturrilhas, principalmente a esquerda. Acredito que, pelo fato de ter esquecido de ingerir sal com água e de estar muito quente, acabei ficando um pouco desidratado. Quando cheguei na Búzios, tive que fazer a primeira parada para alongar. A dor foi forte pra caralho.


Comecei a jogar água gelada nas pernas para ver se a dor amenizava. Os calos começaram a aparecer. Ao completar os 21 Km, olhei no relógio e vi que faltavam pouco mais de 2 horas para 12 horas de prova. Cruzei novamente pela minha família, lá também estavam o Gustavo, a Cida, a Gabriela, Reinaldinho, Sabrina, a Fê e o Fi, prá variar dando uma forcinha. E eles nem imaginam o quanto é importante para a gente esse apoio. Cada grito, cada empurrão, cada rosto conhecido que cruzamos nos dá um pouco mais de força para prosseguir, para não desistir nunca. Afinal esse é o nosso lema.

Pela primeira vez na prova, fiz uns rápidos cálculos e vi que poderia chegar abaixo de 12 horas. Abaixei minha cabeça, me concentrei de vez e fui embora. Esperava pela companhia da minha outra filha, Flavinha, para dar aquele empurrão que me faltava nessa última parte. Não deu, tinha muito movimento de carros e pessoas e os fiscais estavam pegando muito pesado com o pacing.De novo na Búzios, por volta do Km 28, puta que o pariu, começaram as cãimbras de novo. Dessa vez bem mais forte.


Vocês não imaginam o sofrimento que eu tive por causa das cãimbras. Realmente foram muito fortes. Tive que parar novamente, alongar, fechar a cara, segurar nos dentes a dor e tocar o barco, ou melhor, as pernas. Só mesmo com a força interior que eu estava naquele dia para suportar. Nada, mas nada mesmo, poderia me fazer parar. Engraçado, eu estava com medo dos meus tendões ou da minha coxa, e nada. Nem notei que eles existiam. O que acabou incomodando foram minhas enormes panturras. Ao chegar novamente ao pórtico, agora no Km 31, olhei novamente no relógio e vi que tinha feito dentro de 1 hora os últimos 10,5 Km.


Conclusão: faltavam mais 60 minutos para completar a última perna. Eram pouco mais de 60 minutos para completar os últimos e tão sofridos 10,5 Km. Abaixei ainda mais a cabeça, recebi uma força enorme da família e dos amigos e falei com a voz firme para minhas filhas: "Faltando 5 minutos para as 7 eu estarei chegando. Quero ver vocês lá. Preciso entrar no pórtico com vocês."


Lá pelo Km 35, próximo da subida leve de Jurerê, um pouco antes de entrar para a Dourados, bem na parte mais escura e sombria da prova, totalmente sozinho, lembrei dos acontecimentos ocorridos comigo em função da trombose que tive nas duas pernas em 2006, lembrei da minha família, dos longos treinos com os amigos, das dores que não me largaram praticamente em nenhum treino longo, dos dias com frio e chuva nos treinos e comecei a chorar. Parecia uma criança, as lágrimas corriam sem parar. Foi difícil, tive que me segurar muito para não me desconcentrar e acabar caminhando.


Eu sabia, se tivesse que caminhar, minha musculatura iria contrair de vez e talvez não conseguisse chegar ao final. Dessa vez levantei a cabeça mais ainda, olhei bem firme para frente e segui. Faltava pouco, muito pouco. Ao entrar na Búzios novamente, perto do Km 39, senti uma enorme ansiedade: “Meu Deus, esse pórtico que não chega nunca.” Continuei, firme com uma pedra. A cada Km olhava no relógio, a média continuava 6 min/Km. Ao chegar no Km 41, olhei pela última vez no relógio e vi que faltavam pouco mais de 8 minutos para as 12 horas de prova, pensei: "Agora eu chego, nem que seja de joelhos, engatinhando, me arrastando".


Quando entrei no tapete, olhei para a frente, vi minhas filhas me esperando, foi um misto de vontade de gritar, chorar, sorrir, realmente uma emoção indescritível. Momentos na vida da gente para não esquecer jamais. Tanto que hoje, depois de 2 semanas, todos os momentos estão muito claros na minha memória. Finalmente cheguei: 11 horas e 58 minutos. Firme, nem tão forte assim.


Tive que me jogar no chão de tantas cãimbras, muitas dores, calafrios, fome, nem lembro de tudo que senti. Após algumas ajudas dos staffs, aos pouco fui melhorando. Lembro, após cruzar o pórtico e de receber ajuda para me levantar, de ter encontrado de cara com o Tiago e de ter caído no choro novamente. Cumprimentei meu irmão e meus sobrinhos. Logo depois encontrei minha esposa, Laíris, minhas filhas e o Gustavo. Passou outro filme na minha cabeça e novamente foi um choro só. Estava difícil de segurar a emoção.

Nesses momentos de superação é que realmente percebemos o quanto são importantes os amigos e a família. Sem eles não somos nada. Nesse final, pedindo desculpas pelo atraso do meu relato, agradeço o apoio de todos, tanto durante como antes da prova. Em especial a minha família que esteve em todos os momentos comigo, seja nas minhas ausências ou no dia da prova, desde às 4 horas da manhã, sem um descanso, até o anoitecer. Também precisa ser Iron, convenhamos não é fácil.


Aos amigos Éder, Tiago e Diego, membros efetivos e remidos da TOPE, um abraço especial e um agradecimento pelos longos momentos juntos nos treinos. Ao treinador e professor, Roberto Lemos, outro agradecimento especial, pela paciência em aturar os furos e faltas nos treinos e pelos ensinamentos tão necessários e especiais para alcançarmos as metas planejadas.


No ano que vem devo ficar na folga, ou seja, só participarei de provas mais curtas (maratonas e meio iron). Afinal, o corpo e a mente precisam descansar um pouco, e a família precisa um pouco mais da minha presença. Nunca podemos nos esquecer: “o segredo é saber manter o equilíbrio de todos os lados: família, trabalho, esporte e lazer.”

Obrigado por tudo.A vida segue.

Wanderley Horn Hülse
Equipe Ironmind

terça-feira, 5 de maio de 2009

VOLTA A ILHA 2009


Passados pouco mais de 10 dias finalmente consegui escrever sobre a mais Tradicional prova de revezamento de Santa Catarina.





A famosa, idolatrada, temida e desejada "Volta a Ilha" - http://www.voltailha.com.br/ - que em sua 14 DÉCIMA QUARTA edição contou com aproximadamente 200 equipes que vieram dos mais variados lugares do Brasil e do Mundo, foi realizada no último dia 25 de abril.



E este ano marcou também um mudança, nossa equipe decidiu mudar de categoria, não porque almejavamos vencer a prova, mas porque todos os anos corríamos mais rápido do que o tempo que era estabelecido pela organização na Categoria Participação (categoria amadora...mas nem tanto!), e quando se corre com um "pace" mais veloz do que o estipulado estabelece a regra que a equipe deverá ser penalizada.



E isto fez com que no ano passado nos fora acrescido 30 minutos por termos superado nosso tempo e feito a prova em 12 horas e 35 min.



Pois bem, esse ano demos um "upgrade" e fomos para a Categoria aberta onde o limite deixa de ser o tempo máximo permitido para ser o tempo mínimo exigido, e onde as melhores equipes estão!



O tempo mínimo exigido é de 5 min por Km, o que foi facilmente obtido ano passado quando a equipe era composta também por bravas mulheres, então esse ano seria "mamão com açucar"!!!



Ledo engano! Este ano como diz Sérgio Xavier, Editor da revista RUNNERS, o "Sertão virou mar"!!!



Choveram 3 dias inteiros (incluindo o dia da Prova) e pra completar o Mar "cresceu" e tivemos uma das piores "ressacas" nas praias de Floripa, e para completar o cenário desolador, nossa equipe teve importantes "baixas" e nos vimos na última semana com apenas 7 competidores (eram 8) e sem possibilidade de substituição (regras excessivamente rígidas que nao permitiam mais a substituiçao), dessa forma a maioria dos integrantes da equipe teve que correr um trecho a mais!!!



Pronto!!! Tava feito o enredo da trama, ruas alagadas (tênis IDEM!!!) , frio, ondas quebrando nas "costas" dos corredores, trilhas escorregadias, atalhos que viraram riachos, buracos que viraram Lagoas (Atravessei parte do meu trecho com água na cintura!) e enfim todas as equipes fizeram tempos bem maiores do que no ano passado, mesmo aquelas com 8 integrantes.



Nossa equipe que contou com 7 guerreiros (Faraco, Rivaldo, Hélio, Caio, Eu, Osni e Yuri) e 1 Timoneiro (Xande) sofreu e muito para completar o percurso total de 150 km!!!!


FARACO, tava sofrendo os efeitos pós-maratona, pesado e "travado" não fosse pelo espírito de equipe nem poderia ter participado dessa prova.


RIVALDO, que já se revelara um destaque na prova do Costão do Santinho, mais uma vez superou as expectativas e mostrou ter incorporado a atitude de um vencedor.


HÉLIO, manteve sua ótima regularidade e comprova a tese dos vinhos, que quanto mais maduro melhor!


YURI, fez a sua estréia com pé direito e correu feito veterano.


EU, fiz o meu melhor pace - 4:11 - no Trecho 05 e apesar de ter corrido dentro dágua fechei os 23 kms totais numa média de 4:32!


CAIO, conhecido como o "queniano albino", pulverizou os 02 primeiros trechos , chegando a rodar pra 3:57 por km, mas superestimamos seu potencial e em sua "casa" (Morro do Sertão - 15 km), acabou sentindo a fadiga e a falta de alimentaçao e quase nos matou de susto mas chegou no posto 18 com o semblante de um herói que nem na "derrota" se deixa abater, valeu CAIO!!!


OSNI, esse é o CARA, pois além de organizar ainda correu 04 QUATRO trechos e fechou a prova correndo para 4:55!!!


XANDE, apesar se recuperando-se de lesão foi ponto forte no suporte logístico e mental do grupo!!!



FECHAMOS a prova com o tempo de 13 hs e 01 minuto que somados a penalizaçao de 30 min por termos usado atletas nos trechos que eram dos atletas lesionados, totalizaram 13:31 min e fechamos na 21 VIGÉSIMA PRIMEIRA colocação na categoria aberta e aprendemos que essa prova é coisa pra gente grande e que com a força da natureza não se brinca.



Mas mais uma vez o que se sobressaiu foi o ESPIRÍTO DE EQUIPE, a SOLIDARIEDADE, a FÉ, a AMIZADE e o ESPORTE!



VALEU EQUIPE!!!



PARABÉNS A TODOS!



ATÉ ANO QUE VEM DE NOVOOOOO!!!!



MARCOS ALEXANDRE

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Reformulando os Planos


Depois de dois finais de semana massacrantes com Maratona de Santa Catarina e Volta à Ilha é hora de recomeçar.

Foram três dias em que fiquei de molho. Estava exausto, com os músculos doloridos, e precisava parar. Agora é hora de rever as bases, rever objetivos e recomeçar a treinar de acordo com estes novos objetivos.

Pela manhã fui pra academia treinar sob os olhares do meu técnico Paulinho. Foi um treino leve de bike e esteira. Ainda sentindo os reflexos do esforço feito, afinal foram 42 km de Maratona e mais 21 de Volta à Ilha.

Depois do treino (como é bom correr!) tive uma conversa rápida com Paulinho sobre objetivos. Vamos alterar a base física de resistência para uma base de velocidade e passar a correr provas mais curtas para fazer tempos melhores. Quero voltar a correr rápido. Vou me concentrar nas provas de 5, 10, 15 e 21 km.

O objetivo é baixar o giro por quilômetro. Minhas referências são de 4:30, 4:23, 4:45, 4:50 - dependendo da prova. Quero baixar estes limites. Isso vai ser meu norte para o restante da temporada.

É sempre importante traçar objetivos. A motivação depende destas metas. É muito gratificante alcançar objetivos. E correr rápido tem um gosto muito especial. Marcos, meu amigo co-blogueiro, deu um show de velocidade na Volta à Ilha e deixou todos espantados fazendo 7 km pra 4:15 por km. Fazendo um super tiro de 8 km na Base Aérea.

É isso que quero! Sentir a sensação de vencer o relógio...

As Martonas? Não abandonei, não! Tenho um enorme carinho por elas. Respeito também! Em 2010 eu vou voltar pras Maratonas. A primeira já tem data macada. Vai ser em Maio na cidade de Porto Alegre.

Agora vamos correr!

Abraços
Faraco

sexta-feira, 24 de abril de 2009

LENDA DESMISTIFICADA!!!!




Hoje vou dedicar esse espaço para falar de uma LENDA.

Há quase 02 DOIS ANOS venho escutando do meu treinador Paulinho que um tal de Renato tá treinando com ele e tal...

Daí vinham os treinos coletivos e ELE das poucas vezes que veio não treinou com a turma de alunos, mas como é isso ???? Mero expectador???

Ei!! Será que esse cara corre mesmo?????

Daí em diante ELE passou a ser chamado carinhosamente por mim (é claro) de “A LENDA”.

Pois vieram inúmeras provas, rústicas, maratonas e revezamentos e ELE não tava lá, para mim não passava de um ser mitológico que habitava apenas a imaginação de meu treinador.

Então como só o via pela Telinha da TVCOM e o escutava nos comentários na Rede CBN comecei a apelidá-lo de LENDA e através de alguns recadinhos, chats e torpedos INTIZICAVA com ele...hehehe.

Então nesse ano com a Volta do Paulinho pra Floripa, corriam boatos de que finalmente a LENDA iria correr, e seria na Rústica da MARATONA DE SC 2009.

Paguei para ver !

E ELE não só apareceu como também CORREU e muitooo!!!

Enchendo de orgulho seu treinador Paulinho e desmistificando a LENDA!

PARABÉNS RENATO SEMENSATI!

De agora em diante chama-lo-ei de simplesmente Renato!

Abraços

terça-feira, 21 de abril de 2009

O pós-maratona


Estou aqui ainda me perguntando um monte de coisas. Sei que poderia ter feito uma grande maratona. Mas será que realmente poderia? Até que ponto me pressionei para fazer o tempo que eu tinha colocado na cabeça? Até que ponto o que eu consegui foi uma grande mostra de força e superação?


O que sei é que me arrastei por malditos 14 quilômetros... 14 quilômetros! Uma distância tão comum pra mim. Um terço da prova. Corri bem até o 28º. Maldita água, madito 28º quilômetro.

O que eu sei é que estou em depressão pós-maratona. Isso, depressão pós-maratona. Por ter sido vencido! Pelo motivo que seja, eu não consegui fazer o que tinha na cabeça - completar a maratona em menos de 4 horas.


Minhas coxas ainda doem. Meus joelhos já não sentem mais o esforço. Perdi uma unha do pé-esquerdo (desculpem). Mas nada disso me incomoda mais do que a possibilidade de pensar que fracassei.


Me consolei um pouco ao ouvir a entrevista do campeão, Adriano Bastos. Ele mesmo revelou que teve que caminhar em alguns momentos. Ele mesmo reclamou da organização da prova no final e na frente das "autoridades". Mas cada um sabe o tamanho do seu sucesso ou do seu fracasso.


Já li no livro do ultramaratonista Dean Karnazes que cada maratona tem sua história. Essa foi uma história ruim. A de Curitiba, no ano passado, foi uma história boa.


Vou guardar na memória esta maratona como um desafio que ainda vai ser vencido. Vou guardar a frase que me fez entrar na minha segunda maratona. A frase é "vou voltar lá e vou fazer melhor!".


Não adianta, eu sou teimoso. Ainda vou fazer uma porcaria de uma maratona no tempo que eu quero fazer. Esse ano não vou mais correr maratonas. Vou me dedicar às provas de 10 e 21 km, mas ano que vem eu volto pra alguma maratona.


Pessoas especiais, além do meu treinador Paulinho (foto acima), estavam me esperando na linha de chegada e preciso agradecê-las aqui.


Obrigado mãe(na foto comigo), obrigado Evaldo, Henrique(meu irmão).


Obrigado Vera e Raphael pelos registros.


Obrigado Xande e sua família querida - jamais vou esquecer a cena de tuas meninas me dando força na beira-mar. Aquilo me emocionou demais e me fez seguir. Manda um super beijo pra elas.


Obrigado Aline, uma pessoa muito muito especial pra mim, um carinho enorme.


E por fim, obrigado Marcos - na vida a gente encontra irmãos que não são nossos irmãos, mas são. Você é meu irmão também.


Até a próxima!

Abraços
Faraco

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Obrigado Paulinho


20 de abril de 2009. N° 8412


DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco


Como foi difícil completar


Uma maratona é muita coisa! 42 quilômetros é muita coisa. A constatação é natural pra quem acabou de sair de uma. Lá pelo quilômetro 29 eu virei pro meu treinador, Paulo Domingos Filho, e disse: “me lembre de nunca mais fazer isso aqui!”. Eu já havia avisado isso a vocês durantes estes dias de coluna aqui no DC. No meio da prova a gente sempre se pergunta e tenta achar os porquês.

Chega de suspense! Terminei a prova! Não como queria, mas terminei minha segunda maratona. Fechei o percurso em quatro horas e 29 minutos, 13 minutos acima do meu tempo de Curitiba, no ano passado. Tive problemas durante a prova.

Corri bem e dentro da minha meta até o quilômetro 28. Estava tudo certo. Tinha virado a metade da prova, os 21 quilômetros, em uma hora e 57 minutos. Me mantive bem, até que comecei a sentir fortes dores musculares nas coxas. O motorzinho começava a emperrar.

Foi então que quebrei minha regra básica. Virei pra Paulinho e revelei o cansaço. “Vou parar”, foi o que disse a ele. “Não vai, não!” – foi a resposta. Segui mais um pouco e logo depois comecei a andar. Pronto! Estava num dilema!

Mas quem tem um técnico como Paulinho, pode ter certeza que sempre há uma saída. Paulinho colocou todo a experiência adquirida nas provas de triatlo em prática pra me recuperar. Eu estava com um princípio de cãibras no adutor nas duas coxas e panturrilhas.

Meu treinador me guiou até o final, me pedindo pra caminhar às vezes, mas me fazendo correr muito mais tempo, claro. Segui pelos 14 quilômetros finais num misto de corrida e caminhada e sendo administrado por ele. Nos últimos dois quilômetros eu estava bem de novo para completar a prova.

Passei pela placa que indicava 41 quilômetros, eu virei pra ele, agradeci. Sabia que tinha chegado ao fim e ele era o responsável por isso. Agradeço mais uma vez – Obrigado, Paulinho! Daí pra frente foi a emoção da chegada. Como foi difícil completar. Mas nessa hora o meu sentimento não é de frustração. O sentimento é de satisfação, acima de tudo pela superação.

Pra fechar, o dever me faz registrar uma crítica construtiva à organização da prova, feita pela Fesporte. Os corredores de ponta certamente não tiveram problemas, mas os corredores comuns, como eu, ficaram sem água na via expressa inteira, do quilômetro 18 ao 29. O dia estava lindo, com sol na cabeça e faltou água! Um pecado pra quem corre uma maratona.


Abraços

Faraco

domingo, 19 de abril de 2009

TAVA NUM DIA BOM!!!!! (MARATONA DE SC 2009)



Tem aquele dia que voce vai pra corrida e já no primeiro km sente que nao está no "DIA" , mas hoje foi um dia diferente hoje eu tava num "DIA BOM"!!!




Hoje as 8:05 dei inicio a uma corrida "curta" (10 kms) mas que significou para mim o ápice de uma longa jornada, jornada que começou em 2005 quando comecei a treinar com o Paulinho e que culminou com o temporal de hoje!




Aqui segue a narrativa :




Sai no meio daquela multidão (talvez estratégia errada, podia ter saido mais a frente) e tive que me livrar deles pra poder começar a correr, fiz o primeiro KM para 4:17; resolvi manter o ritmo mais um pouco e segui fechando o KM 2 em 4:16; neste momento achei que tava meio forte pra chegar no mesmo ritmo até o final e tirei o pé um pouco do acelerador fechando o km 3 e KM 4 em 4:22; resolvi acelerar um pouco pra ver se fechava 5 km num tempo bom e deixava para ver se tinha gás para depois do km 5, resultando num KM 5 em 4:16.




Bom...passei da metade da prova e agora se iniciava o km 6, agora era hora de ir acelerando e fiz entao o KM 6 em 4:14; mantive o pace no KM 7 e fechei em 4:16; entao PAULINHO encostou e me ajudou na hora decisiva onde comecei a sentir um pouco o ácido láctico pegando, sua palavras foram importantes e fechei o km 8 em 4:12;




É...agora só faltavam 2 kms então resolvi acelerar um pouco mais e fechei o km 9 em 4:06; e finalmente comecei a visualizar a chegada e faltava só mais UM km , apertei o passo senti a dor e mas esqueci dela segui "socando a bota" e enfim fechei o km 10 em 3:48!!!!!!




Temporal!!!! Tempo total 42:17 e um pace médio de 4:13!!!!!




MELHOR MARCA DESTE HUMILDE APRENDIZ E AMANTE DAS CORRIDAS!!!




BPM MÉDIO DE 184 E MÁXIMO DE 198 NO ULTIMO KM!!!




VALEU!!




ABRAÇOS A TODOS E PARABÉNS AQUELA GALERA TODA QUE FECHOU A PROVA LOGO ATRÁS DE MIM - Rivaldo, Osni, Edson, Leandro, Atilio, Fabiano Marques, Hélio Chevarria, Renato Semensati, Charles da Silveira, Eduardo Trauer....e outro tantos que estiveram lá e mais uam vez desfrutaram da oportunidade que DEUS nos deu de fazer parte dessa tribo!!!




AH...FARACO TU É O CARA!!!!