quinta-feira, 2 de abril de 2009
Coluna de hoje - DC
DIÁRIO DA MARATONA Rodrigo Faraco
Tem que gostar
A primeira coisa para começar a correr é gostar de correr. Como na escolha de uma profissão ou carreira, é preciso ter gosto pra coisa, senão você não vai evoluir. Os obstáculos criados pelos compromissos diários sempre vão ser maiores do que a própria vontade de praticar a corrida.
Correr não é uma atividade esporádica. As corridas não têm que ser algo a mais na sua vida. Correr é uma atividade que tem que ser parte da sua vida. Correr é um hábito, um estilo de vida, e disciplina é uma palavra-chave. Ou você corre ou você não corre. Ou você é um corredor ou não é. Simples assim!
Mas se você gosta, já é um primeiro passo. Ninguém começa a correr correndo maratonas. Uma maratona exige paciência, planejamento, treino, treino e treino – muito treino! Para um dia começar a pensar em correr uma maratona, você precisa ter passado pelas etapas anteriores, uma a uma.
Comece correndo! A distância que for, a distância que puder! O seu máximo é 400 metros? Então corra 400. Tente um pouco mais amanhã.Mas há algo de muito importante nessa história: procure o auxílio de um profissional. A orientação profissional é fundamental. As pessoas que correm sem orientação geralmente fazem coisas erradas, e com isso certamente vão sentir os reflexos dos erros mais tarde, com lesões, principalmente.
Para correr a primeira maratona demorei quase dois anos realizando treinos semanais orientados por um treinador e passando por provas com distâncias mais curtas de 5, 10, 15 e até 21 quilômetros. O corpo vai aos poucos se adaptando ao esforço.
Hoje estou preparado para a segunda maratona. Os treinos de base e específicos para ela já foram feitos. De janeiro a março foram incansáveis os dias de treinos na academia, com a musculação, que é fundamental para a sustentação da corrida, e na Beira-mar, minha “pista de corridas”.
Anote aí – As inscrições para nona edição da Maratona de Santa Catarina e para a Corrida Rústica vão até o dia 9. A maratona está marcada para domingo, dia 19. O percurso oficial de uma maratona é de 42 km 195 m. A rústica deste ano vai ter 10 km. As inscrições custam R$ 30 para a maratona e 15 para a rústica e são feitas no site http://www.ativo.com/.
* O jornalista Rodrigo Faraco vai participar da Maratona de Santa Catarina e até o dia da prova passará dicas e informações aos participantes.-->
Tem que gostar
quarta-feira, 1 de abril de 2009
primeira Coluna no DC
"DIÁRIO DA MARATONA" - Pura Ansiedade
Lembro muito bem ainda da primeira Maratona que corri. Foi em Curitiba, novembro do ano passado. Apesar de todos os treinos, apesar de toda a dedicação, apesar de saber que você está pronto para correr os tais 42 quilômetros, você nunca sabe realmente o que vai ser percorrer e vencer o mito – a famosa maratona. É quase um salto no escuro.
Lembro que, antes da prova, um amigo meu, Rafael Maioral, que já tinha feito duas maratonas, me disse: “Faraco, corre no teu ritmo. Não tenta te poupar no começo achando que você vai estar inteiro no final, que isso não vai acontecer. No quilômetro 30 você vai estar muito quebrado!”. Era pura verdade!
No quilômetro 30 eu estava muito cansado, mesmo tendo me poupado no começo da prova. E ainda tinha mais 12 quilômetros pra correr. Olhei no relógio, que marcava três horas de corrida, e pensei comigo mesmo: “Ainda tenho no mínimo mais uma hora”. Ao mesmo tempo comecei a me questionar sobre o tamanho do desafio, e sobre os porquês de se fazer aquilo tudo. Não achei resposta e segui correndo.
Foram quatro horas e 16 minutos de corrida para completar os 42km195m de uma maratona. Tinha acabado a primeira maratona da minha vida! Era pra ser a última também, segundo minha própria análise durante a prova. Que nada! Quando acaba, vem uma sensação de dever cumprido, uma sensação de poder, um gosto de vitória, que no dia seguinte você pensa: “Vou fazer de novo e vou fazer melhor!”
Por isso estou aqui. Esse é meu desafio: fazer de novo e fazer melhor! Durante os próximos dias vou dividir com vocês a ansiedade, os cansaços, as dúvidas, as angústias, os treinos, tudo que antecede a realização da minha segunda maratona. É preciso muito treino, muita dedicação, disciplina e boa orientação profissional para fazer uma prova como essa. E é isso que quero contar diariamente pra vocês.
* O jornalista Rodrigo Faraco vai participar da Maratona de Santa Catarina, e, até o dia da prova, passará dicas e informações aos participantes.
Abraços
Faraco
quarta-feira, 25 de março de 2009
A volta e agora com nova parceria
Meu sumiço agora se deve a carga intensa de treinos a que me submete nosso Mestre (triturados de corpos) Paulo, não está sendo fácil treinar DUAS, TRÊS , QUATRO HORAS ou mais por dia e ainda ter forças pra encarar um escritório atolado de serviço, atuar no papel de Pai de Filhote de Cachorro, Marido e Filho de um Pai com problemas de saúde!
Mas isso é assunto para vários posts aqui....
O que me traz aqui hoje é o fato de que ao iniciar os treinos de BIKE visando o IROMAN DE 2010 ganhei um parceiro novo de treinos, ele já era como um quase irmão meu, mas andava meio afastado da pratica esportiva, meu amigo-irmao-futuro vizinho AMILCAR!
O cara tava paradão, mas talvez motivado pela minha loucura em treinar pra IRONMAN se inspirou e resgatou aquele jovem que treinava Pólo Aquático, moutainbike, futebol e etc...
Prova de seu “lastro” foi o fato de que já nas primeiras pedaladas juntos ele me deixou a comer poeira...
Mas o que importa agora é que o esporte realmente une pessoas e faz muito bem a saúde, que o diga o meu novo parceiro que já eliminou 12 kg!!!
Começamos com treinos de 30 km, semana seguinte já eram 40 km, depois 50 e agora estamos encarando 80 km.
Muitos pneus furado, alguns tombos e muito suor depois podemos ter uma certeza, essa PARCERIA está apenas começando e muito em breve o AMILCAR vai estar estreando nas provas de triatlon espalhadas pelo BRASIL!!!
BEM VINDO A TRIBO AMIGO!
ABRAÇOS
MARCOS ALEXANDRE
domingo, 22 de março de 2009
"A" Semana - uma super semana!!!
Os treinos dessa semana foram covardia, mas eu os cumpri. Fiz tudo que estava determinado pelo meu treinador, Paulinho.
Vamos aos números e detalhes:
Segunda-feira 16/03/2009 – Abrindo a semana eu tinha musculação e um treino em grama.
A musculação normal e sem problemas. Parte superior bem executada – fiz no início da tarde.
A corrida fiz a noite no canteiro central da beira-mar .
Eram 50 minutos em grama com marcação de quilometragem. O detalhe era que a cada 1KM completado eu tinha que fazer alternância de velocidade. Então a cada KM eu disparava e reduzia, disparava e reduzia. Isso por 2 minutos. Depois voltava a velocidade normal até que completasse novamente 1 KM de corrida.
Números desse treino:
Foram 8km449metros percorridos em grama pesada por 50 minutos.
1KM – tempo total 6min02segundos. Batimento médio 136. Melhor pace 5min22seg
2KM – tempo total 5min38seg. Batimento médio 151. Melhor pace 4min21seg
3KM – tempo total 6min07seg Batimento médio 152 Melhor pace 4min15seg
4KM – tempo total 6min16seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min29seg
5KM – tempo total 6min26seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min40seg
6KM – tempo total 6min19seg Batimento médio 149 Melhor pace 4min37seg
7KM – tempo total 6min16seg Batimento médio 151 Melhor pace 4min20seg
8KM – tempo total 5min50seg Batimento médio 154 Melhor pace 4min19seg
449metros – tempo 2min06seg – Pace 4min42seg – Batimento 161 Melhor Pace 4min11seg
Este treino é bem cansativo. A retomada depois dos DOIS minutos de disparar e reduzir é bem lenta e gradualmente eu ia retomando o ritmo, mas quando isso acontecia já estava na hora de disparar e reduzir de novo. Bem cansativo, mas feito de forma tranqüila e controlada, como mostram os números.
Terça-feira 17/03/2009 – Começa a pancadaria de verdade.
Normal musculação pernas. Executada de manhã e sem problemas.
A corrida incluía educativos – três tipos – e 12 tiros de 400 metros a serem executados depois dos educativos.
Fiz os 12 tiros. Eles estavam separados em blocos de 4, dependendo do educativo. Para cada educativo uma seqüência de 4 tiros, totalizando os 12.
Confira os números:
Tiro - Tempo do tiro – distância percorrida – pace do tiro – Melhor pace – Batimento
01 - 1min 42seg - 407 metros - 4min11seg - 3min57seg - 153
02 - 1min 39seg - 403 metros - 4min07seg - 3min35seg - 153
03- 1min 39seg - 408metros - 4min03seg - 3min46seg - 152
04- 1min 38seg - 404metros - 4min01seg - 3min41seg - 155
05- 1min 39seg - 402metros - 4min06seg - 3min48seg - 156
06- 1min 36seg - 403metros - 4min00seg - 3min22seg - 157
07- 1min 34seg - 400metros - 3min55seg - 3min40seg - 157
08- 1min 37seg - 403metros - 4min02seg - 3min33seg - 158
09- 1min35seg - 401metros - 3min56seg - 3min43seg - 161
10- 1min36seg - 404metros - 3min57seg - 3min32seg - 161
11- 1min32seg - 399metros - 3min50seg - 3min26seg - 162
12- 1min33seg - 397metros - 3min55seg - 3min45seg - 165
E este foi o treininho manso de terça. Manso mesmo, porque a seqüência da semana ainda teria outras surpresas piores preparadas pelo triturador de mentes e corpos Paulo Domingos Filho.
Quarta-feira 18/03/2009 – Este dia foi moleza. Musculação superior e 20 minutinhos girando em bike de academia. Tranqüilo. Treino executado de manhã.
Quinta-feira 19/03/2009 – Chegou o dia de me ferrar de verdade. Eu tinha musculação de pernas e pra acabar com tudo tinha nada mais nada menos que 11 tiros de 1 km pra tempo entre 4:30 e 4:50.
Fiz a musculação de manhã e os tiros à tarde.
Vamos aos tiros, que foram pra matar:
Tiro - Tempo do tiro – Melhor Pace – batimento médio – pico de BPM
01 - 4min46 - 3min55 - 150 - 159
02 - 4min35 - 4min01 - 157 - 164
03 - 4min32 - 3min41 - 157 - 164
04 - 4min33 - 4min05 - 161 - 167
05 - 4min32 - 3min55 - 159 - 167
06 - 4min32 - 4min05 - 162 - 168
07 - 4min29 - 3min56 - 162 - 168
08 - 4min30 - 3min54 - 165 - 171
09 - 4min29 - 4min03 - 165 - 171
10 - 4min33 - 3min51 - 166 - 172
11 - 4min23 - 3min47 - 168 - 176
Neste dia eu saí mortinho mortinho. Ás 9 da noite eu fui dormir. Tava acabado. É um treino que não acaba nunca. Impressionante. No Sétimo eu tava acabado já. Fiz na garra.
Sexta-feira 20/03/2009 – só musculação superior. Feito ok de manhã. Molezinha.
Sábado 21/03/2009 – Era chegado o grande dia. Treino longão. 27 quilômetros!!! Isso mesmo, VINTE E SETE km!!! Sem perdão.
Eu fiz. Sem mais nem menos. Eu fiz! Tempo total de 2horas 34minutos 59segundos. Pace médio 5minutos 44 segundos por quilômetro. Batimento médio 151. Melhor pace 4minutos 19 segundos. Pico de batimento 168. Este foram os números.
Usei 4 garrafinhas com Gatorade. Hidratação depois do 3º km e depois disso a cada 2 km. Carboidratos antes um sache. No 10º km outro sache e no 23º km outro sache.
Vamos lá com números e paces km a km:
5:46, 5:40, 5:51, 5:46, 5:54, 5:59, 5:57, 5:54, 5:52, 5:54
5:48, 5:45, 5:46, 5:46, 5:38, 5:44, 5:38, 5:39, 5:35, 5:35
5:51, 5:40, 5:49, 5:45, 5:39, 5:48, 4:57.
Foram meus pace, km a km. Sofri bastante. A partir do 20º, 21º tava bem complicado e durão, mas segui a diante mantendo ritmo. No fim soltei tudo no último km mudando modo de corrida – braços e pernas. Tava com pressa de terminar. É sempre assim. Foi bem difícil este treino. Mas a satisfação de completar é muito. Ainda mais ali sozinho, eu e a beira-mar. Foi tudo de bom. Hoje toh com jorlhos um pouco doloridos, só isso.
Abraços – obrigado mestre
Faraco
sexta-feira, 13 de março de 2009
A tal da mecânica do movimento...
Tenho um relato pra fazer a vocês. Gosto de falar de sensações dos treinos e corridas e sempre que experimento algo diferente fico agoniado para escrever.
Pois bem, estava eu ontem à noite, por volta das 22h na beira-mar fazendo meu treino de quinta. Eram OITO tiros de UM quilômetro cada. O tempo pré-estabelecido pelo meu treinador, Paulo Domingos Filho, para esse treino era o de 4:30-4:50 cada tiro.
Estava chovendo e eu estava receoso em relação a poder fazer o treino. Não pela chuva, óbvio. A chuva me ajuda, podem ter certeza. Estava receoso porque a carga de treinos está intensa, a musculação também e a perna tinha ficado muito presa na semana passada.
Mas no início da semana já havia experimentado boas sensações em outros treinos. De soltura mesmo. Paulinho havia me avisado também que esta semana eu estaria mais solto.
Mas vou parar de enrolar e vou direto a questão que me traz aqui pra escrever.
Fiz todos os OITO tiros. O mais especial de todos foi o último deles. A cada tiro eu estava mais encaixado, mais solto e mais rápido. No último eu cravei um tempo de 4min15segundos - portanto já abaixo e fora do pré-estabelecido. Mas o mais importante não foi o tempo, foi a expressão que utilizei ali antes: "encaixado".
O que quis dizer com isso? Quis falar de postura. Quando a postura está certa, está correta, a corrida sai mais fácil. Foi o que aconteceu na largada do tiro. senti isso de imediato. Larguei e pensei: Opa! O que está acontecendo aqui? Vou tentar explicar pra vocês!
Desde o ano passado Paulinho vem trabalhando a minha correção de postura na corrida. Eu corro sentado. É como se acomodasse o corpo em cima das pernas enquanto elas correm e, assim, eu não consigo utilizar toda a mecânica do movimento. Isso, é lógico, me prejudica. Correr é pernas, é abdômen, é braços - tudo isso coordenado.
Foi o que senti ao largar. Minha passada estava diferente. Uma passada impulsionava e puxava a outra. Como se estivesse puxando e combinando, num movimento ritmado e acelerado. Senti como se minhas pernas e minha passada fossem e estivessem numa mecânica parecida com a mecânica do giro de um pneu de bicicleta. O tronco levemente projetado pra frente. Os braços soltos, mas firmes na cadência do movimento. Isso facilitou muito o tiro.
Esse tiro e esse momento foi o auge do treino. A cada tiro esse encaixe foi se firmando e a cada tiro fui melhorando. Até chegar nessa sensação de perfeição no último tiro. Eu disse sensação de perfeição. Ainda preciso que Paulinho avalie isso, pra saber se é isso mesmo.
O que sei é que foi um tiro muito fácil. Foi um tiro tranquilo apesar de ser o último e refletir também todo o cansaço do treino. A mecânica correta facilita as coisas. Nem olhei no relógio durante aquele "UM quilômetro". Só no final quando cravei a distância. Mas já sabia que estava fazendo o melhor de todos os tiros daquele treino. E foi assim numa sequencia que teve tempos de 4:48, 4:44, 4:40, 4:39, 4:38, 4:29, 4:25 e este de 4:15.
Mas ainda tem mais uma coisa pra acabar este relato. Depois dos treinos de tiros, sempre damos um trotinho pra desintoxicar os músculos. Geralmente são 10 minutos e o começo é bem lento, de travado que ficamos. Pois eu estava cansado mesmo, mas quando comecei o trote bem lento - essa era minha intenção - as minhas pernas pediram mais. É estranho dizer isso, mas juro que é verdade. As minhas pernas não queriam correr devagar. Tive que acelerar e foi o que fiz. O trote ficou mais rápido e solto também. Ah, essa mecânica!
Bom, era isso! Amanhã tenho 20km pra treinar. Um longão. Parte da minha preparação para a Maratona de Santa Catarina, que está marcada para o dia 19 de Abril.
Abraços
Faraco
sábado, 7 de março de 2009
2009, o ano do impossível!
Não aos treinos, estes estão a pleno vapor desde a segunda semana do ano. Estamos de volta ao blog. Eu escrevendo e o Marcos me cobrando escrever aqui. Ele me pediu hoje que eu viesse aqui escrever um pouco e atualizar esse blog, que tá tão paradinho - coitado! É imperdoável mesmo essa ausência...
Pensei no que dizer e não havia como fugir de um rápido relato sobre o que estamos fazendo. Sobre como estão nossos treinos.
Estamos fazendo o que nosso treinador, Paulinho Domingos, chama de base. Mas, sinceramente, acredito que ele esteja nos tornando indestrutíveis. É um exagero? Sim, pode ser! Mas só quem acompanha isso que estamos fazendo quase que diariamente sabe o significado disso e porque usei essa palavra.
Só pra se ter um idéia, nas últimas semanas fiz treinos chamados "longos" em sequência - sempre ao finais de semana. Foram 10, 7, 12, 15, 18 e 15km a cada final de semana um destes. No meio da semana muita musculação. Todos os dias estamos na academia. Segundas, quartas e sextas fazendo membros superiores - terças e quintas fazendo pernas. Ainda durante a semana, outros treinos longos e também treinos de tiros.
Essa semana que passou quase morri fazendo abaixo de um sol de quase 40 graus fazendo tiros de 1km.
Marcos pode falar por ele, mas eu posso adiantar que o cara está um monstro. Ele está se preparando para o Ironman e tem iniciado os treinos quase de madrugada. E tem feito tudo de forma completa com corridas e bike. Marcos é meu exemplo sempre positivo. Exemplo de obstinação e dedicação. No dia do Iron eu vou estar lá pra bater palmas e sorrir com esse grande atleta e parceiro.
Tudo isso nos torna a cada dia mais forte. A sensação a cada treino finalizado é exatamente a que falei antes. Tudo posso! Sou indestrutível! Claro que sei que tenho meu limite e Marcos também sabe que tem o dele, mas a cada treino vamos testando esse limite e sabendo que ainda não o alcançamos. E mais: a cada treino aumentamos a margem desse limite.
Vamos em frente, porque este é o ano do impossível, com Maratonas, com Volta à Ilha, com Mountain Do, com Ironman, e com o que mais for possível e também impossível.
Salve 2009!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A SÃO SILVESTRE 2008!
Conforme prometido, vou contar um pouquinho do que foi a minha SEGUNDA São Silvestre.
Já na véspera de prova comecei a sentir o clima da prova, as 9:00 da manhã já estávamos (eu e o OSNI) com o KIT da prova na mão (que por sinal estava muito melhor do que o de 2006!!!), com bastante tempo livre fomos caminhar na Av. Paulista e dar uma espiada na Pirambeira da Rua “Brigadeiro”, no caminho passamos pelo ponto de largada e fomos avistando dezenas de corredores que estavam “trotando” no asfalto das outrora movimentadas avenidas da Capital Paulista, ao ver aqueles competidores nas ruas já comecei a entrar no clima da Prova.
Aos poucos os demais colegas foram chegando a SAMPA, seu Hélio, Faraco e por último o Xande!
E na fila do check-in do Hotel agregamos mais um ao nosso grupo de ansiosos corredores, o SAMIR XAVIER, um Natalense arretado que corre uma são Silvestre em 55 minutos e que nos acompanhou nas horas que antecederam a corrida.
Almoçamos no “Sujinho” e passamos na 25 de março antes do jantar e depois só descanso, se é que se consegue relaxar antes do grande dia!
Finalmente o Dia chegou e à medida que as horas se passavam mais os BPM’s iam subindo, até que o “seu” Hélio já impaciente gritou: “Vamos já são 15:15!!!” (ele já tava pronto desde as 13 hs...hahaha).
Antes de irmos , uma pose para a Foto (acima, da esquerda p/ direita “seo” Hélio, Faraco, Eu, Osni e Xande) e partimos para a linha de largada.
Faltavam ainda 1 hora e meia e já derretíamos sob o sol escaldante da Paulista, e a cada minuto mais eu tinha a sensação de estar numa lata de sardinhas.
E deram a LARGADA e foi SENSACIONAL, dessa vez com o Osni de “batedor” fomos atrás dos "buracos" que ele abria na imensa massa de aloprados.
Fomos ultrapassando o Homem Melancia, Ronaldinho Gorducho, Pastel de Bertioga, Batman, Papai Noel, Caravana de Cerquilho.....
Confesso que fiquei um pouco preocupado com o ritmo que imprimimos nos 4 primeiros km’s , mas tinha muita descida e era quase impossível não “socar a bota” (4;43; 4:23; 4:14; 4:31) , depois consegui manter os próximos 5 km’s abaixo de 5 minutos por KM, mas no KM 10 senti!
Se a prova tivesse 10 km teria sido um temporal!
Mas no 10º km tinha umas subidas que me quebraram e meu ritmo passou de 5 min/km até a chegada da famigerada Av. Brigadeiro, 2 km’s de subida , AH!....meus caros Blognautas....senão fosse o Faraco me incentivando eu certamente teria caminhado mas resisti, e no final corri pra alcançar e terminar a prova ao lado do Faraco!
Foram 1 Hora, 13 minutos e 48 segundos!!!
Tempo que me deu a 2662º colocação no Geral e a 468º na minha categoria, aumentei em 55 segundos a minha marca anterior mas ainda assim melhorei em 200 posições meu resultado anterior (O calor tava castigante)
Fechei o Ano com chave de ouro!
Abraços
Marcos Alexandre
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
SÃO SILVESTRE ME AGUARDE.....
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
MARATONA
MARCOS E FARACO EM SEU PRIMEIRO ENCONTRO LADO A LADO EM PROVA , QUEM GANHOU ???São momentos como estes que fazem minutos, horas, dias, semanas, meses e anos DE TREINO se tornarem uma mescla de alegria, raiva, dor, força, garra, medo e lembranças que se transformam no resumo de uma lágrima(CONQUISTA) .
Sentir a conquista de uma maratona, de um Everest, de um IronMan, tendo um dia tido a simples dificuldade de executar um tiro de 1 km no início dos treinos, mostra que somos máquinas perfeitas. Chegamos onde queremos! Basta querer!!! O único combustível que torna isto possível é a cabeça.
Um passo atrás do outro durante 42 km. Será que alguém sabe o que é isto? Mais de 43.000 passos devem ser lembrados como? Mais de 50.000 mil respirações... Devem ter quantos cheiros? E no final quando perdemos alguns mls de lágrimas... Elas devem ter que sentimento?
Só vivendo, sentindo e cheirando para saber (fica aqui meu convite: seja curioso! Corra!).
Como qualificar estas pessoas que fazem alguma coisa considerada por muitos uma loucura? Eu diria: São loucos - rsrsrs.!!!! Pois até mesmo Albert Einstein já foi chamado de louco. Então também quero ser um!!!!!!
Olha só os caras exercitando sua loucura...
TREINO DUNAS JOAQUINA, BASE 2008 - CUMPRIR UMA MARATONA NÃO É FÁCILEstou escrevendo para estes loucos, malucos e insanos que lêem o blog, vivem as corridas e gostam deste mundo.
E estes alunos que aqui encontraram uma forma de popularizar suas vivências e extravasar o que sentem , o que vivem... Estes amigos e alunos que me dão tantas alegrias .
No inicio do ano, Faraco me olhou e falou que queria fazer sua primeira maratona em 2008, mas atravessávamos um momento de lesão e mantínhamos seu condicionamento. Isso tudo sem corrida, sem correr! Então era loucura falar de maratona sem poder correr, né? Rsrsrsrsrs (eram dois loucos, no seu primeiro momento).
Bem, os meses foram passando e os treinos foram acontecendo. A corrida foi inserida e estávamos treinando. Dias depois o Alexandre confirmou que também faria - contaminação, isto pega!!!! rsrs
Hoje após duas semanas da maratona do Faraco e Alexandre, em Curitiba, e alguns meses da primeira maratona do Marcos, em Abril –Fpolis 2008, e Daniel, no ano passado, venho homenagear estes malucos de carteirinha, estes insanos que no meio de uma vida corrida, frenética, encontraram tempo para alimentar seu estilo de vida. Quem são eles?
Marcos um excepcional advogado, que chega as 7:30 no trabalho corre ao meio dia e no final do dia vai para sua aula de musculação.
Faraco, grande jornalista, comentarista esportivo que dá aula na faculdade e em meio a tudo isto cumpre os treinos e ainda arruma um tempinho para fazer seu gelo terapêutico.
Alexandre, médico conceituado que vive trabalho, come trabalho... Eu ainda acho que seus treinos são feitos nos corredores da clínica e os intervalados são entre um paciente e outro – loucura!!!
Daniel, que deve ser homenageado pois tem uma profissão de salvar vidas, pertence ao corpo de bombeiros, e treina para cada vez mais ter saúde e ficar bem.
Victor, grande advogado pensador, respeitado em seu meio, que está cheio de trabalho, mas quer sempre ajudar. O cara, com sangue nos olhos, sempre fala: me dá maxxxxxx!
Renato Semensati, companheiro do Faraco na TVCOM, jornalista, que neste ultimo final de semana subiu o Morro da Lagoa correndo como seu primeiro desafio pessoal. Quem conhece, sabe o que isto significa para ele.
Estes são os alunos do mesmo meio de treinos, então que os outros não fiquem chateados rsrsrs.
Bem, quero homenagear falando para vocês que a grande conquista só acontece por terem tido vontade e perseverança.
Parabéns pelas conquistas de 2008! Pelas vitórias, pelos treinos cumpridos, pelas dunas subidas, pelo asfalto gasto, dores sentidas, treinos quebrados, tempos batidos e morros escalados.
Sou hoje um treinador realizado. Realizado porque sei que estas pessoas que estão aí se superando são fruto de sua determinação, vontade, pessoas fortes, humildes (pois nem sempre se ganha), líderes e hoje vivem melhor.
Obrigado por permitir que eu faça parte deste momento .
Lembrem sempre de uma coisa em suas vidas: nunca é dado um peso maior do que se pode carregar. Só se tem que acreditar que o seu está leve demais.
Você decide o quanto quer fazer força para carregar o seu. Sua mente decide, seu corpo obedece.
OBRIGADO E PARABENS A TODOS PELAS CONQUISTAS

Treinador
Paulo Domingos (Paulinho)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Curitiba, jamais te esquecerei...
Meus passos, que já não estavam mais tão firmes, se tornaram ansiosos e mais rápidos. Com todo o cuidado que podia ter, eu segui naquele último trecho. O último quilômetro. Tantas coisas passam pela cabeça durante a Maratona inteira, mas naquele quilômetro final as coisas se confundem. É um misto de ansiedade, de dor, de emoção, de lembranças, de realização...
Pensei em muitas coisas. E chorava. Primeiro, de forma contida. Depois eu desabei mesmo. Pensei na minha lesão que me acompanhava e era meu grande medo nessa primeira Maratona ( tive uma fratura por estresse na canela esquerda em Novembro do ano passado. Algo que voltou a me incomodar na preparação para a Maratona). Pensava no último grande treino que eu não fiz, porque falhei em Salvador, na Bahia. Era um treino de 32 kms em que eu quebrei e abandonei no 17º km. Isso foi no final de Outubro. Pensava nas minhas pessoas queridas da vida. Meus irmãos, minha mãe, meu pai, minha família. Pensava nos amigos especiais que foram suporte pra tudo isso. Pensava em meu treinador, que me fez chegar até ali.
Aquele último quilômetro é algo indescritível. O povo de Curitiba fazia um corredor humano de calor. Palavras de incentivo, que foram a tônica durante toda a prova, se multiplicaram ali, naquele corredor. Ia chegando, passo a passo. Cruzei a marca de 42 kms, já entre as arquibancadas construídas ali no funil de chegada. Faltavam 195 metros. Ouvi uma voz distante – “Faraaacooo!!! Era meu parceirão de corridas, daqui do blog, o Marcos Alexandre, com a máquina na mão pra registrar o momento e vibrar comigo.
Lembro de ter acelerado um pouco mais e ter sentido um espasmo, um princípio de câimbra na panturrilha direita. Segurei, porque era tudo que eu não precisava naquela hora. Cruzei a linha de chegada chorando e vibrando, como se estivesse comemorando um gol. Estava sentada a minha frente outra colega, a Adri que disse – “Faraco, tu é o meu herói”. As palavras ficam marcadas. O momento fica marcado. Cada instante fica forte na memória. Caí no choro de verdade e abracei a Adri. Depois veio o Marcos pra me cumprimentar também. Foi sensacional.
A Maratona começou às 8 da manhã. A largada reservava ainda muitos momentos escondidos pelos distantes próximos 42 quilômetros, das próximas 4 horas. Saímos juntos, eu e meu colega de treinos e Maratona, Alexandre. Juntou-se a nós um colega de Florianópolis que eu não sei o nome, mas que foi um parceirão também. Os primeiros quilômetros foram na prevenção. Eu e o Xande éramos maratonistas de primeira viagem, então estávamos nos poupando e com medo de não conseguir finalizar a prova. Corremos pra 6 minutos o quilômetro em média.
Eu tinha uma preocupação especial. Minha canela! Estava com um tênis bem em dia, que era novo, mas que não era apropriado para longas distâncias. Então o início seria fundamental pra sentir como estava a canela e ter confiança. Eu senti me incomodar um pouco, mas já sabia como era administrável a sensação. Não era dor. Era apenas a minha lesão antiga dizendo – PRESENTE! – como se respondesse a uma chamada de colégio. Ela tinha que estar lá mesmo. Mas fui em frente e aos pouco aquilo, o desconforto, foi desaparecendo.
Até o 21º quilômetro segui com o Xande e com o parceiro conhecido/desconhecido de Floripa. Ele era muito engraçado. Xingava cada um dos motoristas que ousava buzinar pra reclamar do trânsito parado na cidade. E discutia e tudo. Só não parava de correr. O Xande parecia minha consciência me dizendo pra ter calma. “Calma Faraco, ainda não é hora de arriscar”. Ele não dizia, mas cada vez que olhava o Xande ali ao lado eu lembrava disso e pensava na frase comigo mesmo. Foi muito importante pra me dar segurança.
Quando passamos na marca do 17º quilômetro eu pensei: “foi pro espaço aquele maldito treino de Salvador!!!”. Pronto! Um dos traumas estava superado. Mas então, quilômetro 21. Neste ponto veio a confiança. Eu estava inteiraço e correndo bem. Tive a certeza de que terminaria a prova. Não sei o porquê, mas foi o ponto da confiança. Então eu desgarrei. Desgarrei do Xande e do parceiro de Floripa. Abri na frente puxando um ritmo mais forte. Estava pra 5 – 5:15 cada quilômetro. Quanta confiança! Era eu comigo mesmo e rumo ao final. Restam só 21, só 20, só 19... Pensava assim!
Mas isso durou até o quilômetro 29. Foi quando quebrei de verdade. Travei geral. Sabe quando se fica travado de musculatura? Mas não era só musculatura não! Eram as articulações também. Agora eu sentia doer cada parte do meu corpo da cintura pra baixo. Principalmente os Joelhos batidos e batidos por 29 quilômetros. Foi difícil, porque sabia que ia acontecer a quebra, mas esperava que não acontecesse. Pelo menos assim, faltando ainda 13 kms.
A partir daí o que conta é o mental. Me recusei a uma coisa – era regra – não podia andar! Tinha que fazer correndo a Maratona inteira! E assim eu fiz. Nem pensei em andar. Minha cabeça dizia: “Eu quero! Eu posso! Eu vou!”. Isso era sempre. A cada instante uma vitória nova. O sol era forte nesse momento. Já era quase 11 horas da manhã e os quilômetros finais reservavam muitas subidas.
Neste ponto da Maratona cada placa de KM novo é esperada com muito mais intensidade. Cada placa de novo KM é uma vitória. Passei a placa 30, vou atrás da 31. Passei a 31, vou atrás da 32. Passei a 32, vou atrás da 33... E assim vai passando. Lembro que na placa 34 tinha uma senhora bem feliz e ela gritava “Vamô gente, vocês são heróis! Parabéns, parabéns! Falta pouco!”. Cada grito desse de incentivo dava uma força enorme.
A prova foi passando e cheguei ao km 38. Não acreditava no que via pela frente. Era a pior subida da Maratona inteira. Estava dividida em DUAS partes no Viaduto do Capanema. Passei por um senhor e comentei – “que covardia que eles reservaram pra gente nesse ponto da corrida, hein!”. Ele respondeu: “Agora é na moral!”. E fomos. Subindo e seguindo um ao outro.
Cheguei ao alto e ouvi uma voz conhecida. Era o Marcos me esperando pra registrar essa foto que vocês podem ver aqui. Lembro que ele me disse: “Vamô cara! Faltam só 3kms e meio para realizar o sonho”. Eu retruquei: “estou morto!”. Mas era passo a passo. Sem parar e sem sequer pensar em parar até o fim - que vocês já conhecem.
Realizar a minha primeira Maratona foi algo extraordinário. Fiz a prova em 4horas 16 minutos e 06 segundos. Ficou um pouco acima do que eu havia estabelecido pra mim, mas a vitória foi terminar. Terminar uma prova como essa é algo que te dá muita força pra vida. Uma satisfação enorme. Uma sensação de conquista e de poder. A superação é tamanha – você esteve sempre acima dos limites do seu corpo. Lembro de ter pensado no tamanho da estupidez daquele desafio lá pelo quilômetro 33. Mas são pensamentos ruins e bons, que vem e vão a todo o momento durante as horas de corrida.
Eu tenho muito a agradecer. Agradeço especialmente aos parceiros Marcos e Alexandre, que foram irmãos de verdade na conquista. PARABÉNS XANDE!!! Obrigado MARCOS!!! Tenho saudações especiais também para o super Paulinho, meu treinador, que faz coisas inacreditáveis se tornarem acreditáveis. PAULO, tu é o cara! Mas a conquista é dedicada a minha família, mãe, irmãos e pai ( todos me ligaram – são uns amores). Ainda há espaço pra palavras de carinho pra grandes pessoas, como o Osni, o Daniel, a Aline, o Victor, a Adri... Todos parceiros corredores, que estiveram comigo nos momentos de treinamentos e com os quais dividi angústias, duvidas e certezas. UM BEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS.
Podem ter certeza. Hoje sou um homem mais feliz e mais realizado – completei minha primeira Maratona. O curioso dessa história: na minha cidade natal, minha (?) Curitiba, que nunca vivi, mas que jamais esqueci, que jamais esquecerei.
Abraços
Faraco
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
What the hell is this?
Mountain Do! Isso é Mountain Do!segunda-feira, 20 de outubro de 2008
MOUNTAINDO 2008!
Sábado (18/10/2008) amanheceu (mais uma vez) chovendo na ilha da magia, e ao contrário de 99% dos habitantes ilhéus (que deviam estar dormindo) 6 hs da madruga lá estávamos nós (aninha, beto, osni, rivaldo, xande, daniel, caio victor, faraco e eu) a FCmáx “remode” pronta para mais um desafio – MOUNTAINDO 2008 – www.mountaindo.com.br
Quando chegamos no local da largada a chuva havia dado uma trégua e por instantes cheguei a pensar que teríamos uma ajudinha de São Pedro (ledo engano!), 8:30 partiu o primeiro da equipe (OSNI) que triturou o primeiro trecho (8,2 km) em 39 minutos.
Depois, a chuva voltou para ficar e se seguiram os demais componentes da equipe, Caio pra variar pulverizou tempos, Rivaldo fez sua estréia com brilhantismo, Aninha não deixou a peteca cair, Daniel (mesmo com dores lombares) confirmou o seu desempenho e sua fama de “Locomotive”, Xande se supera a cada prova (parabéns!), Faraco pode ser considerado um herói, fez o trecho de maior elevação e com o terreno lameado e escorregadio conseguiu sobreviver sem nenhum arranhão; e EU fechei fazendo o trecho final que já começava com um “mergulho” no banhado e terminou com um quase afogamento no final!
Não sei o tempo que fizemos, mas isso é o que menos importa, o que importa é termos completado a prova, e todos felizes, encharcados e com o astral lá em cima!!!
Foi uma prova da Superação, cada passada era um teste ao equilíbrio, cada subida era um desafio quase intransponível e cada descida uma queda quase iminente!
Valeu companheiros! Obrigado por mais essa oportunidade de estar lá e de poder fazer daquele dia nebuloso e sombrio um dia memorável e radiante!
Abraços
Marcos Alexandre
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
BICÃO!!!!
Toda a viagem foi uma verdadeira maratona, o que na maioria das vezes me impedia de correr, mas mesmo assim eu tinha 03 (TRES) treinos a cumprir na minha planilha.
Cheguei em NY na sexta (03/10) a noite e no dia seguinte atravessamos os EUA de costa a costa, saindo das margens do Oceano Atlântico para o Oceano Pacifico (NY-San Francisco), fuso horário de 03 horas apenas nesta “perna” da viagem, ainda assim na manha seguinte de Domingo (05/10) coloquei meu calção (emprestado...hehehe) e fui para a Rua onde ficam os famosos Pier’s de San Francisco.
Comecei a trotar pela rua principal, que para minha surpresa estava sem movimento algum de carros, pois todas as entradas pra esta rua estavam bloqueadas, logo pensei comigo mesmo:
– ISSO QUE É PAÍS DESENVOLVIDO! BLOQUEAM A BEIRAMAR DELES NO DOMINGO PRA ESTIMULAR A PRÁTICA DE ESPORTES!!!
...e assim continuei meu trote, sentindo aquele clima diferente e acompanhado por vários outros corredores e ciclistas que aproveitavam aquela imensa “ciclovia” para se exercitar.
De repente escuto uma americano gritando para outro de um caminhonete :
- “30 seconds to start!!!!”
E mais a frente para outro:
- “20 seconds to start!!!!”
Ainda assim, confuso continuei meu trote pelo meio da rua!
Em seguida visualizei um Policial numa daquelas super-motos dos americanos vindo em minha direção e acionando a sirene e naquele jeito peculiarmente grosseiro me mandou sair da rua meneando a cabeça, como que sinalizando que eu era um idiota por estar correndo ali.....
Ainda ressabiado e cabisbaixo com a atitude do guardinha segui minhas passadas, agora pela calçada.
Então....um susto...ergui a cabeça e vi ao longe uma multidão vindo em minha direção, aos poucos fui visualizando que eram pessoas com camisetas e com números atachados nelas, a frente um pelotão menor e mais veloz que passou por mim voando e em seguida um turbilhão de corredores, uns empurrando carrinhos de bebê, outros apenas caminhando, cadeirantes, cliclistas....etc...
Era uma PROVA!!!!
Esperei passar a “manada” me desviando como pude e fiz meia volta e acompanhei a turma, encostei-me numa dupla animada e perguntei o que era aquilo, e uma delas me disse:
“It’s the Bridge to Bridge Run!!!” - http://www.bridgetobridge.com/
Era uma corrida que ia de uma Ponte até a outra, da “Bay Bridge” para a “Golden Gate Bridge”, era um percurso de 10 km e contava com 3000 participantes, mas segundo a minha informante “importada” era uma prova ainda não muito popular em San Francisco (imagina se fosse....).
E eu segui no meio daquela gente toda, me sentindo como um participante, BICÃO na verdade, até água no posto de hidratação eu tomei...hehehe!
Pude perceber que aquela cidade e aquele povo local respirava esporte, era contagiante, pais, filhos, famílias inteiras, vovós e vôvos também!
Foi recompensador ter ido correr naquela linda e gelada manha de outono em San Francisco, e da próxima vez que viajar para fora, aqui vai uma dica: consultem o calendário da cidade, quem sabe não tem uma prova como essa pra correr por lá!!!
Nada mal para a primeira corridinha, não?
Depois conto mais....
Abraços
Marcos Alexandre
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Na terra do "TIO SAM"


Escrevo essa notinha aqui para dizer que estarei fora por algumas semanas!
Mas isso não me impedirá de continuar correndo....rs.
Apenas estarei correndo em outras praças e realizando um dos meus sonhos que é correr no Central Park em Nova York, abusado!!!!
Na minha volta conto alguns detalhes das andanças na Terra do “Tio Sam”
Abraços
Marcos Alexandre
OBS. Acima fotos de onde vou estar ...correndo!!!!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
PRIMAVERA E PROVA!!!
No último domingo, aconteceu o RUNSERIES FLORIANÓPOLIS - http://www.tfrunseries.com.br/fln, apesar da noite e madrugada chuvosa que afugentou alguns corredores da prova, foi expressiva a presença de atletas em frente ao Shopping Iguatemi, o que demonstrou que essa veio para ficar.
Pude notar muitas “carinhas” novas na turma de abnegados, e isso é resultado da crescente demanda pelo esporte e da ótima divulgação e estrutura colocada a disposição dos competidores.
Isso prova que com profissionalismo e investimento o “vício correr” é uma tendência no mercado e dentre as modalidades físicas.
Pra nossa sorte a chuva parou exatamente alguns minutos antes da largada e pudemos fazer um alongamento capitaneado pelo animador da “festa” e devidamente alongados e aquecidos partimos todos para os 5 km (para alguns) e 10 Km (para outros).
Ao longo dos 5 km do “circuito” haviam 3 postos de hidratação e na chegada água bem geladinha, isotônicos e frutas!
Eu particularmente gostei tanto da Prova quanto do meu desempenho nela, fiz uma prova sem “pressão” por resultados e curti cada Km com aquela galera animada, no final fechei em 44 min os 10 km percorridos, mas diferentemente de outras provas de 10 Km , nessa cheguei “bem” e fiquei “bem” depois, ou seja, não importa o tempo que fiz e sim a qualidade com que cheguei!!!
Torço muito para que hajam outras provas como essa aqui em FLORIPA e que mais e mais pessoas se juntem a nós nesse saudável vício.
AH!!! Teve um detalhe que me cativou mais ainda, depois de terminada a corrida, peguei meu celular e lá tinha uma mensagem me parabenizando pela participação e informando meu tempo líquido na prova.
Pequenos detalhes de um grande evento!
PARABÉNS ORGANIZADORES!
Abraços
Marcos Alexandre.
PS. Nas fotos acima o “alongamento” meu e do co-blogueiro (faraco); e Xande, Osni e Eu após a chegada (reparem os nossos números...rs)
domingo, 7 de setembro de 2008
A EQUIPE DE UM SÓ!!!
Digo isso porque apesar de toda a conjuntura de ontem me empurrar para dentro de casa, minha planilha marcava 70 km de Bike, e eu sabia que seria um treino longo que de uma forma ou de outra interferiria negativamente no convívio familiar e social se realizado em outro horário ou data.
Ok! Decidido....EU VOU!
E assim fui, coloquei a “magrela” no carro e parti em direção a Jurêrê, no caminho pra lá a chuva apertou e parecia que a natureza queria testar ainda mais a minha tenacidade em insistir em treinar sob aquelas condições.
Ao me aproximar da entrada para as praias de Jurêrê e Daniela comecei a procurar pelos triatletas que costumam treinar em bandos por ali, e para minha surpresa e decepção não avistei uma “alma viva” treinando!
Foi como se tivesse recebido mais um sinal de que não seria uma tão boa idéia assim treinar naquele dia.
Mas, contra tudo e contra todos eu fui, parei o carro, coloquei a hidratação na bike, a alimentação na parte trás da camisa, algumas notas de um real e meu celular para uma emergência na bolsinha da bike, respirei fundo e parti.
Durante os primeiros 20 minutos eu queria saber quem teve essa idéia masoquista de treinar naquela chuva e vento frio e então comecei a trabalhar em “equipe”, era EU, minha MENTE, minhas PERNAS e meu CORAÇÃO.
Quando a gente está treinando e visualiza outros treinando no mesmo local, de uma maneira ou de outra se sente como se fizesse parte de uma mesma equipe, mas seria mais apropriado chamar de “tribo”, mas ontem...ontem a tribo não tava lá, ontem era só EU, a BIKE, o VENTO, a CHUVA, o ASFALTO, os MINUTOS, os BPM’s e os KM’s.
Mentalmente dividi o treino em frações de 7 km e dessa forma fui trabalhando com a minha “equipe”, a cada 7 km que eu completava me comunicava com as minhas pernas e dizia: já se foram 10 % do treino, fiquem firmes, esqueçam esse frio e essa água que cai do céu e sobe do asfalto, e assim fomos nós...
Aos poucos fui sentindo a água que subia da roda traseira encharcar minhas costas e as gotas descerem por dentro da minha “bermuda”, meus tênis idem já eram uma água só, não mal enxergava o que marcava o odometro de tanta água acumulada.
Seguiram o KM 14, 21, 28, 35 (uma paradinha pra se alimentar) e continuávamos só nós, EU e minha EQUIPE, lutando, persistindo e congelando...rs.
Finalmente quando vimos estávamos nos últimos kms e aí parecia que toda a equipe tava sentindo muito o percurso, as mãos dormentes, os pés completamente endurecidos de frio, as pernas cansadas e lameadas e por fim quando faltavam 300 metros sentimos que o pneu traseiro da bike tava sinais de que estava esvaziando....mas para nós era uma questão de honra! Tínhamos que terminar aqueles 70 km pedalando!!!
E Conseguimos!!! Foram 70 km em 2 horas e 40 minutos, sozinhos EU e minha EQUIPE!!!
Parabéns EQUIPE!!! O sentimento era de vitória, de superação e a de certeza que nada é intransponível quando se trabalha em EQUIPE!
QUE VENHAM OS PRÓXIMOS DESAFIOS!
Abraços
MARCOS ALEXANDRE
terça-feira, 2 de setembro de 2008
QUE DOR É ESSA?
E é para essas pessoas que eu escrevo hoje!
Quando se inicia a prática de um novo esporte é natural que o corpo tenha suas reações, tais como dores musculares, fadiga e outros. Mas, tem uma dor em especial que geralmente aparece mas que pode ser prevenida e combatida é a “famosa” CANELITE!!! (inflamação dos tendões e músculos da tíbia)
Que dor é essa? É uma dor que surge nas canelas e que se não tratada e prevenida pode se tornar uma fratura ou lesão mais grave....que o diga meu co-blogueiro Faraco!
Ela pode ter a sua origem devido a vários fatores, entre os quais destaco:
a) Tênis inadequado para o seu tipo de pisada ou sem sistema de amortecimento;
b) Treinar somente em solo muito “duro”; e
c) Postura inclinada demais na corrida .
Então para preveni-la recomendo aos leitores que comprem um tênis adequado ao seu tipo de pisada, use o tênis novo caminhando primeiro para amaciá-lo, intercalar treinos no asfalto, esteira, grama e areia e não corram muito inclinados para frente.
Para combatê-la existe um santo remédio que é muito barato: GELO, isso mesmo!
GELO nas canelas todos os dias 15 minutos em cada lado e pronto, quem já ta com a “marvada” desaparece e quem não tá dificilmente a terá!!!
Eu particularmente aplico gelo todos os dias nas minhas canelas, mesmo nos dias em que não há treino, e posso afirmar FUNCIONA!
Quanto ao tipo de pisada, colaciono abaixo texto extraído do site WEBRUN que esclarece todas as dúvidas:
“Também é muito importante comprar um tênis adequado para o seu tipo de pisada. Ao todo existem três tipos de pisadas:
De posse dessas informações valiosas procure as melhores lojas do ramos, escolhe o tipo de tênis adequado ao seu pé (eles sabem, ou deveriam saber...rs) e SEBO ou seria GELO NAS CANELAS!!!!
Abraços
Marcos Alexandre
domingo, 24 de agosto de 2008
QUEBRA!!! DE PARADIGMA!
Há exatos 30 dias comecei a ser apresentado ao novo mundo do “ciclismo” e aos treinos “dobrados”, como todo calouro fui sofrendo as conseqüências dos impactos da mudança de movimentos e na mudança de hábitos.
Aos poucos fui me familiarizando com a “tribo” dos bikers, meus amigos RPM e BPM continuam me guiando e mostrando que não será tarefa fácil atingir os 180 kms necessários para se completar um IROMAN.
Porém a cada semana, aos poucos (nem tão aos poucos quanto eu gostaria....rs) meu MESTRE estabelece novos limites de volume de bike.
Semana passada foram os 50 KMs na quinta, e no sábado um treino dobrado que triturou meus músculos, fizemos 42 kms e “descansamos” 5 minutos partindo para uma “corridinha” básica de 13 kms , foram TRÊS HORAS de treino que mexeram com toda a minha estrutura física.
Mas ontem, ontem foi o dia em que amanheci ansioso e preocupado com o novo DESAFIO que parecia pular para fora da minha planilha de treinos como um “mostrinho” prestes a me devorar.
Eram 65 (SESSENTA E CINCO) Kms de bike (uma viagem Floripa-Camboriú), se esse volume de treino por si só já não bastasse ainda tinha o fato de ir treinar com outros “bikers”muito mais bem condicionados do que eu.
Depois de autocraticamente EU definir o ritmo do treino, partimos de Jurere, passando pela SC 401 em direção a Vargem Grande e de lá para Ponta das Canas, onde para minha grata surpresa pude desfrutar de um asfalto lisinho, lisinho como as “pernas do Faraco” (hahahaha.....) , as obras ali realizadas tornaram esse trajeto um local ideal para treinar com uma SPEED, enfim fizemos o mesmo trajeto na volta sem passar pela Vargem Grande e indo até praia da Daniela para enfim completar os 65 kms..UFA...quebrei o novo PARADIGMA, em 2 horas e 29 minutos e numa boa média de 26 km/h!
Para minha surpresa e naquele ritmo pude perceber que o limite estava somente na minha cabeça e que com certeza novas e maiores distâncias ainda serão vencidas!
Abraços e
Ainda no aguardo de novos e corajosos adeptos.
Marcos Alexandre
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
POR ONDE ANDO?

Não amigos! Eu não desisti e não corri da raia, mesmo com todas as quebradeiras já aqui relatadas eu continuo firme e forte no meu “vício correr” e nas minhas novas metas e desafios.
Andei apenas meio sumido do Blog por causa da nova carga de Bike a que fui submetido nas últimas semanas!
Para se ter uma idéia em apenas uma semana rodei 195 km, eu sei que é pouco para um Ironman, mas é muito para alguém que há apenas 1 mês atrás nem bicicleta tinha!!!
Rodei mais de Bike do que de carro ...hahahaha
Resultado disso foi o aparecimento de novas dores musculares em locais nunca ante “explorados” e um cansaço inexplicável que me deixou sem vontade até de escrever aqui no blog.
To aproveitando essa semana “fraca” (ontem rodei 50 km) para escrever aqui e dividir com vocês as sensações desse novo mundo de treinos “dobrados”.
Dobrados, porque agora treino em DOIS períodos, às vezes corro primeiro e mais tarde pedalo, ás vezes pedalo e em seguida corro, às vezes só pedalo e às vezes só corro, mas tudo com muita intensidade e tempo.
Ah! E nessa semana fui apresentado a uma tal de RPM, não ...não é a banda de rock é a famosa Rotação Por Minuto, que tenho que fazer em uma determinada faixa para evoluir no pedal!
E nesses treinos novos parceiros vão surgindo , já pedalei 30 km com o Osni, já fiz treino de transição com o Faraco , já acompanhei o Xande de bike e depois fazendo tiros (foto acima) e muitas outras parcerias ainda surgirão...QUEM SE HABILITA?
Meu sócio e amigo Victor to te aguardando, se recupera logo!!!
Abraços e aguardo adesões
Marcos Alexandre
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Aprendendo a pedalar
Foram SETE meses de treinos na academia, aprendendo a girar os pedais e treinando as pernas para a adaptação a nova realidade, ao novo exercício. Já disse antes, comecei essa história por acaso - por causa da minha impossibilidade de correr por estar lesionado.
Com a nova curtição e muita dedicação na academia, rodando sempre forte e rápido, me preparei o suficiente pra começar a rodar de verdade - na estrada e com bike que se mexe, que sai do lugar.
Foram TRÊS treinos na rua nestes últimos dias. No último sábado rodamos, eu e o Marcos, 35 kms entre Jurerê Internacional, Daniela, Sc 401 até Santo Antônio de Lisboa e Jurerê Tradicional. Rodamos leve. Meus batimentos estavam bem baixos, em torno de 124 batimentos por minuto. Sofri foi na segunda parte do treino. A transição pra corrida logo depois da bike é difícil, é dura. De pernas travadas, completamente travadas, partimos pra 30 minutinhos de trote em Jurerê Internacional.
Na terça voltei pra rua com a minha bike. Eu e o Marcos de novo. Ele tinha treino diferente do meu, então não conseguimos pedalar juntos. Meu treino era de 20 kms com batimentos altos - entre 155 e 165 BPM. Rodei pesado. Usei a relação mais alta, mais pesada. Rodei rápido também. Fiz média de pouco mais de 30 kms/h. Em 40 minutos terminei o treino de bike. Pernas e lombar eram só dor. É o corpo se acostumando com a nova realidade. Depois disso fiz um treino de corrida mais uma vez. UMA hora trotando leve(tava pra 5min50segundos por KM) em grama, no canteiro central da beira-mar.
Na quarta tinha treino em DOIS turnos de novo. Primeira parte corrida. 20 minutos pra batimento 140-150 batimentos por minuto. Fiz 4 kms em 20 minutos e extrapolei batimentos - ficaram entre 150 e 160 bpm. Isso foi feito ao meio-dia.
A noite fui pra segunda parte. E que segunda parte!!! Eram intermináveis DUAS horas rodando de bike com batimento entre 145-155. Fiz o treino, mas não consegui manter o batimento nessa faixa. A média ficou em 132 batimentos por minuto. Foram DUAS horas APRENDENDO A PEDALAR de verdade. Fiz 50 kms nestas DUAS horas.
Agora sim começo a entender as marchas. Agora sim sei que a dor na lombar vem e depois vai embora. Agora sim sei que as pernas estão fortes pra pedalar bastante, mas sentem ainda o peso do volume rodando. Foi bom fazer. Estou me adaptando aos exercícios em DOIS turnos e me adaptando também à bike.
Mais uma grande satisfação...
Aliás, quando será que vamos começar a nadar? hahahahha
Abraços
Faraco