segunda-feira, 2 de maio de 2011

VOLTA A ILHA 2011, ENFIM...


Eram 4 hs da manhã, o despertador tocou e num sobressalto pulei da cama e comecei a me arrumar para mais uma corrida de revezamento “Volta a Ilha”, não tinha o mesmo nervosismo das primeiras vezes, a mochila já tava lá prontinha na sala, com tudo o que era preciso pra competição, rotina mantida para não arriscar ter problemas digestivos no café da manhã, mas tinha algo de diferente nessa edição e naquela hora da madruga Eu era incapaz de descobrir.

As 5 e 20 h já tava lá na largada, encontrei a equipe na Van, todos empolgados, mas, ao mesmo tempo, apreensivos, a ROSÉLIA já tava aquecendo há umas 02 horas!

PUMA chegou depois e se juntou a nossa trupe, quando as 6:15 h pontualmente nossa turma iniciou o desafio de correr 150 km no menor tempo possível, sem cometer erros e com uma logística azeitadíssima.

Aos poucos o dia foi amanhecendo, o sol foi saindo forte e o clima esquentava, a medida que cada um chegava do seu trecho uma certa dúvida se abatia sobre minha mente: - Será que vou dar conta do recado? Será que vou manter o nível dessa equipe? Afinal dizem por aí que estamos em 2º ou 3º, ai, ai, ai que medo!!!

Meu trecho era o 06, saindo do Posto ESSO JURERE e indo para Daniela e depois subindo as trilhas da “Praia do Forte” até o Posto 7, nunca tinha feito esse trecho e não sabia como era a trilha e muito menos a tal “Pedra da Bunda”, sabia apenas que teria 03 km de asfalto antes de enfrentar as subidas, então tratei de socar a bota no inicio e fiz uma média inédita pra mim , abaixo de 4 min/km até chegar na trilha e dali em diante a média foi pras “cucuia” e o coração veio à boca, pensei em caminhar, mas não podia...não podia decepcionar minha galera eu tinha que correr, mesmo que fosse morro acima e mesmo com as panturrilhas querendo “empedrar” corri até o Portal, quando entreguei o “bastão” pro LUCHI e dei uma xingadinha no CASSIANO por não ter água pra mim! POW CASSI!!!

Fechei em 22 min, média de 4:35 min/km!

Nada mal! Mas tava longe dos temporais que a turma vinha fazendo nos trechos anteriores.

Com o passar dos trechos fomos visualizando que estávamos brigando com mais umas 02 ou 03 equipes por um lugar no pódio e isso me fez sentir mais angustiado ainda, a toda hora o LUCHI dizia – Marcos...O RODOLFO tá forte lá na outra equipe, acho que ano quem vem teremos que deixar a equipe competitiva!

O trecho 14 tava chegando e lá estava eu mais uma vez apreensivo por correr mais um trecho desconhecido, sabia que iria pegar a Areia fofa da Praia do MOÇAMBA e que depois tinha um pedacinho de trilha e nada mais.

Uns diziam que eu deveria correr descalço, outros pra correr na parte de cima da praia, outros diziam que era arriscado correr na trilha sem a proteção do Tênis... Isso só me deixava mais nervoso ainda!

Enfim chegou a minha hora e como num cena de filme eu só tive tempo de ver o PUMA saindo do meio de uma trilha e pulando felinamente na areia da praia pra me entregar o “bastão” e eram exatos 12 hs e 16 min , sol a pino, e lá fui eu afundar as passadas na areia fofa, senti que se quisesse “render” mais naquele terreno movediço deveria mudar o estilo de pisada e comecei a pisar com a parte anterior do pé e de forma freqüente e curta. Deu Certo! Percebi que tava indo mais rápido do que os demais competidores que foram ficando para trás, uns já caminhando outros se arrastando, passei um bocado de gente e ninguém me passou naqueles 25 min finalizados com um curto trecho de trilha de raízes e folhas.

A média ficou mais alta e fechou em 5:09 min/km, mas quem disse que naquele trecho alguém podia chamar aquilo de corrida????


Ali terminava a minha angústia! Tinha feito os meus dois trechos e agora minha tarefa era dar apoio e ajudar o MARCOS FIORENTINI e OSVALDO na logística.

Logística que se mostrou vital na prova de ontem, em um dos trechos testemunhei uma cena desoladora o corredor da equipe que liderava chegou voando pra entregar o bastão pro seu companheiro de equipe, mas quem disse que ele estava lá?! Foram aproximados 5 minutos de berros desesperados, alguns palavrões e quando não mais via chances de ver seu colega chegar partiu sozinho pra fazer o trecho seguinte, dobrando os trechos, e isso se mostrou mais a frente decisivo no resultado final da competição.

Enquanto isso nossa equipe (nº 54) cumpria seus trechos sem atropelos e aos poucos mais e mais pessoas vinham nos “sondar” para saber como estávamos e tal... Senti que podíamos realmente conquistar um lugar no sonhado pódio!

Ainda tínhamos CASSIANO, PUMA, EDGAR, LU E FIORENTINI pra fechar e esses 5 eram muito fortes e com muita garra poderiam nos manter entre os 5 primeiros colocados.

Enfim chegamos ao último trecho e quando o EDGAR entregou o bastão pro PORTUGA o dia ainda era claro e eu não me recordo de ter finalizado nenhuma VOLTA A ILHA com a luz do dia, exatamente as 17:32 H cruzamos a linha de chegada, e era dia ainda! Estava Claro! Era claro que tínhamos feito uma prova de “gente grande” , mas será que conseguimos??????

Naquela hora nada mais importava, mas, todos sabíamos que tínhamos feito bonito e quando nos abraçamos as lágrimas correram em todos os olhos sem exceção, foi lindo!

Final com direito a “espoucar” de Champã, Bohemias e Antárcticas.

11 horas e 17 minutos!

No dia seguinte não foi o despertador que tocou, mas sim o toque do meu celular, e do outro lado da linha a voz calma e firme da SABINE me pedindo desculpas pela ligação matutina e ao mesmo tempo me dando a notícia que eu esperei por mais de 10 anos: - CONSEGUIMOS! FICAMOS NO PÓDIO! CHEGAMOS EM TERCEIRO LUGAR!!!

Não me contive em alegria e mal desliguei o fone e já estava pronto uniformizado e com minha companheira e esposa, PRI, e nossa mais nova parceira, MANOELA, para irmos todos juntos ao hotel Majestic para receber o troféu tão almejado!

Já finalizei um IRONMAN e isso não tem preço, mas venho correndo há mais de uma década e NUNCA havia ganho um troféu sequer e quando eu menos esperava eu estava lá no alto do Palco montado no saguão do Hotel , com os braços estendidos empunhando um belo troféu ao lado de meus companheiros de equipe e de nosso Treinador PAULINHO (Que belo trabalho hein!!!!), nessa hora passou um filme em minha mente desde o dia em que corri meus primeiros sofridos 200 metros, os treinos, as dores, os sacrifícios, os temores, as alegrias e enfim eu tava ali , parecia sonhar acordado, que emoção!

Mas nada seria possível sem VOCES, trabalho em equipe, sincronia , parceria , amizade e foco! Obrigado ROSÉLIA, LUCIANE, VANESSA, CASSIANO, PUMA, LUCHI, MARCOS FIORENTINI E EDGAR vocês me ajudaram a realizar esse SONHO!

Obrigado OSVALDO pela paciência e destreza no Carro de apoio!

Obrigado PAULINNHO e SABINE!

Obrigado Equipe “PRINT participação” pelo ótimo “coelho” que fizeram para nós, MARTA, JÔ, EDU, CLAUDIO, RODOLFO, WLAMIR, LEO, DÉCIO, VICTOR, XANDE e ATÍLIO!

Obrigado PRI e MANOELA por me inspirarem, MANOELA esse troféu é teu!

Obrigado meu Deus por me dar saúde e tenacidade para poder desfrutar disto junto da natureza e de pessoas tão especiais.

ABRAÇOS

MARCOS ALEXANDRE

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dejavu...


Neste último sábado fui convocado de última hora para participar do Mountaindo do Costão do Santinho em uma das equipes da SPRINT, chegando lá vi que o dia prometia!

Como estive viajando, nos últimos 10 dias que antecederam a corrida eu não treinei nada e portanto me sentia responsável caso não correspondesse às expectativas dos outros competidores da minha equipe.

Mas para minha sorte e felicidade fui "alocado" na mais simpática (sem ciúmes hein!!!) equipe dentre as inúmeras equipes da SPRINT, o octeto misto era formado pelas meninas: fernanda, Aninha, Janaina, Pulga, Paolla e Gabi e pelos "benditos" Leandro e EU.

Garanto a voces que nunca participei de uma trupe que deixasse a "van" tão limpa e organizada e foi a primeira vez que não tinha aquele cheirinho peculiar dentro do carro!

Mas nem só de simpatia viveu esse grupo, as meninas mostraram que sabem se sujar e se superar quando foram chamadas e cada uma do seu jeito cumpriu com louvor sua meta, o Leandro é um caso a parte, o cara é o OITAVO melhor fundista de Marcha Atlética do País e está com os dois pés no próximo PANAMERICANO, simplesmente deu SHOW no trecho 6!!!

Mas, o que o eu mais curti dessa vez foi poder após muitos anos de Mountaindo e corridas de revezamento poder rever naqueles rostinhos suados a expressão de ansiedade, nervosismo e depois de realização em cada um dos integrantes, pois todos em sua maiorias estavam ali pela primeira vez, e isso me trouxe de volta às minhas primeiras provas e pude mais uma vez enxergar nelas o que me dá motivação a estar ali , ano após ano, prova após prova....

É inexplicável! Foi um "dejavu", foi como um "restart" e eu só tenho a agradecer a elas por me darem essa oportunidade de me remotivar para os novos desafios que se aproximam e ao Paulinho e Sabine por toda estrutura proporcionada neste dia tão Especial.

Sobre meu trecho? Bem....correr o trecho 5 embaixo de pancada de chuva posso garantir que não foi uma tarefa nada fácil , a maior altimetria da prova não precisava desse ingrediente a mais né povo??? MAS VALEU!

Finalmente parabéns a todas as outras equipes SPRINT ! E em especial aos Octetos que levaram o nome da turma ao lugar mais alto do pódio!

Beijos pra quem é de Beijos e abraços pra quem é de abraços

MARCOS ALEXANDRE

segunda-feira, 11 de abril de 2011

LONG DISTANCE CAIOBÁ 2011 – 2, 84 e 21!


Após praticamente UM ano sem participar de nenhuma prova de triatlon devo confessar que estava um pouco ansioso para competir nessa Prova.

Mas diferentemente do ano passado não tinha mais aquele nervosismo da primeira vez, os macetes já estavam decorados e as possibilidades de erros minimizadas, sem contar que nesse ano eu estava me sentindo mais forte e muito mais consciente das minhas condições.

Ou últimos treinos fortes em Floripa não deixavam dúvidas de que eu faria uma boa prova.

Mas isso é apenas uma parte da equação, a outra parte depende das intempéries do clima e de como a gente acorda no dia da prova.

Quanto ao cenário metereológico, à véspera do evento não era nada animador, a noite foi de muito vento, frio e chuva, a “Praia Mansa” não estava pra peixe!

Eu, Kadinho, Puma e Amílcar ficamos no mesmo Hotel e trocávamos impressões e as últimas dicas, os novatos Amílcar e Kadinho mostravam um pouco de apreensão pela estréia no mundo dos Triatlons e Puma estava mais quieto e focado, parecia que estava guardando algo pro dia seguinte.

O dia amanheceu e a chuva tinha dado uma trégua, mas o tempo permanecia nublado e o vento já soprava moderado a forte, por causa do vento o mar estava meio “picado”, mas não tinha grandes ondulações.

Um pouco antes das 8 h da manhã foi dada a largada e diferentemente do ano passado fui para água e não fiquei pra trás do “grande bolo” e por isso mesmo tomei uma cotovelada no nariz, um soco que arrancou meus óculos de natação e alguns socos das costas e braços (faz parte), mas me senti bem na água e nadei num ritmo de moderado a forte. Ainda não tenho os tempos oficiais, mas, segundo relatou Paulinho eu sai da água com aproximados 33 min, nada mal pra 2000 metros!

Fui pra transição e memorizei minha “baia” só que esqueci que memorizei ao contrário e junto com a tontura que a gente fica ao sair da água veio um sentimento de total perda do senso geográfico, depois de zanzar feito uma “barata tonta” escutei os berros de minha esposa Priscila que dizia: “É aqui Neni, é aqui!”.

Enfim achei a “magrela” e ainda um pouco chateado pelo tempo perdido coloquei minha roupa de ciclismo e parti.

Logo nas primeiras pedaladas senti que não estava no melhor dia pra pedaladas, as pernas estavam pesadas demais e fui sendo ultrapassado facilmente por muita gente, procurei girar mais e fazer um ritmo mais leve pra poder recuperar, mas outro fator que pesou contra foi o vento que já se fazia forte e presente e que parecia soprar contra tanto na ida quanto na volta, aos poucos achei um ritmo e procurei me alimentar, hidratar e chegar “inteiro” pra corrida, nessa hora o Kadinho já tava uns 10 minutos na minha frente e o PUMA tava voando forte lá na frente.

Por volta do km 56 visualizei no sentido contrário e no acostamento meu parceirão de treinos kadinho com um pneu furado, fiz a volta e confesso que minha vontade era parar minha prova pra ajudá-lo, mas acho que isso nem era permitido e com uma dor no coração passei por ele e segui em frente. Fechei a parte de ciclismo com uma média de 32 km/h (mas foi sofrido).

A transição para corrida foi tranqüila e sem sustos, sai ainda sentindo o peso das pernas, mas mesmo assim consegui imprimir o ritmo planejado de 5:10’’ por km na primeira “perna” de 7 km, depois comecei a tentar “cair” para 4:55 a 5’’, consegui fazer isso até o km 13 onde senti um cansaço inexplicável e tive que respeitar e readequar minhas metas, acabei correndo vários Kms pra 5:20 a 5:30’’, quando iniciei a ultima volta de 7 kms apertei um pouco e voltei ao pace de 5:00 a 5:10’’ e coma ajuda do Paulinho e seus BCAA’s , água, COCA? e muito incentivo consegui ir aumentando o ritmo e no final por causa de um “etíope” que me passou e o Paulinho encasquetou com ele tive que buscar energia lá no fundo pra passar aquele maluco, e o pace foi caindo até fechar o último Km pra 4:24’’ e enfim cheguei e nessa hora fiz aquele gesto que se imortalizou com o Bebeto na Copa do Mundo de 1994, embalei a “MANOELITA” nos meus braços e cruzei a linha de chegada e abracei e beijei minha companheirona e minha Paixão Priscila, as lágrimas quase vieram, mas segurei (não sei por quê...) e olhei pro meu cronômetro fechei com 4:55 hs e baixei em 14 minutos o tempo do ano anterior!

Obrigado, em primeiro lugar a minha esposa PRISCILA pela paciência e tolerância durante os longos períodos de Treino e pela incrível força que me deu durante todo o dia de ontem, era nos olhos dela que eu buscava minha inspiração e minha força pra continuar!

Obrigado aos amigos e companheiros de treinos de triatlon: DANIEL, ZACK, KADINHO, PUMA, AMILCAR, DÉCIO, RODOLFO.

Obrigado ao meu sócio e irmão VICTOR HUGO por agüentar minhas chegadas um pouco mais tardias ao escritório devido aos treinos madrugadores dos dias de semana.

Obrigado ao meu Treinador PAULINHO por saber como ninguém como conduzir os treinos de uma forma única e que me faz melhorar ainda mais apesar dos avanços e sinais da idade que teimam em avançar.

Obrigado SABINE por conseguir bater fotos fantásticas e ainda correr e gritar pelo meu nome toda hora.

Obrigado torcida TUCA, DANI, MONICA e LU era tanto berro quando eu passava que eu me sentia “O CARA” a cada volta!

OBRIGADO a toda família SPRINT que também me ajudaram a fazer dos treinos um momento de alegria, descontração e de valiosas dicas para melhorar cada vez mais meus passos no mundo da corrida.

VALEU MOÇADA!!!!!!!!

Abraços

Marcos Alexandre

domingo, 3 de abril de 2011

"EDU DALLAS"


Depois de tecer muitas críticas à organização da Meia de Floripa, aproveito para trazer aqui o depoimento de um grande amigo sobre sua primeira Meia Maratona e que demonstra a distância "abismal" nos separa da qualidade e carinho com que são tratados os corredores nos EUA! Além de fazer uma espécie de Homenagem ao cara que me "colocou de volta" no IRON do ano passado e que é um exemplo pra todos nós!

Por Eduardo Gomes:

"olá! Devo confessar que estava sem tempo e também com preguiça de escrever este depoimento, até por que eu iria escrevê-lo sozinho e não teria outros para ler, como sempre, a respeito da mesma prova. O que me mobilizou a finalmente começar este texto foi ler o blog do Marcos Alexandre sobre a Meia de Florianópolis, na qual eu fiz 10km. Quer dizer, fui prá fazer 10km e fiz mais 400m de pura incompetência de quem organiza essa prova. Pro meu nível de corrdor, isso não significa absolutamente nada mas errar na marcação das distância numa prova dita internacional é o fim. Colocar 2 pessoas para distribuir gatorade e ainda por cima no km 2, sem comentários. São sérios concorrentes de quem organizou a Jurerê Night Run final do ano passado... Até agora não me conformo com o pódio que construiram para a premiação. um absurdo de vagabundo, material de quinta categoria, nas provas de rua lá em Olho D´água dos Borges, no sertão do Caicó, lá no Rio Grande do Norte é mais bonito e bem feito. Os banheiros (hã? o que?) o que falar? Uma pocilga fedorenta. Bom, começando a falar lá da Meia de Dallas, os banheiros: não havia divisão nem de homem, nem de mulher, nem de criança... Quando eu fui usar, já na dispersão da chegada, pensei: agora dancei... Entrei na pequena fila em frente às mais ou menos 20 casinhas de necessidade, esperei minha vez, entrei e me assustei: vários rolos de papel disponíveis, não havia odor de NADA no ambiente e NENHUMA gota de nada na tampa, no chão, em lugar algum, nenhum papel no chão... Era um banheiro químico semelhante aos que a gente vê nas nossas provas. Acho que mais limpo que o da minha casa... Aí não é apenas um problema da organização que seleciona uma empresa que usa material e produtos de péssima qualidade na higiene dessas casinhas, mas também da educação do povo que as usa. Ou seja, nós mesmos. A largada da prova as 8h (exatamente) foi por ondas. Vários currais que delimitavam grupos de corredores por tempo de prova que cada um definia na hora inscrição. Currais de 1h10', 1h20', 1h30' e assim por diante. Eu me coloquei no de 1h50´, já que pretendia fazer a prova abaixo de 2h e acima dos 1h50'. (Foi uma pretensão planejada por dias e dias, com base nos tempos das últimas provs que participei). Cada curral era liberado após 30 segundos do anterior largar. Nessa forma de largada, não há aquele atropelo geral, gente que corre mais querendo ultrapassar os da frente, gente que corre menos empatando quem vem atrás, coisas que a gente tá acostumado por aqui. A temperatura foi a coisa mais doida que já vi: no sábado estava 28 graus, clima seco, umidade 20%. No domingo amanheceu a 4 graus, umidade de 89%, vento cortante... Por sorte eu havia levado meu equipamento para correr no frio... Mas foi, em alguns momentos insuficiente,estava frio demais... Como eu nunca havia participado de uma prova dessa distância, e a minha prova mais longa até hoje foi a São Silvestre (15km), fui mais detalhista e sistemático do que nunca, prá ter certeza que eu chegaria, chegaria inteiro e ficaria inteiro depois da chegada... Estudei a altimetria e o percurso a fundo. Como eu trabalho nessa cidade há mais de 12 anos e a prova passaria por onde trabalho e por muitos lugares que eu conheço bem, fui montando meu planejamento quilometro a quilometro: pontos de hidratação, de gel, as subidas, as descidas e fui estabelecendo metas: até o km 3, iria fazer a 6:00'/km, até o km 11 a 5:45", até o km 15 a 5:30" e daí até o final a 5:15", prá dar um tempo final de 1h57'45", com pace de 5:36". Parece coisa de maluco, mas este foi meu tempo final: 1h58'04", pace 5:37"... Errei por 19 segundos, preciso melhorar :))) Consegui uma média bem constante: no km 5 estava a 5:36" no tempo de 27', no km 10 a 5:36" com tempo 55', no km 15 a 5:24" com tempo 1:23' ( na São Silvestre fiz essa distância a 1h35', baixei 12min!) No km 20 olhei no garmin, estava em 1h50', pace 5:30" !! Vi que tinha sobra prá dar a socada final e chegar entre 1h54:30 e 1h55'. Maravilha!! Aí começam a cair os disjuntores, a luz vrmelha acende: ameaça de cãimbra nas duas panturrilhas !!! Não acredito!!! No km 20!!! Tive que parar prá me alongar senão a cãimbra pegava de vez... alonguei, alonguei, saí andando com as pernas duras e segui do jeito que deu. Mais um pouco, outra quase travada de novo... parei outra vez, vou lá na borda da calçada e me alongo o mais que consigo... Enquanto isso, aquela multidão vai passando por mim... que desespero!!! Um monte de gente que havia passado principalmente na primeira metade da prova que era só de subida (aqui a gente entende a diferença de quem treina nos morros em Florianópolis e quem só treina no plano, fiz a parte das subidas tranquilamente...) ia me ultrapassando... Comecei a apavorar... sai andando de novo que nem pato, não podia mexer os tornozelos senão travava... Eu não iria parar de jeito nenhum, nem que chegasse de quatro ou arrastando a bunda no chão eu iria chegar, mas eu queria fazer em menos de 2hs... Me lembrei que tinha crédito de tempo suficiente até prá ir andando rápido, relaxei mais, alonguei de novo e fui em frente... Veio a quase travada final, pela terceira vez! Desta vez a cãimbfra ameaça dté a parte posterior das coxas... Paro e me alongo de novo, mais e mais e continuo a correr do jeito que dava, parecia o Charles Chaplin, só faltava a bengala :))) fui que fui e cheguei ! Quando cruzei a chegada e vi o garmin a 1:58':04, não acreditei! Consegui chegar e fechar dentro do tempo que eu havia programado! Aqui entra a parte triste da história: não havia ninguém prá comemorar, abraçar, chorar, gritar, pular :( Não tinha a Sabne prá flagar a gente nesses instantes... Eu havia feito uma coisa até um mês antes impensável e não tinha com quem compartilhar lá na hora... O legal foi que os tapetes de chip colocados ao longo da prova, nos km 5, 10, 15 e nas 10 milhas foram enviando os tempos pro celular da Vanesa e ela foi repassando aos amigos que estavam de longe torcendo. Os celulares da região estavam quase incomunicáveis, a rede estava totalmente congestionada, imagine mais de 11.000 pessoas querendo falar ao mesmo tempo... foi quando recebi uma ligação do André, marido da nossa ogramiga Lú e que conseguiu furar o "bloqueio".. que alegria ouvir uma voz amiga nessa hora! Aí o frio (de 4 graus) começou a bater feio, comecei a tremer, ficar gelado, estava molhado de suor que começava a me congelar... as pernas quase não se moviam, travadas, fui me arrrastando até os ônibus aonde a mochila estava guardada, com as roupas secas e quentes, pehuei ainda mais uma fila de alguns minutos e me vesti.. que alívio!!! Fiquei ainda mais de uma hora tremendo de frio, esperando meu amigo que foi me buscar e nos desencontramos... A única coisa que nessa hora eu queria era tomar um café fervendo, ir prá casa e me enfiar embaixo de uma ducha bem quente prá me aquecer... Foi uma experiência incrível, pena não ter a equipe correndo junto, faz uma diferença que não tem nem como explicar, mas encontrar depois o povo no facebook, ver a quantidade de mensagens e papear foi muito, muito legal !!! Agradeço de coração aos amigos que gastaram sua energia para à distância me empurrarem ladeiras acima, me segurarem nas descidas e me puxarem nas retas, foi muita força que recebi para conseguir fazer tudo isso. Foi a torcida de vocês o grande responsável por eu ter conseguido cumprir minha tão paranoicamente calculada meta :))) Ao meu querido treinador, que quase infartou quando soube que eu iria participar dessa prova, minhas desculpas pelo susto e meu muito obrigado pelas suas cobranças, comentários e elogios. Elogios, a gente logo esquece, as cobranças... Meu agradecimento especial prá minha amada ogra Vanesa, que me "segurou" a prova toda e montou essa rede de apoio à distância. Sem você, meu amor, ia ser muito mais difícil alcançar esse sonho! Abraços a todos e até as próximas provas, desta vez com todos juntos, ainda que seja dentro de uma van com "aquele" cheiro de suor, comendo sanduíche de queijo e peito de perú, coca-cola, accelerade cor de diabo verde e banana, horas e horas a fio..."
Edú

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mais da Meia....


No último post relatei a visão romântica da Prova "organizada" em Florianópolis no último dia 20/03/2011.

Mas, agora vou fazer uma analise realista e fria do Evento.

O Nome da Prova era "Meia Maratona Internacional de Florianópolis", ora uma prova que se intitula "internacional" teria que no mínimo respeitar a distância Oficial para uma Meia Maratona que é de 21,097 metros! Mas não foi o que aconteceu, vários foram os relatos ao final dando conta que os relógios com GPS marcavam aproximados 21,310 metros! Talvez para aqueles que não estão habituados a competir em corridas esses míseros 200 metros não signifiquem nada, mas para quem treina duro de sol a sol e se prepara para uma Meia isso faz SIM uma enorme diferença, significa no mínimo 1 minuto a mais de corrida.

Bem, partindo do pressuposto que não participamos de uma Meia , vamos analisar outros pontos.

Esse ano tínhamos CHIP durante o percurso, mas porque entregar o CHIP somente no dia da Prova? Pra que complicar e fazer com que todos tivessem que chegar mais cedo para buscar o equipamento em meio a filas? O resultado foram filas e atraso no inicio da Prova.

O horário de largada (7:30) era o ponto positivo, eu digo era porque não largamos as 7:30.

Voltando ao chip, pra que chip? Se o tempo líquido foi igual ao tempo bruto? No meu caso diferença de mais de 30 segundos!

O kit , apesar do alto preço da inscrição não refletiu a expectativa e trouxe uma camiseta de baixa qualidade e que não servirá pra uso em corridas, quiçá como um pijama.

A hidratação dava mostras de ter melhorado, mas mais uma vez a medida que os corredores mais lentos chegavam os comentários negativos foram se multiplicando, além de não ter quantidade suficiente de pessoas entregando a água, ainda quando era possível "agarrar" um copinho , este estava quente!

Não sei porque, mas um posto de GATORADE foi colocado logo no KM 2, momento totalmente inoportuno para a reposição eletrolítica! E quando precisávamos , tínhamos 02 voluntários , eu disse DOIS!!! entregando os copinhos de gatorade a quem conseguisse pegar.

No funil de chegada presenciei uma cena lamentável, eu estava chegando e vi um colega corredor tentando desesperadamente obter uma garrafinha de Gatorade, mas o segurança se negava a dar, vendo que o atleta estava realmente precisando, peguei uma vasilhame e entreguei a ele, depois voltei para pegar um para mim, e escutei o mesmo segurança gritando: - VOCE NÃO PODE MAIS PEGAR!!!, isso mesmo, ele me disse que era apenas uma garrafinha para cada atleta!!?? e mais, cabeça quente e revoltado eu disse a ele : - Por isso é que no ano que vem não estarei mais aqui nessa prova!, e em resposta obtive: - ÓTIMO, O PROBLEMA É TODO SEU!!!!

O problema é todo meu sim, meu e de todos que buscam o mínimo de organização e respeito para com o consumidor e atleta, simplesmente esse BRUTAMONTES selou com chave de M....a sequência de más impressões que mais uma vez a turma da "desorganização" deixou para mim.

É uma pena, por ser "manezinho" de Floripa, torço, e torço muito para que essa e outras Provas sejam um sucesso de público e midia e que se tornem datas fixas no calendário esportivo da cidade, mas desse jeito fica difícil "defender" a prova e/ou convencer aos amigos de fora a vir para floripa correr.

Espero que a outra Meia Maratona organizada pela O2 e ASICS (junho/2011) apague esta péssima imagem e se torne a "verdadeira" Meia Maratona Internacional de Florianópolis"

Se você tem também alguma sugestão ou crítica a prova , escreva na sessão "comentários" deste blog.

ABRAÇOS

MARCOS ALEXANDRE

terça-feira, 22 de março de 2011

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO




O domingo amanheceu com a SUPER LUA teimando em fazer companhia ao Astro Rei Sol, o céu estava límpido e a temperatura amena, fazendo a maioria de nós ter de usar um casaco ou roupa mais quente para se proteger do friozinho.
Ao contrário no ano anterior o clima e o horário (mais cedo) para a largada ajudaram e muito aos competidores a baixarem seus tempos em relação ao ano anterior.
Ao chegar na "tenda SPRINT" já se percebia no ar que essa prova teria um "clima" diferente, mais leve, mais divertido, mais solto...
Minhas costas ainda doíam (leve contratura lombar) e estava com uma sede anormal (foi meu aniversário na véspera...hehehe!), e devido a não estar me sentindo nas melhores condições fui para a corrida descompromissado, fui pra curtir.
A princípio pensei em me juntar ao bloquinho verde (Victor, Nilson e Xande), mas me sentia tão bem que deixei minhas pernas me levarem...
E elas me levaram, o primeiro Km serviu pra aquecer e fazer a dor lombar ir desaparecendo e fiz um "pace" leve de 5:16 min/km, mas logo depois o ritmo aumentou sem que eu mesmo percebesse isso, e já Km 5 encontrei o DÉCIO (companheiro de SPRINT) correndo num ritmo bom e junto com ele segui até o km 8 numa média de 4:36 min/km.
Mas eu tava leve, com disposição até para posar pra fotos e tal.
Depois que o Décio disparou e fechou os 10 km a que tinha se proposto, não tive mais a companhia de ninguém da Equipe e passei a escolher "alvos" e ia a caça de cada um deles , mas é claro sem arriscar muito a ponto de quebrar lá na frente, eu tava me sentindo tão bem que alguns kms rodei pra 4:20 min/km, mas logo em seguida segurava a onda.
Os kms foram passando e eu continuava a me sentir tranquilo e forte, então quando cheguei no km 18 passei a socar bota e fiz o km 21 pra 4:05 min/km e finalizei os 300 metros finais voando pra 3:30 min/km!!!

Corri forte pois vi que o cronometro oficial marcava pouco mais de 1 h e 37 min e o Marcos Fiorentini (outro SPRINTUDO) havia me dito que ano passado meu tempo a ser batido era de 1 h e 38 min, e então fechei a prova com o GARMIN (GPS) apontando 21,310 kms em 1 Hora 37 min e 14 segundos!

Eu havia conseguido!!! Baixei meu tempo...mas depois em casa revendo meus históricos descobri que meu melhor tempo em Meia Maratona havia sido 1 h e 39 m e 51 s, ou seja eu tinha baixado de 02 minutos!!

Mas o mais importante foi a forma como terminei desta vez, nada de quase vomitar (homenagem ao faraco), nada de se jogar no chão pra recobrar o folêgo, nada de mal poder andar...eu tava INTEIRO, tava bem e disposto!

Essa foi prova foi meu PRESENTE DE ANIVERSÁRIO, foi a afirmação de que estou no caminho certo e que o trabalho vem sendo bem conduzido!!!

Minha felicidade se completou ao ver "SEO" Nilson chegando inteiro também, e depois meu grande amigo VICTOR conseguindo fazer a Meia em menos de 2 horas e por fim o XANDE chegando emocionado atrás de uma Máscara do OGRO Shrek!

E alguns minutinhos depois meu vizinho e amigão Amilcar também cruzou a linha de chegada e confirmou que está quase pronto para o MEIO-IRON de Caiobá!

Voltando para a nossa Tenda escutei as histórias de como cada um de nossa intrépida equipe tinha realizado sua façanha , dos trófeus, das metas atingidas e das alegrias e sensações de completude que se concretizara em cada um de nós.

Enfim foi um dia especial e para ficar guardado em nossas Lembranças!

Foi um PRESENTE DE ANIVERSÁRIO!!

Obrigado

Marcos Alexandre

segunda-feira, 14 de março de 2011

A PRIMEIRA PROVA DO ANO


No último Domingo (13/03) o dia amanheceu igual ao dias anteriores, ou seja, com muita chuva!!!!

Tudo levava a crer que a Prova "Corrida da Pedra Branca" estaria seriamente comprometida, em cada um de nós residia um certa dúvida se realmente o local reuniria condições mínimas para a prática do esporte ou se ao menos conseguiriamos chegar ao ponto de largada, devido aos inúmeros alagamentos que já assolavam a nossa Ilha.

Mas, Ogro que é Ogro não desiste nunca e contra todas as evidências aposta suas fichas na mais ínfima possibilidade de poder fazer o que mais gosta: CORRER!!!

Aos poucos os "verdinhos" foram chegando e em alguns minutos um verdadeiro mar verde tomou conta do local de partida causando verdadeiro assombro nos demais competidores e nos organizadores da prova.

A chuva caía insistentemente, mas menos insistente do que a nossa vontade em correr aquela prova e aos poucos o céu foi clareando e a nossa força mental venceu a interpérie do tempo e a largada já foi com poucos e isolados pingos de água.

Enfim partimos e na verdade o clima se mostrou muito propício para imprimir um bom ritmo e só esbarrou no grau de dificuldade da prova que devido as várias elevações deixou o nível de dificuldade alto, e um bom teste para quem vai fazer a famosa corrida "Volta a Ilha" no final de Abril.

O percurso misturou asfalto com rua de chão batido e muitas curvas, mas a organização da prova foi excelente e não deixou faltar nada aos competidores que pelo simples fato de terem acreditado e comparecido mereciam cada um um troféu reluzente para expor na sua sala de estar.

Eu estabeleci uma meta realista e esperava completar a prova com um pace médio de 4:30 min/km, mas no decorrer da prova e das subidas fui achando que esta meta não seria alcançada, então "desencanei" e fiz aquilo que pude.

No final fechei os 9,150 Km em 41:06 min com um pace médio de 4:29 min/km.

Gostei da prova, gostei do meu ritmo e acima de tudo gostei do espírito de garra e superação de todos que lá estiveram e em especial do pessoal da SPRINT que além de se superar abocanharam quase todos os troféus das categorias de 10 e 5 km!!!

Valeu muito pela experiência e foi uma grande estréia no ano de 2011!

Que venha a Meia Maratona de Florianópolis no dia 20/03!

Depois conto como foi...

abraços

Marcos Alexandre

domingo, 6 de março de 2011

O RETORNO

Após quase um ano sem postar nada neste espaço , resolvi enquanto aguardava um vôo para o Rio de janeiro, escrever um pouquinho sobre a rotina pós IRON.

Os dias que se seguiram ao IROMAN 2010 foram muito especiais, era um bocado de emails, torpedos, telefonemas , twitters, scraps....todo mundo me parabenizando pela façanha de ter completado meu Ironman.

Não tinha a menor noção de quanta gente tava me acompanhando neste desafio a que me propus, e agradeço infinitamente pela energia que cada um emanou e me fez realizar este sonho.

Mas, nem tudo são flores...o pós Iron trouxe alguns incômodos , dores surgiram, pequenas lesões e uma ressaca de treinos também, nos meses seguintes tudo o que eu queria era DORMIR!!!!

Dormir sem ter hora para acordar, poder dormir mais de 6 hs ....Ahh....quanto tempo não fazia isso!

Porem, esta fase também passou e já no mês de junho voltei ao treininhos, mas sem nenhum objetivo traçado , apenas manter meu estilo de vida de triatlon.

Só que este recomeço foi diferente, diferente porque dessa vez eu tinha Cia, e em especial a Cia de um cara muito parceirao, Ricardo Feistauer é um pequeno Ogro de quase 2 metros de altura , magro e definido, um egresso do handebol e que trouxe das quadras a garra e o companheirismo do esporte coletivo.

Juntos já realizamos diversas façanhas e agora estou podendo transmitir um pouco da minha experiência de IRON pra ele, afinal esse ano (2011) é o ano dele, a sua estréia!

Queria ter conhecido esse cara antes, mas parece que já nos conhecemos de longa data e vos confesso que quem me inspirou a voltar a escrever pro blog foi ele, ele me fez voltar a querer mais, querer novos desafios e por isso aqui estou e já treinando para Caiobá 2011.

Aos poucos volto aqui pra contar um pouco mais do que fizemos e que faremos ainda.

Como diz o Grande Fabiano Marques,

ABRAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSS

MARCOS ALEXANDRE

domingo, 20 de junho de 2010

Porque eu não fui ser jogador de futebol !!??

O texto abaixo foi retirado do blog (MAURO CAVANHA) que eu sigo e adorei o texto e as comparações , por isso repasso a voces!


É... como 99% dos brasileiros eu também já quis ser jogador de futebol!! Ainda lembro quando estava nas primeiras séries do Ensino Fundamental, e fui com meu pai fazer a inscrição na escolinha de futebol do colégio. Por sorte ou não, já estava lotada!
Minhas outras opções eram Judô ou Natação.
Optei pelo Judô, sempre fui fominha nos treinos, queria logo trocar de faixa!
Lutei por 3 anos, quando fui convidado treinar na equipe mais forte, que treinava anoite, meu pai achou muito tarde e não deixou, desisti porque não queria treinar na equipe mais fraca. Já tinha pretenção de ser profissional em um esporte.Foi então que a Fernanda Keller fez sucesso e pela televisão conheci o IronMan!!
Pronto, tava lascado!! A partir desse dia eu queria ser um Homem de Ferro!!!
Ahh se eu soubesse o trabalho que da ser um triatleta!! E olha que ainda nem competi um IronMan, prova que dura mais de 8 horas!!
Durante os treinos ou mesmo competindo, quantas vezes já me perguntei o porque escolhi um esporte tão exigente, que precisa de tanto empenho e dedicação!!
Triatleta passa um terço do dia treinando!!
Jogador de Futebol nem precisa treinar todo dia...
O trabalho é árduo e o reconhecimento parece tão distante...
Jogador de Futebol ganha a segundona do Estadual e fica milionário...Triatleta, pra ser milionário, tem que ganhar o Mundial e mais a Mega-Sena!!
Em época de Copa do Mundo me faz pensar ainda mais, lá estão os heróis da pátria, e o Brasil inteiro segue seus passos, desde a formação do elenco até a saída triunfal quando deixam sua nação...
Jogador de Futebol quando viaja nem precisa fazer check-in, passa no tapete vermelho, são assediados pelo público e aterrizam na janelinha do piloto...
Triatleta tem que fazer check-in, depois ir na lojinha pagar a taxa da bicicleta, e sem ser notado vaí até o fundão do avião!!
Tem dias que os treinos não rendem, e tem dias que não rendemos nas competições...
Jogador de Futebol quando tá cansado, senta no banco dos reservas...Triatleta cansado... já era!!
Levando todo dia o corpo perto do limite, as vezes ultrapassamos e surgem lesões...
Jogador de Futebol se machuca e continua recebendo salário por meses...
Triatleta se machuca e tem que correr atrás de dinheiro pra fisioterapia!!
As refeições são controladas...
Jogador de Futebol se hidrata com cerveja e é guerreiro...Triatleta bebe água e no máximo é o motorista da rodada!!
Tanta dedicação as vezes precisa de uma folga...
Jogador de Futebol depois do treino vai pro pagode...Triatleta depois do treino fica imprestável...
Mas o descanço não pode ser longo, seus adversários estão treinando...
Jogador de Futebol são 11 contra 11...
Triatleta é 1 contra 100!!
Quanto maior o desafio, maior é a vitória!! O triathlon é um esporte que o faz crescer como pessoa, conhecer seu próprio corpo e controlar sua mente. Foco, disciplina, determinação e superação viram hábitos...
Em alguns esportes você precisa ter uma bola...
No Triathlon é preciso ter duas!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O DIA!!!


Complicado escrever em poucas linhas o que aconteceu numa batalha de mais de 12 h!

É preciso voltar no tempo e perceber que esse sonho começou há DEZENOVE ANOS atrás, sim isso mesmo!

Foi em 1991, Eu então naquela época um estudante universitário com 19 anos resolvi participar de um tal de "short-triatlon" organizado pela perseverante "NAIDA", da FETRISC, e foi ali no cantinho da LAGOA que tudo começou, eu mal sabia nadar, pedalei com uma "bike" de R$ 50,00 e corri atabalhoadamente pra completar os 5 kms que restavam pra fechar a prova. Pobre Marcos! Mal sabia ele que o futuro lhe reservara um DESAFIO bem maior e exatamente com o dobro da idade que contava à época.

Então muita água rolou desde lá, desde o dia em que ao ver um amigo completando um IRON tive a infeliz idéia de perguntar para o Paulinho se eu tinha condições de fazer o mesmo, e ele respondeu com segurança: SIM VOCE PODE! PRECISA APENAS DE 2 ANOS!

E assim foi que comecei a epopéia que culminou nesse dia de 30 de maio de 2010.

No inicio nem Bicicleta tinha e não nadava há 19 anos, mas achava que sabia correr...

Foram inúmeras noites dormindo pouco, manhãs de pedal na chuva, horas e horas de muito suor na solidão, dúvidas, certezas, angústias, fé e um sonho, sonho de ser um IRON!!!

Pois bem! O Dia chegou!! E lá estava todos aqueles que de uma forma ou de outra fizeram parte desta longa viagem.

Já na escuridão da madruga estávamos reunidos na sala da nossa casa de Praia Eu, minha "IRONWIFE" Priscila, meu Pai (também um vencedor), minha Mãe (sempre zelosa e preocupada) e minha Irmã (guerreira como Eu) Fabi. Últimas palavras de carinho e de apoio, recomendações, conselhos, enfim...

Passavam alguns minutos das 5 horas da madruga e já encontrei meu amigão OSNI, ele também se preparando para realizar esse sonho maluco, trocamos algumas impressões do que sentíamos a poucas horas da largada, e partimos para a "pintura" dos números nas pernas e braços, devidamente "tatuados" fomos para a beira da praia onde no caminho encontramos o Treinador Paulinho que ali mesmo já me ajudou a colocar a roupa de borracha (e que ginástica...rs) , pronto, no caminho ainda encontrei com o companheiro de equipe , PUMA e sua fiel escudeira TUCA, eles também ansiosos pra realizar o sonho de mais esse abnegado triatleta.

Com eles também estavam SABINE (fotografa, jornalista, corredora, team-leader...) esposa do nosso Treinador e minha irmã FABIANA que naquele instante estava agoniada para "sacar" uma foto comigo.

Seguimos então Eu e Puma para linha de largada da natação, empurra daqui, aperta dali e enfim achamos nosso lugarzinho e paramos para ouvir o Hino Nacional, pausa para um sentimento de patriotismo misturado com nervosismo e já ali escorreram as primeiras lágrimas de minha face, impossível conter a emoção, impossível não lembrar do caminho percorrido até ali.....

De repente veio o som da buzina e lá fui Eu correndo em direção a água na Cia. de mais 1649 atletas, nadei tranqüilo escolhi um caminho diferente que me ajudou a não sofrer os esbarrões normais da primeira bóia e segui num ritmo confortável até o primeiro funil onde passei trotando pela praia e onde vi meus familiares e amigos me dando aquela força e ainda consegui escutar a Pri e a FABI berrando: "cuidado com o buraco", elas se referiam aos buracos formados pela força da maré na beira do mar, segui o conselho e nada sofri ao entrar na água.

A última "perna" da natação fiz num ritmo mais forte e quando já visualizava o Balão da chegada comecei a mentalizar minha transição para a bike.

Sai da água com 1 hora e 10 min! Muito bom mesmo! Trotei tranquilamente recebi mais apoio da família e amigos e fui para a transição.

Seo Edison (sogrão) tava lá e me deu aquela força (é impressão minha ou já tava chorando?...hehehe).

6 minutos depois já estava saindo e pegando a Bike, onde mais uma vez encontrei meu amigo OSNI, me atrapalhei um pouco pra subir na bike e acenar para a Fabi e demais e acabei derrubando a garrafinha de água no chão, mas pronto.... Parti!

O inicio da Bike foi muito legal, passar no meio daquela multidão de gente e ir visualizando aos poucos toda aquela torcida linda que ali estava pra me ver e me ajudar, é de arrepiar, estavam todos lá, tanta gente que eu tenho até medo de esquecer alguém...

Todos com as camisas verdes feitas especialmente para o grande dia ou com as camisas verdes da equipe SPRINT, GENTE VOCES SÃO DEMAIS!!!! (to emocionado aqui escrevendo isso!)..... pausa...pra enxugar as lágrimas....

Amigos que por muitas vezes tiveram que escutar um NÂO á convites para encontros sociais e comemorações, família que teve que meio a contragosto ficar um pouco mais distante de mim no dia a dia e finais de semana, pessoas que meio sem entender tiveram que conviver com um MARCOS diferente, mas que tenho certeza HOJE passaram a compreender o valor que isso tinha em minha VIDA!

Com essa energia eu pedalei como nunca os primeiros 90 kms e no caminho fui encontrando outros amigos, na Beira mar lá estava a Tamara (que quase não me viu) e o QUICK com sua câmera espetacular, encontrei também com a Tia MARISE que parecia se multiplicar estando em todos os lugares durante o trajeto também tirando belas fotos e me dando força.

Ah, também encontrei o XANDE (stud) na Beira mar, companheirão de treinos e que no ano que vem terá meu apoio no seu IRONMAN!

Voltando pela SC 401 na primeira volta tive também a Cia. motorizada do Mestre PAULINHO e Alexandre que de cima da moto me passaram novas instruções e me davam forças paras as subidas mais íngremes!

Quando me aproximava dos 90 km já comecei a pensar que ia rever os "meus" e assim foi já perto da Av. Búzios lá estavam os "verdinhos”, lá estavam Sabine, Dani, Kadinho, Vanessa, Edu, Marta, Marcos Fiorentini, Jô, Jade, Atílio, andréa, Mauro, cláudio....ufa!

Na Curva da volta no caminho do "special needs" (que virou "fashion needs"...????) estavam lá GABI, CAMILA, AMILCAR, CAIO, GABRIEL, MONICA, JUNINHO, TATI (e LUCAS chutando muito!!!), MARCELO, TINA, MARCELA e minha Sogrona Pé quente Dona ELZA!.

Peguei o special needs com a Fabi, deu um oi para minha amada esposa e meus queridos e guerreiros Pais e parti pra segunda volta.

Eu já tava me sentindo meio "estranho”, me sentia meio enjoado e "empanzinado" e olhei para minha barriga e eu tava começando a inchar, fui tirando tudo da sacola e colocando nos bolsos, mas estava em dúvida se conseguiria comer mais alguma coisa.

Na ida pro Centro fui "escoltado" pelo Kadinho e Xande, e na volta também, mais uma vez vi mais alguns amigos, nesta altura o vento já tava mais forte, nos últimos 20 km a chuva começou a apertar e 03 Carbo-gel depois minha Barriga já tava de 4 meses e meio!

Km 175 e eu já sabia que estava próximo de rever VOCES, isso me fazia voar e aumentar o ritmo das pedaladas, dessa vez recebi apoio também dos familiares do PUMA e da Ana Karina, do Pezão, do Fabiano....

Ah, não posso esquecer também dos anônimos, muitos mesmo me aplaudiam e berravam meu nome, como que reconhecendo a vital importância desta energia para um IRONMAN.

Finalizando o Ciclismo mais uma vez encontrei aquela turma, agora encorpada com a presença da minha Tia Graça, meu Tio Max (foi ele que me inspirou a começa correr muitos anos atrás....), agora eu sabia que tinha ultrapassado mais da metade da prova e apesar de sentir muita dor no abdômen e incomodo pelo inchaço sabia que a corrida era a minha "praia"!

Eu tava feliz, não senti dores "fortes" na lombar, minhas pernas ainda me respondiam e agora eu não dependia de nenhum equipamento (bike), só de mim!

A corrida começou a já na primeira passagem pela torcida, vi que mais uma vez novos amigos se juntaram e pude ver meu "pequeno" Dindo Adalberto e sua esposa Roberta, Sandrinho, Fabíola e o seu Nilson e esposa.
De repente escutei : "Vai Neni!..." mas a voz não era da Pri , era a ELIETE, valeu sua FIGURA!!!

Na primeira curva em frente ao "Il Campanario" tive ao meu lado correndo (lembrando os treinos longos) meu sócio e irmão VICTOR HUGO, ele corria ao meu lado e dizia "vamos, vamos, tu tá demais! " e eu via nos olhos dele lágrimas de alegria!

Na reta passando pelo Posto ESSO estava a família do Puma, mais gritos mais energia!

Na curva da SC 402 ganhei a parceria de uma Xará (Marcos) que veio lá de Alagoas com mais 5 amigos pra fazer o Iron, era até engraçado, eu com calor e ele com Casaco "corta-vento" e sentindo muito frio, chegamos junto na base do morro de Cana-jurê e então ali encontramos a Tia Marise que tirou várias fotos e nos deu mais um empurrãozinho morro acima.

Subimos o primeiro morro (menor) correndo, mas no morro conhecido como “A BESTA" não conseguíamos impor um ritmo e percebemos que caminhar com passinhos curtos e rápidos era mais eficiente e assim fizemos e vencemos aqueles morros todos.

No final da Madre Vilac em Canasvieiras encontrei com o Seu Nelson e o Fernando que vibraram muito ao me reconhecer, enquanto o Alagoano exclamava: - Ó Xente! Sua Família é grande mermo!!!

Voltamos encaramos "A BESTA" e mais uma vez MARISE tava lá, firme e forte, e no caminho já pude visualizar a minha frente o DANIEL CARVALHO, amigo, médico, atleta e confidente de treinos, que lutava pra completar também essa primeira perna de 21 kms.

Avenida dos Búzios mais uma vez, mais uma vez iria ver meus torcedores, a essa altura já tinha dito pro Marcos do Nordeste se "mandar" porque tava num ritmo melhor do que o meu, mas quando me aproximava do Jurere Open Shopping já recebi o apoio do Seu Nilson que só dizia: "Marcos, marcos...esse Marcos...!!!"

E lá estavam ELES de novo, todo mundo berrando , me ajudando, dizendo Vai, vai....eu eu Fui ...
Olhei para a esquerda e no meio da multidão pude ver meu amigão FARACO e a ALINE, que num simples olhar me disse tudo...ele foi um dos primeiros a compartilhar esse sonho comigo! VALEUUUSSS!!! PARCEIRO!

Sem perceber passei o Alagoano de novo e o deixei pra trás, e me mandei!

Com "gestação" de 5 meses eu peguei a dica do Paulinho e comecei a tomar PEPSI nos postos de hidratação e esse foi meu "suplemento" dali em diante, me dava uma energia instantânea e auxiliava a esvaziar aquela Pança...o que liberava um pouco mais de espaço para meus pulmões me ajudarem a terminar a prova.

Veio de novo a curva do Il campanario e mais uma vez ele estava lá, Victor, mais uma vez correndo ao meu lado e agora com os olhos ainda mais vermelhos...

Fiz a volta curta de 10,5 km com a Companhia do Paulinho e do Kadinho (de bike) até o ponto em que o Paulinho disse vou lá levar o Puma "para casa”, era isso, naquele instante eu sabia que meu Parceiro de equipe estava terminando e se tornando um IRON!!!

Novamente Av. Búzios, passei meu amigo DANIEL, cruzei com o OSNI no sentindo contrário, me sentia mais tranqüilo, Eles também estavam bem.

De repente surge correndo no Canteiro Central de Jurere, o corredor voador Cassiano, que sorria e como que quase pulando, parecia me admirar e dizia: "marcos...como vc tá bem! Vc tá ótimo!...vamos...! Vindo de um atleta de alto nível como ele (vencedor de do desafio PRAIAS E TRILHAS e outras) isso era mais do que um elogio era uma força propulsora!

Já era noite e ficava mais difícil de ver as "caras" na torcida, passei a escutar apenas e reconhecer aquelas vozes familiares me enchendo de energia e finalizei a volta, faltavam pouco mais de 10 km!

Curvinha do Il Campanario...e quem estava lá ???? Victor Hugo ...rs

- Faltam 8k apenas, vamos, você já venceu! (dizia ele)

Nessa hora eu começava a ter a certeza que eu conseguiria, ao mesmo tempo, parecia que cada Km estava se alongandoooooo mais e mais...

Paulinho e Kadinho de bike ia do outro lado do asfalto me dizendo palavras de apoio e motivação, eu ia passando outros corredores, que a essa altura caminhavam, paravam, quebravam... eu seguia devagar mas constante, lembro-me de um senhor que eu ultrapassei e que a cada passada que dava urrava de dores e isso me afetou por uns instantes, mas logo voltei ao foco e pensei apenas na minha prova e nada mais.

Reta da Av. Búzios!!! Km 38! Faltavam apenas 4 kms...só 4!

De repente faltava 3, vi seu Nilson de novo, e mais a frente Kadinho berrou - Faltam DOIS NEGÃO!! ESTICA E DÁ-LHE!!!

Nessa hora juntaram-se a mim, correndo ao meu lado Victor e Marcos Fiorentini, comecei a avistar o portal de chegada, parece que tudo desapareceu a minha volta, as dores sumiram, enchi os pulmões de ar e parti como louco pra chegada, nessa hora dizem meus companheiros, eu já corria abaixo de 5 min por KM!

MEUS DEUS! TO CHEGANDO! Pensava Eu, vi todo mundo, vi tb minha prima Gabi, vi todos, a torcida Berrava MARQUINHO, MARQUINHO!....TIMBA, TIMBA!!!,...me arrepiei todo , senti um orgulho enorme de ter VOCES ali...eu parecia ser O CARA...todo mundo me olhava e o coro da multidão aumentava, eu já não escutava mais minha respiração, só sentiu meu CORAÇÃO batendo forte!

Já me seguiam ao lado, Marta, Marcos, Edu, Vanessa, Victor.....

Peguei na mão da minha maior torcedora, minha companheira, minha super parceira, a mulher que eu AMO e que queria que cruzasse aquela linha do meu lado...e assim foi feito !

EU CONSEGUI !!!! EU SOU UM IRONMAN!!! INEXPLICÁVEL!

Meu sonho se realizou, 19 anos depois, 02 anos de treinos, 20 mil km de pedaladas, outros milhares de corrida, muitas piscinas de nado...muitos chopps a menos, muitos vinhos a menos, muitos shows perdidos, festas interrompidas, almoços em família adiados, Casamentos que não pude prestigiar..enfim....muito foi feito para se construir esse IRONMAN!

E ele não é só meu é de VOCES!

A meus Pais que lá estavam o dia todo sob chuva ou sol e que nessa reta final agarram o meus sonho com fervor, MUITO OBRIGADO!

Ao casal Jr e Tati que cederam sua residência para que todos pudessem ter um QG para dar o apoio que foi tão fundamental! OBRIGADO!

Ao Mestre, com Carinho, MUITO OBRIGADO! VOCE TB É UM IRON!

À minha mana FABI que começa também a da suas corridinhas e que também se mostrou uma guerreira nesse dia, OBRIGADO!

A ELA minha querida NENI, PEQUENA, minha PRI, só posso te dizer simplesmente: TE AMOOOOOOOOOO!

E a todos que estavam lá e que nominei no decorrer deste longo texto, queria poder agradacer a todos um a um pessoalmente, queria abraçá-los de novo, quero poder um dia de alguma forma retribuir ...sei lá..MUITÍSSIMO OBRIGADOOOOOOOOO!



Marcos Alexandre

domingo, 17 de janeiro de 2010

CONFISSÕES DE UM IRONMAN...

Hoje depois de mais uma semana de treinos que finalizaram com um “Pedal” de 90 kms resolvi compartilhar com vocês como tem sido a minha vida de um aspirante a IRONMAN...

Quando decidi que iria treinar para realizar essa proeza de nadar 3800 m, pedalar 180 kms e correr 42 Kms não tinha a menor noção das mudanças que essa decisão teriam na minha vida.

E ainda não sei bem que transformações já sofri e ainda estou por sofrer, mas durante minhas longas horas em cima de um Bicicleta tenho muito, mas muito tempo para refletir sobre...

A primeira delas é que quando passei a treinar para o IRON assumi um grande compromisso perante meus amigos e familiares e acima de tudo um grande compromisso comigo mesmo!

Outra coisa que tem me chamado a atenção é que por ser um esporte para poucos, poucas são as vezes em que corro, nado ou pedalo acompanhado, tenho passado bastante tempo isolado em meu mundo de treinos e com isso velhos e bons parceiros se afastaram de mim e SINTO FALTA deles!

Já não posso mais compartilhar resultados, sentimentos, realizações e sensações, parece que estou indo num caminho diametralmente oposto ao deles!

É paradoxal isso! Pois exatamente no momento em que mais precisamos expor nossas impressões sobre a evolução dos treinos menos encontramos ouvidos dispostos a nos escutar, não sei se talvez quem treina para o IRON (pela primeira vez) tende a superestimar suas agruras e isso nos distancia das pessoas, ou talvez, somente quem já fez ou está por fazer um IRON é que pode sentir e compreender melhor nossos sentimentos.

Irônico isso!

Outra transformação que é nítida é que depois que entramos nessa “loucura” de treinos uma coisa se torna normal para nós, NADA NOS ASSUSTA MAIS, é isso mesmo!

Aquela barreiras antes intransponíveis agora são apenas questão de tempo para serem derrubadas e cada passada, braçada ou pedalada me sinto mais forte, como se fosse uma rocha em processo de formação.

Creio que isso não se restringirá as barreiras do esporte e suspeito que na Vida também estou ficando mais forte.

Bem...sigo firme e forte em meu propósito, sigo refletindo, sigo sofrendo, sigo sorrindo, sigo realizando, sigo na fé de quem crê na vida, crê em si e em Deus!

Faltam pouco mais de 4 meses e a cada dia o foco será maior, obrigado por me escutarem!

AH...feliz 2010 a todos!!!

MARCOS ALEXANDRE

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A PRIMEIRA ALEGRIA!!!

Parece obra do acaso, isto se voce acredita no acaso....

Mas logo após meu co-blogueiro Faraco ter publicado o texto sobre o “choro do Mário” e sua primeira corrida, me aconteceu algo inesperado e gratificante e que tem tudo haver com o post anterior.

Para entender um pouquinho mais deste fato é preciso voltar algumas décadas na minha vida.

Era inicio dos Anos 90, minha vida universitária começava e com ela novas amizades surgiram e uma delas em especial foi muito importante para mim, começamos a farrear juntos quando viajamos para um congresso de administração em Goiânia, lá criamos o “Melancésio”, conhecemos o “Serra Dourada”, a Balada de Goiânia entre outras coisas.

Desde então nossa parceria cresceu e fomos para outros Congressos em Recife e Maceió, e mesmo após a formatura a vida nos colocou de novo no mesmo caminho, trabalhamos juntos na Montagem da Pizza Hut em SC, nos esbarramos na “Califa” e enfim nos tornamos grande amigos.

Mas até então éramos amigos de Bar, festas, viagens, porém em uma coisa não nos parecíamos, eu tinha uma estranha mania que ele não compreendia na época, enquanto ele ia pro Mercado Público aos sábados de manhã beber uns Chopps com a turma eu preferia correr a esmo pelas ruas e praias de Floripa.

Depois ele foi pra Sampa conquistar o mundo e nos encontramos algumas vezes ao ano e ele sempre me perguntando se continuava correndo, e eu respondia – Cada vez mais!!! E contava um pouco das últimas corridas e aventuras.

Já fazia muitos meses que não conversávamos quando um dia ele me chama no MSN e diz

– Marquinho, to seguindo teus passos!!!....

Num primeiro instante eu não entendi nada, mas depois ele me explicou que estava treinando com uma “personal” de corridas em SP e que já havia eliminado 12 kgs em 06 meses e que se preparava para a sua primeira prova:

http://o2porminuto.uol.com.br/nightrun/sp/index_sp.html

Não pude esconder minha alegria e orgulho em saber que de alguma forma a minha “estranha mania” estava inspirando outras pessoas e mais importante que isso resgatando antigas e grandes amizades!

Ora pois, já estava me preparando para dormir após um longo sábado de treinos quando toca meu telefone e meio sonolento atendo a ligação, era ELE, LAURO ANDRADE FILHO, me relatando que ele tinha completado a Prova, os primeiros 5 kms valendo! Estava saltitante e entusiasmado, disse que foi muito bom, que o evento tinha bandas de rock e tal...mas que acima de tudo ele estava realizado e nas palavras tava “encarnado” nesse Vício de Correr!!

Eu fiquei quase sem palavras, quando ele disse que ao terminar a prova ele precisava ligar para mim e comemorar juntos essa grande vitória!

É muito gratificante saber que mesmo a distancia podemos influenciar positivamente nossos conhecidos, amigos e até desconhecidos.

É inspirador poder fazer parte e compartilhar da “Primeira Alegria” do mais novo Corredor!

Foram 5 kms em 29:54 min, mas que com certeza ficarão para sempre na memória do meu amigo Lauro.

PARABÉNS MEU AMIGO LAURO!!!!

Voce resgatou mais do que nossa amizade, resgatou mais ainda minha vontade de seguir em Frente e correr em busca de novos horizontes desafiadores.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Choro do Mário

Gostaria de ter a mesma inspiração que tenho pra correr na hora de escrever. Não é que eu corra melhor que escreva, nem que escreva melhor do que corra. É simples explicar! É que ultimamente tenho mais vontade de correr do que escrever aqui. Mas hoje um amigo corredor me trouxe uma inspiração...

Estava vendo o "Bom Dia Brasil", da rede Globo e entrou no ar a Coluna "Correndo Atrás", com o nosso querido Mário, que está vencendo novos desafios na vida, utilizando a corrida como aliada. Mas a cena que me inspirou foi o choro do Mário ao final da corrida de 7,3 Km no entorno da lagoa, no Rio de Janeiro. Aquele choro é bem significativo.

Lembro quando completei meus primeiros 3 km, antes mesmo de treinar com o mestre Paulinho. Eu vibrava como se fosse um gol, em plena beira-mar. Ninguém entendia nada. Na corrida é assim... Cada pequena etapa vencida, é uma grande vitória.

Daí que olhei pra trás e pra frente e vi bastante coisa nessa história. O Mário do "Correndo Atrás" me fez lembrar que desde aqueles meus primeiros 3 km já fiz muita coisa. Primeiro passo foi ter a orientação segura do Paulinho. Eu morria de medo de enfartar na beira-mar, aos 30 e poucos anos. Com Paulinho aprendi a correr bem e seguro, com saúde. Segundo passo foi encarar as corridas de revezamento, como a Volta à Ilha e o Moutain Do, minhas preferidas.

Depois disso vieram a Maratona de Curitiba 2008, a São Silvestre também no ano passado e a Maratona de Florianópolis deste ano. Desafios individuais e vencidos quilômetro a quilômetro.

Mas vou dizer pra vocês, o mais legal de tudo é aquela sensação que o Mário teve. Eu lembro de ter tido a mesma sensação em algumas das provas mais significativas. Como a Maratona de Curitiba, que me fez chorar como criança na linha de chegada. É uma sensação inexplicável e que não tem preço que pague.

Agora estou aqui, louco pra correr de novo uma prova como estas todas. Já estou inscrito para a São Silvestre e na ansiedade de chegar logo, mas antes ainda há muito treino pra treinar e quem sabe algumas linhas pra escrever - é isso mesmo, acho que vou voltar a escrever aqui mais periodicamente. Não é uma promessa, é uma intenção.

Parabéns Mário - fiquei feliz por você!

Quem não viu a matéria do Mário cedinho no "Bom Dia Brasil", pode acessar este link - http://colunas.globoesporte.com/correndoatras/2009/11/03/a-materia-do-bom-dia-brasil-de-hoje/#comments

Abraços,
Faraco